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FITec: Assembleia no dia 23 delibera contraproposta

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Na próxima quinta-feira (23), representantes do SINTPq e profissionais da FITec se reúnem para deliberar a contraproposta da Fundação para a campanha salarial 2017/18. O encontro acontece às 14h30, na sede da empresa.

A contraproposta apresentada pela empresa propõe reajuste salarial de 3% para todos os funcionários. Com o montante oferecido, os empregados terão 0,3% de aumento real, uma vez que o IPCA do período corresponde a 2,7%. O auxílio refeição será reajustado em 4%, passando para R$ 26,00 ao dia. Os demais benefícios econômicos terão os mesmo reajuste dos salários.

Entre os outros itens contemplados, está a continuidade das homologações com apoio do SINTPq. A Fundação concorda que as mesmas continuem sendo realizadas no Sindicato, desde que isso seja aprovado em assembleia pelos presentes.

A contraproposta também garante que, mesmo com a “reforma” trabalhista, qualquer alteração ou implementação de novas regras nas relações de trabalho deverá ser previamente comunicada e debatida com o Sindicato.

Outro ponto a ser discutido no encontro será a sustentabilidade financeira do Sindicato. Com o fim da contribuição obrigatória e o baixo índice de sindicalização na FITec, Sindicato e funcionários precisam debater alternativas. Por isso, a presença de todos na assembleia é fundamental.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Pelo presente edital, o SINTPq – Sindicato dos Trabalhadores em Atividades (Diretas e Indiretas) de Pesquisa e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia de Campinas e Região, convoca todos os trabalhadores da FITec a participarem da Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada em 23 de novembro de 2017, às 14:30, na sede da empresa, para deliberar a seguinte ordem do dia:

1) Deliberação da contraproposta da empresa para assinatura do acordo coletivo 2017/2018;
2) Discussão e deliberação sobre a contribuição para sustentabilidade financeira do sindicato;
3) Campanha de Sindicalização;
4) Outros assuntos.

Fica estabelecido que não havendo quórum, a Assembleia será realizada, em segunda convocação 30 minutos após, com qualquer número de presentes.

Régis Norberto Carvalho
Presidente SINTPq

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Falta de representatividade fortalece barreiras raciais na ciência e tecnologia

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Desde crianças, quando estudamos ciências na escola, as referências que recebemos são quase que exclusivamente formadas por cientistas brancos europeus. Tal realidade levanta uma pergunta: será que os povos de origem africana não colaboraram em nada com nossa ciência e tecnologias atuais? As inúmeras contribuições de cientistas negros e povos como os antigos egípcios respondem muito bem essa pergunta. Entretanto, a falta de representatividade em nossa sociedade faz com que muitas pessoas não tenham consciência disso.

A exclusão dos negros e negras não fica apenas na história da ciência. Atualmente, esse grupo é minoria entre os pesquisadores e profissionais das áreas tecnológicas. De acordo com o CNPq, em 2015, estudantes negros representavam apenas 26% do total de bolsistas.

A ativista Bárbara Paes conhece muito bem as barreiras impostas às pessoas negras no setor tecnológico, sobretudo em relação às mulheres. Em 2015, ela e outras colegas de luta criaram o coletivo Minas Programam, dedicado a combater o machismo e discriminação na tecnologia.

Atualmente, Bárbara cursa pós-graduação em Cultura, Educação e Relações Étnico-Raciais e também escreve sobre racismo e representatividade.  Em entrevista ao SINTPq, ela comentou sobre como o preconceito racial ainda impõe barreiras à participação das pessoas negras na ciência e tecnologia.

SINTPq: Em seu projeto Minas Programam, você e outras integrantes militam contra o machismo e a inserção da mulher no ambiente tecnológico. Como surgiu essa iniciativa e o que poderia ser feito em relação a questão étnica? Machismo e racismo se relacionam no setor tecnológico? 

Bárbara Paes: O Minas Programam surgiu em 2015, eu, Fernanda e Ariane estávamos envolvidas de diferentes formas com debates relacionados a política, direitos humanos e tecnologia. Todas as co-fundadoras compartilhamos valores feministas e assim, a baixa presença e visibilidade das mulheres na tecnologia se fazia cada vez mais evidente. Assim tivemos a ideia de criar o Minas Programam: queríamos um espaço em que mulheres pudessem ensinar e aprender sobre programação sem ter que lidar com machismo dentro da sala de aula. Ao mesmo tempo, sabíamos da importância de olhar para questão racial, especialmente em um país como o nosso. Por este motivo, o Minas Programam se preocupa em sempre trazer mais mulheres negras para as nossas atividades.

SINTPq: Segundo dados do CNPq, em 2015, estudantes negros representavam apenas 26% do total de bolsistas, sendo que no Brasil mais de 50% da população é negra. Quais motivos você considera serem a causa dessa estatística?

BP: As causas dessa estatística são várias. Um primeiro apontamento que poderia ser feito é a quantidade ainda pequena de estudantes negros presentes no ensino superior. Uma segunda questão é a insuficiência das políticas de permanência na universidade, o que faz com que muitas pessoas negras não tenham condições de se dedicar a atividades de pesquisa.

SINTPq: Civilizações africanas, como o antigo Egito, contribuíram expressivamente com conhecimentos nas áreas de engenharia, astronomia e matemática. Entretanto, as referências científicas apresentadas nas escolas são quase que exclusivamente formadas por homens brancos europeus. De que forma essa realidade interfere na representatividade e na motivação das crianças negras em ingressar nas áreas tecnológicas?

BP: Vivemos em uma sociedade que é muito moldada pelas noções de gênero e raça, e as pessoas vivem rodeadas por preconceitos e estereótipos relacionados a pessoas negras. Como resultado, todos temos reações e expectativas, conscientes ou não, que são baseadas em estereótipos de raça, gênero, sexualidade e classe. Estando inseridos nesse contexto simultaneamente racista e misógino, educadores são impactados pela enorme carga de imagens negativas associadas ao intelecto de pessoas negras.

Quando as escolas, os livros, e educadores deixam de mencionar os feitos e contribuições de pessoas negras para a construção da ciência, eles estão contribuindo para gerar uma noção falsa de que as pessoas negras não são aptas para o ambiente acadêmico. Isso acaba afetando a autoestima intelectual e a trajetória educacional de crianças negras.

SINTPq: De que forma nossas escolas poderiam contribuir com a representatividade e funcionar como ambientes de incentivo para as crianças desenvolverem todo o seu potencial? Você conhece bons exemplos que poderiam ser mencionados?

BP: É preciso que as escolas adotem estratégias específicas para promover um ambiente mais diverso e plural. Algumas coisas que podem ser feitas incluem a adoção de materiais didáticos que estejam em conformidade com o intuito da Lei 10.639, que visa promover o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas. Uma questão que surge frequentemente é que muitos educadores não têm formação específica sobre os temas de gênero e relações raciais - o que os impede de exercer plenamente o papel que lhes é esperado. Isto é, o papel de contribuir positivamente para que a trajetória de estudantes negros seja bem-sucedida. Portanto, é preciso criar oportunidades de aprendizado e treinamento para educadores, a fim de garantir que eles compreendam e incluam uma perspectiva de gênero e levem em consideração questões raciais no seu trabalho.  Ademais, é importante que as escolas contratem mais educadores negros e promova atividades educacionais diversas para todos os alunos, sem distinção de raça.

SINTPq: O discurso da meritocracia é muitas vezes utilizando para diminuir a luta contra o preconceito, utilizando casos de negros e negras bem-sucedidas para responsabilizar o indivíduo por sua ascensão social, desviando assim o foco das questões sociais. Você observa situações como essa na área da tecnologia? Na sua opinião, como é possível superar esse discurso?

BP: O uso da narrativa da meritocracia é super frequente e é bem comum que pessoas usem os "casos exceção" para tentar provar o falacioso ponto de que vivemos em uma sociedade igualitária onde qualquer pessoa tem acesso às mesmas oportunidades. Na minha opinião, a primeira coisa a fazer é descontruir essa falácia. É preciso olhar o cenário como um todo, ter um olhar voltado para as estatísticas e dados. Ou seja, olhar para trajetórias individuais de sucesso não é o caminho para pensar soluções para um problema estrutural.

por Ricardo Andrade
Redação SINTPq

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E-commerce e novas formar de consumo são tema do próximo Café SINTPq

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As novas tecnologias estão revolucionando as formas de se vender e comprar. Os consumidores nunca tiveram tantas informações sobre os produtos, superando, muitas vezes, os conhecimentos dos próprios vendedores. Com essas mudanças, qual o futuro das relações de consumo? Em que os lojistas e consumidores podem melhorar? Essa questão e muitas outras relacionadas ao assunto serão tema do próximo Café SINTPq.

O evento "Novos Consumidores: Fazendo negócios em tempos difíceis" acontece no dia 30 de novembro, a partir das 18h30, no auditório do Sindicato em Campinas. A atividade é gratuita e aberta à todos os públicos.

A condução do debate será feita pela palestrante Virgínia Duarte, graduada em Ciências Sociais, MBA em gestão empresarial, mestre em Sociologia e com créditos de doutorado em Ciências Políticas e em Políticas Científicas e Tecnológicas, além de ex-gerente da Softex (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro), onde atuou realizando pesquisas e ministrando palestras sobre tendências tecnológicas, novos modelos de negócios, mercado de trabalho e ecossistemas digitais.

A iniciativa é uma parceria entre Sindicato, rede Socializando Saberes, que fará a transmissão ao vivo do evento pela internet, e TIC em Foco, site especializado na produção e disseminação de dados e informações sobre tecnologia, inovação e comunicação, além da promoção de eventos e debates relacionados ao tema.

Sobre o Café SINTPq
O Café SINTPq tem como objetivo abordar e difundir conhecimentos científicos e tecnológicos com a sociedade, mostrando como o trabalho dos pesquisadores interfere diretamente no cotidiano das pessoas. Nas edições anteriores, o Café SINTPq abordou temas como Software Livre, Impressão 3D, Biocombustíveis e Tecnologias Assistivas.

Novos Consumidores: Fazendo negócios em tempos difíceis
Data: 30/11
Horário: Café 18h30 | Palestra 19h
Entrada: Gratuita | Inscreva-se clicando aqui
Local: Auditório do SINTPq. Av. Esther Moretzshon Camargo, 61, Parque São Quirino - Campinas/SP

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