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Embrapii disponibiliza recursos para inovação na indústria

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) está disponibilizando R$ 500 milhões para o desenvolvimento de projetos nas unidades de pesquisa vinculadas à organização social.

O montante será liberado ao longo dos próximos quatro anos, sempre com uma contrapartida por parte da empresa. Para ter acesso aos recursos, o empresário deve procurar essas unidades.

Em 2011, quando teve início o projeto piloto da Embrapii, três instituições científicas e tecnológicas atendiam ao setor industrial nas áreas de manufatura integrada, tecnologia de materiais e alto desempenho e química industrial. Agora, são 13 unidades de pesquisa credenciadas; instituições que passaram por um processo de seleção e atenderam aos critérios para utilização dos recursos repassados pela Embrapii. A previsão é a de que até o final de 2015 sejam 23 unidades credenciadas.

Segundo o presidente da Embrapii, João Fernando Gomes de Oliveira, há um grande incentivo para que as próprias unidades de pesquisa procurem as empresas. "É tudo muito rápido. A empresa discute o projeto com a unidade e, ao fechar o acordo, o recurso pode ser utilizado, muitas vezes, dentro de 30 dias".

Resultados

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, participa da rede de unidades da Embrapii desde o projeto piloto. Para a gerente da Coordenação de Planejamento de Negócios do IPT, Flávia Motta, foi uma decisão acertada.

"Antes o IPT ia para as empresas e oferecia capacitação técnica, mas algumas reclamavam do custo. Hoje, com a Embrapii, além da capacitação, oferecemos um valor mais acessível para desenvolver os projetos, por que as empresas pagam apenas um terço do valor total".

Segundo ela, por se tratar de inovação, esse investimento terá impacto na economia nos próximos anos, a partir do surgimento de novos produtos e processos. "As empresas se tornarão mais produtivas e competitivas. É isso que a gente quer".

Unidade de Pesquisa

O Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros, em São Leopoldo (RS), é uma das novas unidades de pesquisa do sistema Embrapii. A diretora do instituto, Viviane Lovison, explica que, até então, o foco eram as empresas de pequeno e médio porte.

"Entrar na Embrapii nos dá a oportunidade de procurar empresas maiores, com mais capacidade de investimento em inovação. Com isso, nós também poderemos fazer projetos com maior risco tecnológico", diz.

Funcionamento

Constituída como associação civil sem fins lucrativos e qualificada como organização social, o modelo de funcionamento da Embrapii prevê compartilhamento de riscos técnicos e econômicos. Assim, um terço do recurso será investido pela empresa que desenvolverá o projeto de inovação, um terço virá da Embrapii e um terço será das instituições de pesquisa em forma de estrutura, recursos humanos, máquinas e equipamentos.

A Embrapii é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI).

 

Fonte: CNI

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