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Brasil torna-se novo destino de mercado de trabalho para imigrantes na América do Sul

Segundo dados recentemente divulgados pela ONU, o Brasil tornou-se o terceiro destino de imigrantes da América do Sul, tendo recebido no ano de 2011 um total de 600.000 pessoas. O brasil só perdia para a Argentina e Venezuela, que acolhiam aproximadamente um milhão de imigrantes cada. A expectativa de pesquisadores da questão sócio-demográfica é de estes números terem sofrido uma inflexão nestes últimos dois anos, especialmente pelas crises econômicas venezuelana e argentina.

O Brasil como maior país e maior mercado de trabalho e de consumo da América do Sul tende a consolidar-se como polo receptivo de profissionais interessados em emprego e evolução de carreira. Até então a Europa era considerado destino preferencial. Entretanto, com a crise do mercado comum europeu, até mesmo países do velho mundo tem visto o Brasil como novo porto de negócios. As menores barreiras imigratórias e linguísticas tornam mais fácil o deslocamento de profissionais dos países vizinhos.

Para o Brasil a expectativa é o recebimento de pessoas e famílias com qualificação equilibrada e um outro grupo formado por trabalhadores sem formação e estudo, como tem ocorrido com os haitianos, por exemplo, cujo destino é preencher vagas de mão de obra mais barata. Espera-se também a vinda de especialistas, graduados e mestrados, capazes de acrescentar dinâmica e visão mais cosmopolita aos quadros de nossas empresas interessadas no Mercosul e internacionalização em geral.

Na história há casos claros de desenvolvimento, especialmente científico e tecnológico, com a participação da vinda de estrangeiros em determinadas nações. Isso ocorreu nos Estados Unidos, com a absorção de acadêmicos alemães no pós II Guerra Mundial e também em Israel, nos anos 70, com a chegada de um milhão de russos que em boa parte eram engenheiros e matemáticos.

Como sétima economia do mundo e protagonista nos BRICS, é natural que o Brasil passe a ser foco de atenção de pessoas interessadas nas novas fronteiras de desenvolvimento e economias em ascensão. Os primeiros a perceberem isso são os vizinhos da América do Sul.

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