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Financiamento colaborativo pode viabilizar novos projetos científicos

O financiamento colaborativo está chegando ao setor científico sem muito alarde, porém com bastante potencial. Conhecido por seu titulação em inglês, “crownfunding”, o financiamento colaborativo é uma prática de voluntários interessados em tornar viável determinado projeto que não encontra apoio nas formas tradicionais ou no mercado.

Esse processo é muito utilizado nos meios artísticos. Através dele muitos DVDs, CDs e shows conseguem ser produzidos. Como reciprocidade os colaboradores ganham produtos, ingressos ou tem o privilégio de verem seus nomes na qualidade de co-produtor.

Alguns jovens empreendedores tem procurado o financiamento colaborativo para poderem concretizar invenções e projetos que poderiam ser comercializados no mercado. Foi dessa forma que a primeira impressora 3D foi fabricada, nos Estados Unidos. Considerada na época uma ideia surreal, o projeto teve início com o apoio de uma rede de pessoas espalhadas pela internet e empolgadas com a ideia. Uma pequena quantia de cada um, debitada em cartão de crédito e passível de parcelamento,
permitiu que o sonho virasse realidade.

Nem sempre o mercado aposta em novidades autorais. Os projetos de inovação de pequeno porte e carregados de audácia ou de alto grau de complexidade afastam os investidores tradicionais. As próprias linhas de financiamento existentes em organismos bancários ou acadêmicos exigem diversas comprovações e detalhamentos
que nem sempre podem ser fornecidas e superadas peles pesquisadores, especialmente os mais jovens.

O grau de sucesso depende muito da rede de amigos como ponto de partida de divulgação e da capacidade de marketing digital dos detentores do projeto.

Sci Crownfunding

O portal Sci Crownfunding é uma rede de ciência colaborativa que atua como uma plataforma "adoção" de pesquisadores. Ele incentiva e viabiliza projetos de mestrado, doutorado ou mesmo independentes. O grande diferencial desta proposta é que, além de oferecer um sistema online de suporte para financiamento colaborativo, o sistema disponibiliza também assessores especializados para ajudar o pesquisador no aspecto metodológico (elaboração de projetos de pesquisa) e bioético (aprovação em Comitês de Ética em Pesquisa e patenteamento), além de viabilizar a publicação dos resultados do estudo na Revista Prática Clínica Baseada em Evidências (RPCBE). Isto reduz o risco de insucesso dos projetos e aumenta o engajamento das pessoas que o apoiam.

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