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Emprego formal cresce em São Paulo, com alta no interior e queda no ABC

O emprego formal no estado de São Paulo em 2014, positivo até o terceiro trimestre, mostrou comportamento diferenciado entre as regiões. De janeiro a setembro, foram criadas 214.831 vagas com carteira assinada, crescimento de 1,7% em relação ao ano passado. A região metropolitana, que concentra 53% do total, teve alta de 1,2%, com abertura de 83.281 postos de trabalho. Mas o Grande ABC (6,1% do total do estado) fechou 4.704 vagas, com influência da indústria de transformação (-10.619 vagas, ou -4,3%), particularmente do segmento metal-mecânico (-8.007, ou -5,5%). O levantamento é da Fundação Seade, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

A indústria de transformação teve queda (-0,5%) em todo o estado, fechando 12.564 postos de trabalho. Mas em algumas áreas esse setor mostrou resultados positivos. Foram os casos de Barretos e Franca, por exemplo. No primeiro, o emprego formal subiu 11,3%, com 12.865 vagas a mais, sendo 7.849 na agricultura (31,8% de expansão) e 2.428 na indústria de transformação (9%), com destaque para o segmento de alimentação e bebidas. Em Franca, a alta no ano é de 4,7%, com acréscimo de 8.647 vagas, sendo 5.394 (8,3%) na indústria de transformação, notadamente no setor calçadista: 4.526 (16,2%).

A região metropolitana de Campinas, que concentra 15,9% do emprego formal do estado, abriu 36.278 vagas com carteira até o terceiro trimestre, um crescimento de 1,8%. Os destaques foram a administração pública e a agricultura. Na região de Sorocaba – 4,9% do total – foram criados 11.628 postos de trabalho (1,9%), principalmente no setor de serviços.

A Baixada Santista responde por 2,9% do total estadual. Ali, o emprego formal cai 1,4% no ano, com eliminação de 5.127 vagas. Em Ribeirão Preto (3,1%), são 9.269 postos de trabalho a mais, principalmente em serviços, administração pública e agricultura.

Das quase 215 mil vagas abertas no estado, 171.814 são do setor de serviços (alta de 2,9%) e 40.164, da agricultura, setor que inclui pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (expansão de 11,3%). A construção civil cresceu 1,2% (9.106 postos de trabalho a mais), enquanto o comércio ficou praticamente estável (0,2%, o correspondente a 4.826 empregos criados).

Profissões

O estudo do Seade traz também as profissões com maiores saldos e com maior número de vagas eliminadas, apenas no terceiro trimestre. No primeiro grupo, destacam-se auxiliar de escritório (8.134 vagas), trabalhador no cultivo de árvores frutíferas (8.028), alimentador de linha de produção (7.178), faxineiro (5.874) e vendedor de comércio varejista (4.770). Em algumas situações, a alta rotatividade é uma característica – no caso de auxiliar de escritório, por exemplo, foram admitidos 75.037 no terceiro trimestre e demitidos 66.093. Isso também acontece entre faxineiros (72.598 e 66.724, respectivamente) e vendedores (91.724 e 86.954).

Algumas das principais quedas estão relacionadas ao período de safra, como trabalhador no cultivo da cana (-6.021) e do café (-2.629), além de tratoristas agrícolas (-1.671). Também caiu o número de supervisores administrativos (-2.033) e operador de máquinas fixas (-1.754).

Fonte: CUT-SP

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