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Propostas de Temer colocam direitos dos trabalhadores em risco

Com a chegada de Temer ao poder, o Brasil viverá o período de maior instabilidade política de sua historia, tendo um governo biônico, sem a legitimidade das urnas e que inclusive trabalhou para a derrubada da presidente eleita. Como se esses fatores já não fossem prejudiciais o suficiente, Temer prepara seu governo com base na “Ponte para o Futuro”, um programa que sugere mudanças na previdência e nos direitos trabalhistas.

Um dos pontos visa estabelecer a idade para a aposentadoria em 65 anos. É comum, nas camadas mais pobres, que se comece a trabalhar muito jovem. Enquanto isso, os filhos da elite estudam até bem mais tarde. Dessa forma, pobres trabalhariam por muito mais tempo do que os ricos, antes de se aposentarem.

Temer também propõe acabar com a indexação das aposentadorias. Com isso, os valores do benefício não seguirão mais os reajustes do mínimo e o poder de compra dos aposentados, principalmente os que ganham até um salário mínimo, estará comprometido.

Outros tópicos do documento dão aval à regulamentação da terceirização e autorizam que convenções coletivas prevaleçam sobre o legislado, o que culminará em um afrouxamento dos direitos trabalhistas. Assim sendo, cada sindicato, pressionado por sua base em momentos de crise, podem ser forçados a negociar com entidades patronais acordos que desrespeitam a CLT.

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