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Editorial: SINTPq e o fim do imposto sindical

No último mês, a aprovação da “reforma” trabalhista decretou o fim do imposto sindical obrigatório, praticado no Brasil desde a década de 1940. O assunto causou muita repercussão no meio sindical e na sociedade como um todo, levantando dúvidas sobre o futuro do sindicalismo e da representação laboral.

Historicamente, a direção do SINTPq sempre se posicionou contrária a esse imposto, por acreditar no financiamento espontâneo via sindicalização e ver na cobrança obrigatória um mecanismo para a sustentação de sindicatos sem representatividade. Seguindo essa lógica, o SINTPq sempre devolveu os valores recebidos por meio desse imposto aos profissionais sindicalizados.

Com a "reforma" trabalhista, os Acordos Coletivos valerão mais que a legislação. Sindicatos fracos não conseguirão garantir sequer os direitos já previstos em lei.

Por seu tradicional posicionamento em relação ao tema, a direção do SINTPq acredita que o fim da contribuição compulsória trará avanços para as relações entre sindicatos e suas respectivas categorias. Além do fim das entidades sindicais interessadas apenas no imposto, essa mudança trará maior representatividade aos sindicatos atuantes, que passarão a ser financiados unicamente por suas próprias categorias.

Por outro lado, é importante ressaltar que até mesmo os sindicatos mais representativos serão enfraquecidos caso os trabalhadores e trabalhadoras não participem ativamente, tornando-se sócios e acompanhando de perto as campanhas salariais e demais atividades sindicais. Também é preciso lembrar que, com a “reforma” trabalhista, os Acordos Coletivos de Trabalho passam a valer mais que a legislação. Dessa forma, sindicatos com bases desmobilizadas não conseguirão garantir sequer os direitos já previstos em lei.

A partir de agora, as entidades sindicais terão a força e o tamanho que suas bases desejarem. Manter uma estrutura com sede própria, funcionários, departamento jurídico e benefícios aos trabalhadores e trabalhadoras demanda recursos. Sem o respaldo da sindicalização, as entidades sindicais terão cada vez menos poder perante as empresas.

O SINTPq defende a contribuição associativa. Somente ela poderá garantir a luta do Sindicato em defesa da categoria.

Diante dessa nova realidade da representação sindical, o SINTPq seguirá na luta para garantir o mesmo atendimento aos profissionais de sua base. A direção do Sindicato confia na compreensão dos trabalhadores a respeito desse novo cenário e na consequente ampliação do seu quadro de associados. Agora, mais do que nunca, serão eles os responsáveis pela manutenção e fortalecimento do SINTPq.

Seus direitos correm perigo com sindicatos fracos. Contribua você também com a luta em defesa da categoria, seja sócio e ajude a construir sua entidade representativa.

Última modificação emSegunda, 07 Agosto201715: 36 - C2017848000000Segunda31America/Sao_Paulo 033131p://p03p.8America/Sao_Paulo31/08pm8000000pmSegunda/p31_817R/f00000082017-08-07T15:36:48-03:00313620178.07pm31America/Sao_Paulo.p03p
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