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Profissionais da Amazul dizem não ao desrespeito e decretam estado de greve

Duas assembleias e uma só bandeira: lutar pelo respeito aos trabalhadores e trabalhadoras da Amazul. Foi com esse espírito que os encontros em São Paulo e Iperó, nos dias 20 e 22, tiveram expressiva participação e deliberaram pelo estado de greve.

Com a decisão, a empresa terá a oportunidade de apresentar uma contraproposta aceitável nos próximos dias. Caso contrário, outras assembleias no início de fevereiro avaliarão a paralisação das atividades com instauração de Dissídio Coletivo de Greve. Nesse meio tempo, o SINTPq solicitará uma mediação entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O objetivo é buscar novamente um acordo pela via negocial.

As condições oferecidas pela empresa garantem apenas 1/3 do INPC como reajuste salarial. Tal proposta é inviável, pois está muito aquém do índice medido no período, que corresponde a 4,48%. Além disso, essa correção não contemplaria os benefícios econômicos. Conforme informado anteriormente, o atual Acordo Coletivo de Trabalho está garantido até 15 de fevereiro.

Apenas a questão do reajuste salarial já torna a contraproposta inaceitável, mas os ataques não param por aí. Caso as condições apresentadas sejam aprovadas, os funcionários perderão os seguintes benefícios:

  • • Complementação salarial por afastamento;
  • • Um dia de folga em caso de falecimento dos sogros;
  • • Possibilidade de compensação de um dia por mês para os trabalhadores resolverem assuntos de seu interesse;
  • • Pagamento de horas extras para os turnistas quando não usufruírem dos intervalos para refeição e descanso (substituindo as horas por indenização financeira sem impacto nas férias, 13º e FGTS).

Além da campanha salarial, as assembleias também debateram as recentes ameaças contra o pagamento da periculosidade. A direção do SINTPq já iniciou contato com as entidades representativas dos profissionais do IPEN, que estão enfrentando a mesma situação. O sindicato visa iniciar um trabalho conjunto para acompanhar a situação e executar as intervenções necessárias.

Sobre a Amazul

A Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. – Amazul foi constituída em 2013 com o objetivo de promover, desenvolver, transferir e manter tecnologias sensíveis às atividades do Programa Nuclear da Marinha (PNM), do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) e do Programa Nuclear Brasileiro (PNB). Seu objetivo primordial é apoiar o desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear, além de contribuir com pesquisas em radiofármacos. Hoje, a empresa conta com aproximadamente 1.800 funcionários.

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