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Campanha #SINTPqSemprePresente tem início no CNPEM

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O SINTPq iniciou neste mês de fevereiro a campanha #SINTPqSemprePresente, que promove visitas nas empresas da base para tirar dúvidas, conversar com os trabalhadores e registrar novas sindicalizações.

O CNPEM foi a primeira empresa a receber a atividade, realizada na terça-feira (12), entre 11h e 14h. Durante a campanha, os diretores do sindicato conversaram com os funcionários, que se mostraram interessados em dialogar sobre diferentes temas.

Além de promover o contato direto com os trabalhadores, a campanha também obteve novas sindicalizações durante sua realização, registradas presencialmente e também pelo site do SINTPq.

A direção do sindicato agradece a todos os profissionais do CNPEM que se associaram. Nas próximas semanas, novas datas e locais da campanha serão divulgadas.

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20 de fevereiro: Dia de assembleia nacional contra a reforma da previdência

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No mesmo dia em que o governo Bolsonaro deve enviar ao Congresso Nacional a sua proposta de emenda à Constituição (PEC) que pretende restringir o acesso às aposentadorias dos setores público e privado, os trabalhadores realizam assembleia nacional, aberta ao público em São Paulo nesta quarta-feira (20), para definir um plano unitário de lutas contra a chamada reforma da Previdência.

Convocam a assembleia aberta as centrais CGTB, CTB, CSB, CSP-Conlutas, Força Sindical, Intersindical e Nova Central. Em São Paulo, os trabalhadores se reúnem a partir das 10h da manhã na Praça da Sé, no centro da capital. Outros atos e mobilizações também devem ocorrer em pelo menos nove estados (confira abaixo a programação).

Em meio à desinformação que marca o governo Bolsonaro, o que se sabe até agora é que deve propor idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e de 62 anos para mulheres, com período de transição de 12 anos.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, as idades mínimas estipuladas e o chamado modelo de capitalização – que pode aparecer já nesta PEC ou posteriormente – defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, fazem do modelo de reforma da Previdência de Bolsonaro ainda pior que a proposta apresentada pelo governo Temer.

Ele classifica as mudanças pretendidas como "extremamente prejudiciais" e "afetam de forma cruel os mais pobres", e convoca todos para a assembleia. "Os sindicatos foram para as bases, estão realizando assembleias e construindo a organização da luta. E as demandas e as deliberações dos trabalhadores serão a base do que iremos definir no dia 20."

A CUT diz ainda que vai às ruas conscientizar a população sobre os danos causados pela reforma da previdência dos futuros aposentados, e também deve pressionar senadores e deputados para votarem contra a proposta do governo Bolsonaro.

Em último caso, a central não descarta a convocação de uma greve geral para derrotar a reforma, assim como ocorreu no governo Temer, que engavetou a sua tentativa após a realização da greve de abril de 2017.

Mobilizações

A Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, que reunirá trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias e regiões do país, ocorrerá na Praça da Sé, no centro da capital paulista. Outras ações descentralizadas, como atos, assembleias, panfletagens e diálogo com a base, também estão previstas para ocorrer no mesmo dia ou em outros dias em estados como Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Piauí, e Santa Catarina.

Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora

10h - Praça da Sé, centro de São Paulo

Atos e mobilizações (em atualização)

Amapá
Ato em frente ao prédio do INSS de Macapá

Bahia
10h – Ato em frente a Previdência Social do comércio

Ceará
6h - panfletagem nos terminais de ônibus em Fortaleza

11h – panfletagem na Fábrica Guararapes

13h30 – panfletagem na OI/Contax.

15h - panfletagem nas ruas do centro e Tribuna Livre na praça do Ferreira

Maranhão
Ato unificado - horário e local a definir

Piauí
8h30 - Assembleia da Classe Trabalhadora do estado, em frente ao Prédio do INSS - Praça Rio Branco - centro de Teresina

Rio de Janeiro
15h – Ato no Boulevard Carioca, esquina com a Av. Rio Branco

Rio Grande do Norte
14/02 - Jornada sindical rural em defesa da Previdência

20/02 - Plenária Unificada - horário e local a definir

Rondônia
11/02 a 15/02 - Plenária estadual

Rio Grande do Sul
14/02 - Ato Unitário contra a reforma da Previdência

18h - Esquina Democrática, em Porto Alegre

Santa Catarina
15h - Ato no largo da Catedral, no centro de Florianópolis

Sergipe
Assembleia Estadual em Aracaju - horário e local a definir

Tocantins
16/02 - Plenária Unificada Estadual

 

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Amazul: TST responde embargos de declaração e define 2,05% de reajuste

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Ontem, no fim do dia, o ministro do TST João Batista Brito Pereira se manifestou sobre os embargos declaratórios da Amazul, que questionavam o percentual anteriormente definido.

Em sua decisão, o ministro corrigiu o erro material e decretou o reajuste de 2,05% nos salários e benefícios econômicos. Com isso, o sindicato já está cobrando o imediato pagamento da correção e dos retroativos, pois não há mais justificativa para a empresa descumprir a decisão judicial.

Entenda o caso

Em março de 2018, após a empresa oferecer 0% de reajuste, os trabalhadores realizaram uma greve de três dias. Um processo de dissídio coletivo foi iniciado. No Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a decisão foi favorável aos trabalhadores e ao sindicato. Agora, o processo transcorre no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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Bolsonaro estuda acabar com 13º salário, férias e FGTS dos jovens

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Os jovens trabalhadores que serão enquadrados no modelo de capitalização previsto na Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro devem perder uma série de direitos trabalhistas se optarem pela prometida carteira de trabalho verde e amarela. É o que informa reportagem de O Globo de quinta-feira (7).

A ideia discutida pela equipe de Paulo Guedes é criar um modelo de trabalho em que o jovem pode “optar” por abrir mão de direitos que estão em cláusula pétrea da Constituição, como FGTS, férias e 13º salário.

Por se tratar de uma série de direitos constitucionais, o governo Bolsonaro não pode simplesmente acabar com esses pontos. Por isso, a ideia é “criar condições para que o próprio empregado” desista de seus direitos, usando como base legal a reforma trabalhista feita sob Michel Temer. O argumento para seduzir os jovens é que, retirando os “encargos” das costas dos empregadores, mais postos de trabalhos serão gerados.

“O governo deve usar a data de nascimento para definir a linha de corte para os trabalhadores que terão a chamada carteira verde e amarela. Os celetistas continuarão com a carteira de trabalho tradicional, a azul”, afirmou O Globo.

Quem optar pela carteira verde e amarelo terá de recorrer à Justiça comum caso se sinta prejudicado. Dessa forma, a Justiça do Trabalho tende a se tornar “obsoleta com o tempo”.

“O novo regime vai constar no projeto de lei complementar que o Executivo enviará ao Congresso e que vai definir os detalhes do regime de capitalização. Eles terão uma conta individual — uma espécie de poupança, visando a uma renda complementar na aposentadoria. Serão definidas algumas situações de saque em caso de desemprego e doenças. Quem tem FGTS poderá transferir parte do saldo para essa conta”, anotou O Globo.

Fonte: Portal GGN e jornal O Globo

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Entenda o que está acontecendo na GM; atitude da empresa pode virar tendência no mercado

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Nas últimas semanas, a General Motors iniciou um plano de reestruturação global da empresa, que pretende fechar sete plantas em todo mundo, rebaixar as condições de trabalho e pressionar governos, exigindo isenções fiscais. Esse processo também foi iniciado no Brasil e está sendo negociado com os sindicatos dos metalúrgicos, nas respectivas cidades que sediam fábricas da montadora. Ao todo, são cinco plantas no país, localizadas em São Caetano do Sul, São José dos Campos e Mogi das Cruzes, em território paulista, e Joinville (SC) e Gravataí (RS).

Para os trabalhadores de São José dos Campos, a GM apresentou uma proposta com 28 pontos de redução de direitos, como aumento da jornada de trabalho de 40 para 44 horas semanais, banco de horas, redução o piso salarial de R$ 2.300,00 para R$ 1.600,00, terceirização irrestrita de todos os setores da empresa e fim do transporte fretado.

Na avaliação do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Weller Pereira Gonçalves, a situação vivenciada na GM é conjuntural, pois acompanha uma onda de retrocessos recentes, como a aprovação da reforma trabalhista e da terceirização ilimitada. Além da questão trabalhista, Gonçalves comenta as investidas da empresa contra o poder público, atitude que poderá fazer os brasileiros pagarem mais uma vez as contas do setor privado.

“A GM já pressionou a prefeitura de São José dos Campos, que falou que dará tudo que ela quiser. Vimos os anúncios do Henrique Meireles, junto com o João Doria, dizendo que dará incentivos fiscais. O governo Bolsonaro, em um primeiro momento, falou que não daria nada e ‘se a GM quiser fechar, que feche’. Mas sabemos que não é bem assim, pois, nos últimos 10 anos, o governo deu R$ 35 bilhões de isenção fiscal para as montadoras”, afirma o metalúrgico.

Os diretores da companhia alegam retorno financeiro ruim em suas ameaças de deixar o Brasil. Entretanto, a GM figura no topo dos rankings de vendas no país. Segundo o presidente do sindicato, a empresa é líder de mercado no Mercosul, mas usa como estratégia apresentar apenas seu balanço global, não discriminando os resultados por plantas e países.

“Ano passado, a GM de São José dos Campos produziu quase 55 mil carros, modelos S10 e TrailBlazer, vendidos por mais de R$ 100 mil cada. Dizer que não tem lucro é um absurdo. O que a GM está fazendo é uma chantagem, é um terrorismo para cima do trabalhador”, destaca Gonçalves.

A reação dos sindicatos e dos trabalhadores tem sido de enfrentamento. Nesta sexta-feira, dia 1º de fevereiro, foram realizadas paralisações nas fábricas de São Caetano do Sul, São José dos Campos e Gravataí (RS). Também nesta sexta-feira, o Movimento Brasil Metalúrgico realizou sua primeira reunião em 2019. O encontro, no Sindicato dos Metalúrgicos de SP, debateu um plano de ação comum. Os integrantes do movimento alertam que, caso obtenha sucesso, a postura da GM se tornará tendência e empresas de diferentes setores passarão a exigir redução de direitos e isenções tributárias.

por Ricardo Andrade
Redação SINTPq

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SINTPq participa de ato em defesa da Justiça do Trabalho

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Na manhã desta terça-feira, dia 29, o SINTPq participou de ato em defesa da Justiça do Trabalho, realizado em frente ao Fórum Trabalhista de Campinas. A manifestação reuniu diferentes sindicatos e entidades atuantes no poder judiciário.

As recentes falas do novo presidente, manifestando interesse em acabar com a justiça trabalhista, foram os principais motivadores do protesto. Além das posições de Jair Bolsonaro, os manifestantes denunciaram a frequente campanha de difamação contra a Justiça do Trabalho, motivada por interesses patronais.

Ao se pronunciarem, as organizações e coletivos de advogados e magistrados ressaltaram que a Justiça do Trabalho possui um papel civilizatório e, além de garantir os direitos dos trabalhadores, protege os bons empregadores da concorrência desleal com empresas que reduzem seus custos descumprindo a legislação.

O advogado trabalhista José Antônio Cremasco, responsável pela assessoria jurídica do SINTPq, discursou durante o ato e chamou a atenção para o que entende como cerne da questão, o atual projeto de retirada de direitos e garantias sociais.

“A Justiça do Trabalho não vai acabar. Ela sairia da estrutura do judiciário trabalhista e iria para uma vara da Justiça Federal. Não é essa a discussão. O ponto é que querem acabar com os direitos sociais e nós não teremos espaço para discutir. A sociedade tem que brigar para defender os direitos sociais e aqui faço um apelo aos sindicalistas: conquistem os direitos, os trabalhadores terão respaldo na Justiça do Trabalho”, enfatizou Cremasco.

O presidente do SINTPq, José Paulo Porsani, também destacou os retrocessos em curso e a necessidade de mobilização: “A destruição dos direitos dos trabalhadores e das garantias sociais do trabalho passa pelo desmonte e enfraquecimento dos sindicatos, pelo fim do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da Justiça do Trabalho. Somente ações de mobilização como a de hoje poderão enfrentar um governo que é claramente contra os direitos sociais. ”

Entidades organizadoras do ato:

• Sindiquinze - Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Justiça do Trabalho da 15ª Região
• Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 15ª Região (AMATRA XV)
• Associação dos Advogados Trabalhistas de Campinas (AATC)
• Procuradoria Regional do Ministério Público do Trabalho em Campinas (PRT-15)
• Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (ABRAT)
• Subsecção de Campinas da Ordem dos Advogados do Brasil

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Em audiência, fim da Justiça do Trabalho é visto como 'ameaça à democracia'

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A ameaça de extinção da Justiça do Trabalho, aparentemente deixada de lado pelo governo, foi vista como "falácia" e "ameaça à democracia" durante audiência pública promovida nesta terça-feira (22) pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A presidenta do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2, de São Paulo), o maior do país, Rilma Hemetério, criticou "argumentos infundados que proclamam a desnecessidade da Justiça do Trabalho, uma área especializada historicamente produtiva e necessária".

Com abrangência na Grande São Paulo e Baixada Santista, a 2ª Região, que tem 533 magistrados, recebeu no ano passado 308.020 processos. "É uma das Justiças mais produtivas. E no entanto tudo que nos é colocado é que somos completamente desnecessários para que a paz social seja mantida no nosso país", afirma a presidenta do TRT.

As cinco principais causas de processos trabalhistas, lembrou a juíza, se originam de reclamações sobre aviso prévio (105.722 ações em 2018), multa de 40% sobre o FGTS (92.010), atraso de verbas rescisórias, férias proporcionais, e 13º salário. "São direitos elementares", observou Rilma. "A Justiça emerge da realidade dos fatos." Ela acrescentou que o Judiciário trabalhista está no "ranking dos principais arrecadadores de impostos", por efeito de suas sentenças.

Eleito em dezembro, o presidente da OAB-SP, Caio Santos, disse que o momento é de união em defesa do que ele chamou de "bandeira da sociedade brasileira", parte do Estado democrático de direito. "Em respeito ao cidadão é que não podemos tergiversar e retroceder em relação às conquistas civilizatórias."

A aparente reconsideração de Jair Bolsonaro em relação ao tema foi vista como positiva pelo presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano, mas ele lembrou que a "cantilena" não começou agora. Citou até o ex-senador e ex-ministro Antônio Carlos Magalhães como exemplo de que a ofensiva contra o Judiciário é antiga.

"Esperamos e acreditamos que, se havia essa intenção (de acabar com a Justiça trabalhista), ela foi reconsiderada", disse Feliciano, para quem esse ramo do Judiciário é "um patrimônio institucional do Estado e da sociedade". O magistrado lembrou que haverá um ato nacional, em 5 de fevereiro, em defesa da Justiça. O evento será realizado em Brasília. Ontem (21), foram realizadas manifestações em várias cidades do país.

Interferência entre poderes

O presidente da Anamatra também refutou observações que costumam ser repetidas, inclusive por Bolsonaro, de que os trabalhadores "ganham tudo" no Judiciário, observando que a "esmagadora maioria" das decisões é de procedência parcial das demandas. Ele se manifestou a favor de certa reestruturação do setor. "Por que não pode apreciar crimes contra a organização do trabalho ou questões previdenciárias derivadas de suas decisões?", questionou.

Presidente da Amatra, a associação dos magistrados da 2ª Região, Farley Ferreira criticou o que considerou "interferência do Executivo na estrutura do Judiciário", citando o dispositivo constitucional de independência entre os poderes. "Isso é muito grave", afirmou.

O professor Antônio Rodrigues de Freitas Jr., da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), também considerou que se trata de uma agenda de "deslegitimação do Direito do Trabalho", por meio de uma narrativa segundo a qual "é possível mexer na instituições", inclusive a imprensa, pelo menos aquela "que não é deferente com os governantes de plantão".

Freitas Jr. identifica um "desapreço às instituições democráticas" e ao papel mediador dessas entidades. No caso da Justiça do Trabalho, diz, a crítica não tem respaldo "em dados e evidências empíricas, é apenas reveladora de um preconceito". Mais do que o Judiciário, "estamos juntos na defesa da democracia", defende o professor.

Quase todas as falas foram sobre o Judiciário, mas a audiência pública discutiu também a extinção do Ministério do Trabalho pelo atual governo. A conselheira federal da OAB Daniela Libório lembrou que ao Estado cabe combater as desigualdades sociais e regionais, e acrescentou o artigo 6º da Constituição, sobre direitos sociais, foi articulado "sob uma lógica de políticas públicas", que incluem o trabalho. Nesse sentido, ela acredita que o fim do ministério possibilitaria inclusive um questionamento judicial ao governo, na medida em que a medida leve a uma "fragmentação do Estado de bem-estar social".

por Vitor Nuzzi, da RBA

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Preços de alimentos sobem na primeira 'prévia' da inflação em 2019

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Com alta nos preços dos alimentos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que havia caído 0,16% em dezembro, subiu 0,30% no primeiro mês de 2019. O acumulado em 12 meses da "prévia" da inflação oficial ficou em 3,77%.

Grupo de maior peso na composição do índice, Alimentação e Bebidas registrou alta de 0,87% e respondeu sozinho por 0,22 ponto percentual na taxa total do mês. Segundo o instituto, o aumento ocorreu devido à alimentação no domicílio, que foi de 0,22%, em dezembro, para 1,07%, com destaque para itens como frutas (6,52%) e carnes (1,72%). O IBGE destaca ainda a cebola (17,50%) e a batata inglesa (11,27%), apesar de altas menores que as de dezembro.

Comer fora teve aumento menor, passando de 0,58%, no mês passado, para 0,53%. Mas a refeição subiu mais, 0,67%.

Entre as quedas, Transportes variou -0,47%, menos que em dezembro (-0,93%). Com recuo de 2,73%, a gasolina representou impacto individual de -0,12 ponto no IPCA-15. O preço só aumentou na região metropolitana de Salvador. Também caíram etanol (-1,17%), óleo diesel (-3,43%) e passagens aéreas (-3,94%, depois de alta de 29,61% no último mês de 2018).

Ainda nesse grupo, o IBGE apurou aumentos nas tarifas de ônibus interestaduais (2,63%), intermunicipais (1,12%) e ônibus urbanos (1,04%). Nesse último item efeito dos reajustes aplicados em Belo Horizonte e São Paulo, onde também houve elevação das tarifas de trem e metrô, sempre de 7,5%. No Rio de Janeiro, houve aumento no táxi. 

No grupo Habitação, que variou 0,08% neste mês, a energia elétrica caiu 0,73%, na quarta queda seguida, embora menos intensa. Aumentaram a taxa de água e esgoto (0,70% e o gás encanado (1,69%).

Com aumento de 2,23% nos itens de higiene pessoal, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais teve a segunda maior alta de janeiro: 0,68%, representando impacto de 0,08 ponto.  

Entre as áreas pesquisadas, a região metropolitana de Curitiba teve deflação (-0,08%), com influência das quedas do preço da gasolina e da tarifa de energia. A maior variação foi a de Salvador (0,80%), sob impacto de frutas e carnes. Em São Paulo, o IPCA-15 variou 0,21%. No acumulado em 12 meses, a taxa vai de 2,72% (Fortaleza) a 4,45% (Porto Alegre).

O IPCA e o INPC de janeiro serão divulgados no dia 8 do mês que vem.

por Redação Rede Brasil Atual

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PEC 300: A nova ameaça aos direitos trabalhistas

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No último dia 9, o deputado federal Luiz Fernando Faria (PP-MG) deu parecer favorável à admissibilidade, por parte da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/2016. De autoria do deputado Mauro Lopes (MDB-MG), o texto altera o artigo 7º da Carta, retirando mais direitos dos trabalhadores, além daqueles já modificados/extintos pela "reforma" trabalhista.

Entre as alterações propostas estão a ampliação da jornada diária de trabalho para 10 horas, respeitando-se o limite já estabelecido de 44 horas semanais, sendo "facultada a compensação de horários e a alteração da jornada, mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho".

A proposta também prevê o reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho prevalecendo sobre as disposições previstas em lei. Ou seja, consolida-se constitucionalmente o que já foi disposto na "reforma" trabalhista aprovada em novembro de 2017, com o negociado se sobrepondo ao legislado.

A PEC 300 também pretende dificultar ainda mais o acesso do empregado à Justiça do Trabalho. De acordo com o texto, o prazo prescricional para se ingressar com uma ação, que hoje é de dois anos para os trabalhadores urbanos e rurais após a extinção do contrato de trabalho, passaria para apenas três meses.

O trabalhador também seria obrigado a, antes de impetrar uma ação, ter obrigatoriamente que passar por uma comissão de conciliação prévia. Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal já havia decidido que demandas trabalhistas podem ser submetidas à apreciação o Poder Judiciário sem análise de comissão de conciliação prévia. A discussão era relativa à interpretação do artigo 625-D da CLT.

A tramitação havia sido paralisada devido à intervenção federal que vigorava no Rio de Janeiro, o que impedia a análise de propostas que modificassem a Constituição. Ainda não há data para apreciação do parecer na CCJ.

por Redação Rede Brasil Atual

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Centrais se preparam para combater a 'nova' reforma da Previdência

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O projeto de "reforma" da Previdência ainda não saiu, mas as centrais sindicais já se preparam para resistir ao que avaliam ser a principal investida do novo governo no campo social. Reunidos na terça-feira (15), na sede do Dieese, em São Paulo, dirigentes de oito centrais "reafirmaram sua posição contrária a qualquer proposta de reforma que fragilize, desmonte ou reduza o papel da Previdência Social pública". As entidades marcaram uma plenária nacional para 20 de fevereiro, e pretendem monitorar de perto o andamento dos planos da equipe econômica de Jair Bolsonaro.

"Não temos até o momento nenhuma proposta oficial, são muitas sondagens", lembrou o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. Ele acredita que uma primeira versão pode ser apresentada na semana que vem ao presidente Bolsonaro pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, mas a tramitação de fato começará após a instalação do novo Congresso, no mês que vem.

Um dos principais itens do projeto, provavelmente, deverá ser a capitalização do sistema, à semelhança do modelo implementado no Chile em 1981, durante a ditadura Pinochet. Um modelo que os sindicalistas consideram desastroso, e que naquele país se revelou negativo para os trabalhadores, porque pressupõe uma capacidade de poupança que nem todos têm. O resultado é que a maior parte dos aposentados recebe abaixo do salário mínimo e mais de 40% estão abaixo da linha de pobreza, conforme dados do professor e economista chileno Andras Uthoff, que esteve recentemente no Brasil.

A capitalização "é uma liquidação sumária da Previdência Social", define o presidente da CTB, Adilson Araújo, que cita ainda outras medidas do governo contrárias aos trabalhadores, como parte de uma "agenda ultraliberal", como a extinção do Ministério do Trabalho, os ataques ao Judiciário trabalhista e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que aumenta a jornada diária.

Ele fez referência a decreto assinado hoje por Bolsonaro, que facilita a posse de armas de fogo, sugerindo intensificar o diálogo com a população para prevenir sobre os possíveis perigos da proposta que virá: "Temos de armar o povo para o debate político".

Greve

Por enquanto não se fala em greve geral. Os sindicatos devem antes realizar plenárias estaduais e assembleias para decidir as formas de mobilização. O presidente da CUT, Vagner Freitas, observou que greve geral não é o primeiro instrumento. "Antes de chegar até lá, temos passos a serem dados."

Segundo ele, é preciso também apostar no diálogo com os trabalhadores, até porque grande parte deles votou em Bolsonaro e precisa ser informada sobre as consequências das medidas que serão anunciadas, como o que chamam de "nefasta" reforma do sistema previdenciário. "O governo já disse a que veio: retirar direitos e atender a interesses internacionais", afirmou, acrescentando que Bolsonaro pode encaminhar um projeto "ainda pior" que o de Michel Temer.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse que não há interlocução por parte do governo e as centrais precisam se posicionar, mas de forma conjunta. "O que não dá para fazer é procurar caminhos isolados."

"O argumento dele (governo) é a bala, o cassetete", disse o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, para quem o movimento sindical precisa demonstrar que o discurso oficial de que a Previdência tem déficit "é uma mentira". As centrais precisam de uma "mensagem unitária de resistência", acrescentou Atnágoras Lopes, da CSP-Conlutas. Também participaram da reunião dirigentes da CSB, da Intersindical e da Nova Central.

por Vitor Nuzzi, da RBA

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Inflação em São Paulo sobe em 2018, com gasolina e refeições mais caras

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O Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Dieese no município de São Paulo, variou 3,89% no ano passado, bem acima de 2017, quando a taxa foi de 2,44%. Entre os itens que contribuíram para a alta, estão a gasolina, que subiu 12,51%, e as refeições fora de casa (4,90%). Os resultados foram divulgados na quinta-feira (10).

Cinco dos 10 grupos que compõem o ICV tiveram aumento acima da média: Transporte (6,05%), Despesas Diversas (5,21%), Educação e Leitura (5,03%), Habitação (4,10% e Alimentação (3,95%). Os demais registraram taxas menores e, em alguns casos, negativas: Despesas Pessoais (3,64%), Saúde (1,98%), Equipamento Doméstico (0,74%), Recreação (- 0,39%) e Vestuário (-1,59%).

Segundo o Dieese, a inflação foi um pouco maior para famílias de maior renda, concentradas no estrato 3 do ICV: 3,91%. Para o estrato 2, intermediário, a taxa foi de 3,79%, enquanto para o 1 (menor renda) ficou em 3,87%.

Ainda no grupo Alimentação, o de maior peso na composição do índice geral, os lanches (matinais e vespertinos) tiveram alta de 4,67% no ano e os produtos in natura e semielaborados subiram 4,83%. Destaque para legumes (20,86%), raízes e tubérculos (16,22%), frutas (15,59%) e hortaliças (6,34%, entre outros. O preço das carnes caiu 0,09%.

Entre os itens de outros grupos, os cursos formais subiram 4,03% em 2018, os jornais tiveram alta de 7,80% e as revistas, de 14,61%. Os gastos médios com animais domésticos aumentaram 5,52%.

por Redação Rede Brasil Atual

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Mercado de trabalho só abre vagas sem carteira; desalento atinge 4,7 milhões

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A taxa oficial de desemprego recuou para 11,6% no trimestre encerrado em novembro, segundo o IBGE, ante 12,1% em agosto e 12% em igual período do ano passado. A estimativa é de 12,206 milhões de desempregados, 501 mil a menos no trimestre (-3,9%) e 364 mil a menos em 12 meses (-2,9%). O dado estatístico é positivo, mas o mercado de trabalho tem, basicamente, criado vagas entre trabalhadores sem carteira e por conta própria, reduzindo os vínculos formais.

De agosto para novembro, o país tem 1,108 milhão de ocupados a mais (alta de 1,2%), em um total de 93,189 milhões. Mas, dessas vagas criadas, nenhuma é com carteira assinada. Já o emprego sem carteira cresceu 4,5%, com acréscimo de 498 mil. E há mais 528 mil trabalhadores por conta própria (2,3%).

Isso se repete na comparação anual. Em relação a novembro de 2017, são mais 1,241 milhão de ocupados (1,3%). Nesse intervalo, o país perde 256 mil empregos com carteira no setor privado (-0,8%) e ganha 522 mil (4,7%). São mais 771 mil por conta própria (3,3%).

A chamada taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui pessoas que gostariam de trabalhar mais, porém não conseguem, passou de 24,4% para 23,9% no trimestre, ainda acima de 2017 (23,7%). A população subutilizada foi estimada em 27 milhões, 478 mil a menos no trimestre (-1,7%) e 486 mil a mais em um ano (1,8%).

O número de pessoas desalentadas, que desistiram de procurar trabalho, é estimado em 4,7 milhões, 9,9% a mais do que no ano passado (4,3 milhões). No trimestre, houve estabilidade.

Comércio, construção e administração pública cresceram no trimestre. A indústria fechou vagas, inclusive na comparação anual.

Estimado em R$ 2.238, o rendimento médio não teve variação considerada significativa pelo IBGE. Isso acontece também com a massa de rendimentos, calculada em R$ 203,5 bilhões.

por Redação Rede Brasil Atual

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