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Brasil é classificado como um dos 10 piores países para os trabalhadores

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Pela primeira vez, o Brasil está na lista dos dez piores países do mundo para os trabalhadores e trabalhadoras, de acordo com o Índice Global de Direitos da Confederação Sindical Internacional (CSI), divulgado na quarta-feira (19), durante a 108ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT (foto), que ocorre em Genebra, na Suíça.

O Índice Global de Direitos 2019 classificou 145 países de acordo com 97 indicadores reconhecidos internacionalmente. Esses indicadores apontam em quais países os trabalhadores e as trabalhadoras estão menos protegidos tanto no que diz respeito à legislação quanto à prática sindical.

Segundo o índice, Arábia Saudita, Argélia, Bangladesh, Brasil, Colômbia, Filipinas, Guatemala, Cazaquistão, Turquia e Zimbábue são os dez piores países do mundo para os trabalhadores.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, que está em Genebra, explicou que as recentes alterações na legislação trabalhista realizadas pelo governo de Michel Temer (MDB-SP) contribuíram para que o Brasil alcançasse esse “lamentável resultado”.

Dados do Índice Global de Direitos

O desmonte sistemático dos direitos democráticos dos trabalhadores no local de trabalho e a violenta repressão à greve e manifestações estão colocando em perigo a paz e a estabilidade no mundo, aponta o relatório do Índice Global de Direitos.

Os recursos de extrema violência contra todos aqueles que defendem os direitos trabalhistas têm resultado em prisões, assassinatos e restrição de direitos e de acesso à Justiça de milhares de trabalhadores e trabalhadoras.

Segundo o relatório, as prisões e perseguições têm tomado grandes proporções na Índia, Turquia e no Vietnã. Entre os 145 países analisados, os trabalhadores foram vítimas de violência em 52 países. Em alguns deles, como o Brasil, foram registradas mortes de sindicalistas.

Confira as principais conclusões do Índice Global de Direitos da CSI 2019:

  • • 85% dos países violam o direito de greve.
  • • 80% dos países negam a alguns trabalhadores ou a todos o direito de negociação coletiva.
  • • Passou de 92, em 2018, para 107, em 2019, o número de países que excluem os trabalhadores do direito de filiação aos sindicatos.
  • • Em 72% dos países, os trabalhadores não têm acesso à Justiça ou têm o direito restringido.
  • • O total de países que tem recorrido às prisões de trabalhadores aumentou, passando de 59, em 2018, para 64, em 2019.
  • • Dos 145 países analisados, 54 negam ou limitam a liberdade de expressão e reunião.
  • • As autoridades impediram o registro de sindicatos em 59% dos países analisados.
  • • Trabalhadores foram vítimas de violência em 52 países.
  • • Foi constatado assassinatos de sindicalistas em dez países: Bangladesh, Brasil, Colômbia, Filipinas, Guatemala, Honduras, Itália, Paquistão, Turquia e Zimbábue.

por Redação - Central Única dos Trabalhadores

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Mais da metade das famílias brasileiras acumula dívidas

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O total de famílias endividadas no Brasil já chega a 63,4% dos lares, de acordo com levantamento divulgado na terça-feira (11) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O aumento é 4,4 pontos percentuais a maior em comparação a igual período do ano passado.

O levantamento, que considera as dívidas que as famílias têm com cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, prestação de carro, seguro ou empréstimo pessoal feito com financiadores, indica que o número de inadimplentes cresce entre as famílias com até 10 salários mínimos em decorrência, sobretudo, do cartão de crédito e do cheque especial. Os dados revelam ainda uma média de 63 a 64 dias de atraso para o pagamento das faturas. E cerca ainda de 1/3 das famílias acumula dívidas há mais de um ano.

Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, o crescimento no número das famílias inadimplentes mostra a “fragilidade da economia brasileira”, como descreve à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual. “Não é um atraso conjuntural. No geral, está associado ao problema do desemprego e da ausência de uma renda garantida para fazer frente ao endividamento”, avalia.

De acordo com Clemente, o aumento do endividamento prejudica o consumo das famílias. Afeta negativamente a economia, o que torna fundamental, por parte do governo federal, um programa voltado à regularização dos devedores. “Um programa de regularização é também um programa que apoia à retomada do crescimento econômico, apoiando a capacidade de consumo das famílias e da regularização dos seus débitos para que elas possam ter capacidade de realizar o consumo e parcelamento das dívidas”, propõe o diretor técnico do Dieese.

Ouça a entrevista na íntegra

 

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Setor de transporte coletivo de SP adere à Greve Geral. Confira quem deve parar

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Trabalhadores no setor de transporte coletivo urbano estão confirmando adesão à greve geral da próxima sexta-feira (14), contra o projeto do governo de “reforma” da Previdência. Na cidade de São Paulo, motoristas e cobradores de ônibus, metroviários e ferroviários (CPTM) vão interromper atividades a partir da 0h. Outros municípios da região metropolitana, como os do ABC e de Guarulhos/Arujá, também podem participar do movimento. O governo paulista recorreu à Justiça e obteve liminares que limitam a paralisação.

O Sindirodoviários, que representa trabalhadores em transportes rodoviários no Espírito Santo, informou que a categoria vai participar da greve. Notificado, o sindicato patronal disse que recorrerá à Justiça. A expectativa é de que os rodoviários do Distrito Federal também parem na sexta-feira, segundo a CNTLL, confederação do setor filiada à CUT.

Ainda pelo balanço parcial da entidade, devem parar motoristas e cobradores em Salvador e Feira de Santana, também na Bahia, Natal e Mossoró (RN) e Maceió. Estão previstas paralisações na região de Sorocaba e do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo.

Segundo a Nova Central, estão confirmadas greves em Boa Vista e Petrolina (PE). No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, ainda não há confirmação se a paralisação será total ou parcial.

Metrô

Assembleia dos metroviários de São Paulo, na semana passada, confirmou paralisação na capital paulista. O sindicato de Pernambuco informou que a categoria também vai parar em Recife, assim como em Belo Horizonte.

A Federação Nacional dos Metroviários informou que também haverá greve em Porto Alegre e Teresina.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos do estado de São Paulo informou que obteve liminares contra a greve, no caso do Metrô e da CPTM, nesta última determinando manutenção de 100% do efetivo. A pasta disse considerar que o motivo da paralisação é “ideológico”.

por Redação RBA

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Governo corta mais 2.274 bolsas de pesquisa

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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (Capes) anunciou na terça-feira (4) o corte de mais 2.724 bolsas de pós-graduação. Somadas a outras 3.474 já bloqueadas pelo governo Bolsonaro (PSL), em maio, os bloqueios atingem 6.198 bolsas de pesquisa. Com essa medida, o congelamento de recursos na Capes superou a marca dos R$ 300 milhões.

As 2.724 bolsas serão congeladas a partir de junho de 2019, e o critério utilizado pela Capes foi o de avaliação. Elas atingem programas de pós-graduação com nota 3 em duas avaliações consecutivas ou que caíram de 4 para 3 pontos no último ciclo de avaliações – em uma escala de 1 a 7. Nesta terça, foram impactados 330 cursos.

No mês passado, a Capes já havia anunciado o corte de 3.474 bolsas – depois da repercussão negativa e da pressão nas ruas, 1.200 foram reabertas em cursos com conceitos 6 e 7. Na ocasião, porém, Anderson Ribeiro Correa, presidente da Capes, anunciou que um segundo corte poderia ser feito ainda neste semestre.

Dos pesquisadores que serão prejudicados com os cortes mais recentes, 2.331 cursam mestrado, 335 estão no doutorado e 58 são pós-doutorandos. A partir de junho, eles perderão as bolsas, que não poderão ser repassadas a outros estudantes.

por Portal Brasil de Fato

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STF protege grávidas de locais insalubres e impõe 1ª derrota à reforma trabalhista

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quarta-feira (29), por 10 votos a 1, que é inconstitucional o item da reforma Trabalhista que permite o trabalho de grávidas e lactantes em atividades consideradas insalubres.

"A decisão configura a primeira derrota da ‘reforma Trabalhista’", que tem inúmeros dispositivos inconstitucionais e é questionada no Supremo em diversas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs), comemora o advogado Ricardo Quintas Carneiro, da LBS Advogados.

O voto do relator, ministro Alexandre Moraes, que há um mês havia concedido liminar suspendendo incisos do artigo 394 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) alterados pela “reforma”, foi acompanhado e defendido pela maioria dos ministros da Corte, exceto pelo ministro Marco Aurélio, único voto divergente. Luiz Fux ressaltou que “o Estado não pode impor escolhas trágicas a quem quer constituir uma família”.

Na tribuna, a CUT posicionou-se pela procedência da ação, ressaltando que a norma impugnada desrespeita, inclusive, as garantias à família, à saúde, à maternidade e à infância, inscritas no art. 25, itens 1 e 2, da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Entenda os fatos

Na quarta-feira, o STF julgou em plenário a ação da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) que alegou “flagrante violação aos fundamentos da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho, princípios norteadores da República Federativa do Brasil, bem como o objetivo fundamental da república de erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.

O texto da nova Lei, que alterou 113 pontos da legislação e praticamente rasgou a CLT, incluindo o que previa que a mulher gestante ou lactante poderia trabalhar em locais insalubres, estabelecia que a mulher que trabalha em condições de insalubridade média ou mínima seria afastada apenas se conseguisse um atestado médico, que geralmente é cedido pelo médico do trabalho da própria empresa.

Isso significava que o médico é quem decidiria se a trabalhadora de uma fábrica, exposta a barulhos ensurdecedores e repetitivos, poderia ser afastada ou não. É o que ocorreria também com as trabalhadoras da saúde, como é o caso das enfermeiras que, nos hospitais, são expostas ao perigo do contágio de doenças, contato com produtos químicos e proximidade com aparelhos de raio-x ou ultravioleta. Esses são casos de insalubridade considerados de grau médio, de acordo com a Norma Regulamentadora nº 15, do Ministério do Trabalho.

Com a decisão do STF, voltam a valer as normas anteriores, ou seja, quando a mulher engravidar, automaticamente será afastada de atividades consideradas perigosas para a sua saúde e a do bebê, independentemente do grau de insalubridade - máximo, médio ou mínimo.

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IFSP Campinas oferece especialização em Ciência de Dados

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O Câmpus Campinas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) está conduzindo estudo para a oferta GRATUITA de curso presencial de Especialização em Ciência de Dados (pós-graduação lato sensu), aberto aos candidatos diplomados em cursos de graduação. O curso está previsto para ser oferecido nas instalações do Câmpus Campinas, com carga horária mínima de 360 horas, conferindo ao concluinte o título de especialista.

Para melhor entendimento da demanda para o curso, pedimos a colaboração dos interessados em preencher o formulário a seguir. As respostas serão utilizadas para nortear a elaboração do projeto pedagógico e qualificar o público-alvo a ser atendido. Ao final do questionário, os interessados terão a opção de deixar um e-mail para contato e receber informações sobre a abertura de turmas.

De acordo com o planejamento institucional vigente, o curso de especialização está previsto para ser ofertado no ano de 2020. Os critério de ingresso (processo seletivo) e o detalhamento do programa serão oportunamente divulgados por ocasião do lançamento do projeto pedagógico.

Aproveitamos sua atenção para apresentar nossa instituição. Os Institutos Federais são autarquias federais de ensino ligadas ao Ministério da Educação, com 110 anos de existência e presentes nas 27 unidades da federação. Em São Paulo, o IFSP está localizado em 37 cidades do estado e conta, em 2019, com mais de 60.000 matrículas em todos os níveis de ensino. Com infraestrutura de apoio e corpo docente altamente qualificado, possui como lema "Ensino Gratuito e de Qualidade". Ainda não conhece o IFSP? Acesse www.ifsp.edu.br e conheça-o agora!

ACESSE O FOMULÁRIO

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Novos atos em defesa da educação e ciência acontecem dia 30

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Um novo dia de manifestações contra os cortes na educação está sendo programado para 30 de maio, quinta-feira, em diversas cidades do país. A mobilização, que vem sendo organizada por movimentos estudantis, conta com a adesão de centrais sindicais, como a CUT, CTB, CGTB, CSB, UGT, Força Sindical e Nova central. 

A nova mobilização tem como objetivo continuar a exercer pressão sobre o governo, aproveitando o engajamento de mais de 1 milhão de pessoas que participaram das manifestações do dia 15 em várias capitais em todo o país. A Greve Geral da educação é vista como um sucesso e foi até chamado de "tsunami da educação".

A manifestação é uma resposta ao desmonte da educação promovido pelo governo federal, que bloqueou em 30% o orçamento das universidades federais e congelou grande parte das bolsas de pesquisa de pós-graduação. As ações do governo não só afetam pesquisas como também trabalhadores da educação e diferente setores da sociedade civil.

A paralisação do dia 30, como foi a do dia 15, é uma preparação para a Greve Geral que acontece no dia 14 de junho, e além de apoiar a defesa da educação brasileira combate a reforma da Previdência, medida do governo que ataca diretamente o trabalhador e destrói  sua seguridade social.

Por esse motivo entre os dias 27 a 31 as centrais sindicais promoverão a Semana Nacional de Coleta de Assinaturas do Abaixo-Assinado contra a reforma, que será entregue ao Congresso Nacional em junho.

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Festival une bar e ciência em 85 cidades do país

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O Pint of Science cresceu exponencialmente. A fórmula do sucesso é simples: bons cientistas, excelente organização e um bar! Sim, o bar pode ser um local para discutir algo tão importante quanto a Ciência e de forma descontraída, sem jargões e mantendo a credibilidade científica para a sociedade. O objetivo do festival é este: derrubar intermediários entre o cientista e a sociedade, estabelecendo um canal direto de conversa.

Entretanto, a organização é complexa. Por trás do festival há uma equipe nacional de 10 pessoas, sete coordenadores regionais, os coordenadores dos municípios participantes e ainda os coordenadores de cada estabelecimento que recebe o festival. São voluntários, muitos estudantes de pós-graduação e envolvidos com na área científica das melhores Universidades do país com o objetivo de explicar para a população como a Ciência funciona e suas novas descobertas.

Neste ano o festival acontece em 24 países e o Brasil é o campeão, com 85 municípios. Os temas continuam diversos: vacinação, mudanças climáticas, câncer, vida em marte, modificação genética de bebês e por aí vai.

Confira abaixo a programação:

Campinas
• Botequim de Barão - Avenida Santa Isabel, nº 513, Barão Geraldo.
• Da Vinci Bar - Rua Dr. Sampaio Ferraz, nº 503, Cambuí.
• Bar Lado B - Avenida Albino J. B. de Oliveira, nº 1240, Barão Geraldo.
• Maria Bonjour Bar - Rua Ana Maria de Souza, nº 26, Barão Geraldo.
• Casa de Cultura Fazenda Roseira - Rua Domingos Haddad, nº 1, Residencial Parque da Fazenda.

Segunda | 19h às 21h30
Botequim Barão- Átomos e Universo
Da Vinci Bar - Perícia e Investigação
Lado B - Ciência x Desinformação
Maria Bonjour - Violências Urbanas

Terça | 19h às 21h30
Botequim Barã - Jogos Digitais
Da Vinci Bar - Edição Genética
Lado B - Línguas Indígenas
Maria Bonjour - Ciência e Drogas

Quarta | 19h às 21h30
Botequim Barão- Gênero e Transgênero
Da Vinci Bar - Evolução Biológica
Lado B - Desastres Ambientais
Maria Bonjour - Futuro do Veículos
Casa de Cultura Fazenda Roseira - Identidade Nacional + Previdência social

Confira a programação de São Paulo aqui.

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Fiscais do Trabalho criticam governo e defendem normas de segurança

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A intenção do governo de "simplificar" as normas regulamentadoras de saúde e segurança no trabalho, anunciada no começo da semana, é criticada pelos auditores-fiscais, por meio do Sinait, sindicato nacional da categoria. A entidade lembra que as NRs começaram a ser implementadas ainda no período da ditadura, quando o Brasil era "campeão mundial" de acidentes. "De lá para cá, o cenário melhorou muito, em grande parte graças ao esforço de construção das NRs e da Fiscalização do Trabalho", afirma o sindicato, em nota, lembrando que ainda há "um longo caminho a percorrer para alcançar uma situação que seja, no mínimo, aceitável".

De acordo com a entidade, nos últimos seis anos ocorreu um acidente de trabalho a cada 49 segundos, "o que levaria qualquer governo a adotar medidas diametralmente opostas ao que se anuncia". Ainda mais, acrescenta o Sinait, em um mercado de trabalho caracterizado pelo alto índice de informalidade. "É preciso investir muito mais para reverter a situação de insegurança e insalubridade nos ambientes de trabalho. Não o contrário."

Da mesma forma que aconteceu com a "reforma" trabalhista, o governo trata as medidas como "modernização". Não por acaso, o anúncio das possíveis mudanças foi feito pelo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o ex-deputado Rogério Marinho, do PSDB, que não foi reeleito em 2018, mas se notabilizou pelo texto final da reforma da legislação, que resultou na Lei 13.467.

Para o Sinait, afirmar que a legislação das NRs não é moderna, como dizem empresários e governo, é algo questionável, pois as normas regulamentadoras "são construídas em comissões tripartites – com representantes do governo, de empregados e empregadores", além de haver um processo contínuo de discussão. "A grande maioria das 37 NRs passou e passa por atualização constante para adequá-las à legislação e à realidade do mundo do trabalho."

Foi o que aconteceu, por exemplo, com a NR 12, que trata de segurança em máquinas e equipamentos. Reunida neste mês em Brasília, a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) aprovou um novo texto, que deverá passar por uma última revisão antes de ser publicado, em junho.

por Redação Rede Brasil Atual

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Governo tenta, mas não consegue descaracterizar acidente de trajeto

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Aprovado na última quinta-feira (9) em comissão mista no Congresso, o relatório sobre a Medida Provisória (MP) 871 acabou retirando um item que já provocava bastante polêmica: a descaracterização dos acidentes ocorridos no trajeto casa-trabalho como acidentes de trabalho. Para tentar um acordo, o relator, deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), acatou 120 emendas, de um total de 578, e retirou o dispositivo que isentava o empregador de responsabilidade em acidentes ocorridos durante o percurso.

A iniciativa do governo provocou protestos de sindicalistas e especialistas em saúde do trabalho. "É mais uma tentativa de tirar responsabilidade do empregador e direito do trabalhador", resume Carlos Damarindo, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. "É um pleito antigo das empresas", observa.

Atualmente, quem sofre acidente indo de casa para o trabalho, ou no sentido contrário, e necessita de afastamento recebe um benefício, o chamado auxílio-doença acidentário. O funcionário continua tendo direito ao FGTS e garante estabilidade de 12 meses após o retorno ao serviço.

"Descaracterizar os acidentes que ocorrem no percurso da residência até o local de trabalho e vice-versa como sendo acidentes de trabalho, com o argumento de não ser tempo à disposição do empregador, além de ser um contrassenso, uma vez que que essas horas de locomoção já representam um dispêndio da força de trabalho da classe trabalhadora para quem a paga um salário, representa vulnerabilizá-la ainda mais, colocando-a num limbo da proteção social no Brasil, já tão fragilizada", critica Daniele Correia, socióloga do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (Diesat).

"Cabe a pergunta: se não é responsabilidade do empregador, será responsabilidade de quem? Do Estado brasileiro? Um Estado que tardiamente criou um sistema de seguridade social que completou apenas três décadas e, de forma inconclusa, vai se responsabilizar de que forma?", questiona Daniele.

Para ela, não faz sentido a argumentação governista de que era preciso "adaptar" a legislação previdenciária às mudanças na lei trabalhista. "A contrarreforma trabalhista por si só não faz nenhum sentido para os interesses da classe trabalhadora. Ela vai na contramão dos direitos sociais duramente conquistados, que já tinham seu limites, por nunca resolver os conflitos entre capital versus trabalho. Agora, descaracterizar também na legislação previdenciária indica claramente a opção política, o projeto de sociedade que estamos sendo impelidos a vivenciar."

Essa é também a perspectiva do diretor do Sindicato dos Bancários. "No nosso entendimento, o trabalhador já está à disposição da empresa (no trajeto)." Ele lembra que é uma situação recorrente, ainda mais em uma cidade como São Paulo, com limitações crônicas de mobilidade.

A mudança na CLT refere-se à jornada de trabalho. Um item aprovado na Lei 13.467, de "reforma" trabalhista, estabelece que o tempo gasto pelo empregado "desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador" não será computado na jornada.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, divulgou nota em que critica a proposta, agora retirada do texto. "Entendemos que o trabalhador, ao sofrer um acidente a caminho ou voltando do trabalho, e impossibilitado de trabalhar, precisará mais do que nunca do auxílio do Estado, e não pode ficar desamparado como pretende o governo aos propor tais mudanças", afirma.

Sub-notificação

Os dados disponíveis são de certa forma "alarmantes", diz Damarindo. De 2012 a 2018, segundo ele, citando dados do Observatório do Ministério Público do Trabalho, foram notificados quase 400 mil acidentes dessa natureza. Desde casos relativamente simples, como cortes, até fraturas e esmagamento. A ocorrência mais comum é de fratura, com 31% dos casos.

De acordo com a técnica do Diesat, os acidentes de trajeto representam em média 20% dos acidentes de trabalho registrados na Previdência Social. Mas ela observa que, além desse número considerável, existe grande sub-notificação nas estatísticas, ou seja, casos não notificados. "E, obviamente, não quantifica aqueles que estão em trabalhos informais", lembra Daniele.

Ela acrescenta que muitos casos são caracterizados apenas como acidentes de trânsito, sem entrar na estatística da Previdência ou da Saúde. "Isso nos mostra uma questão importante: o país não tem sequer dados fidedignos à respeito da situação concreta em que está submetida a classe trabalhadora, apesar dos dados que temos já apontar um genocídio populacional. Em vez de caminhar em direção de maior proteção social, caminha na desconstrução da mínima que existe", aponta.

A MP do pretenso "pente-fino" na Previdência segue agora para o plenário da Câmara. Aprovada, vai para o Senado.

por Vitor Nuzzi, da Rede Brasil Atual

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Em dia de luta pela ciência e educação, frente parlamentar é lançada na Alesp

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Na manhã de ontem, dia 8 de maio, o SINTPq participou do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão no Estado de São Paulo, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A diretora do sindicato, Priscila Leal (foto), compôs a mesa junto a parlamentares e lideranças do setor. Funcionários e funcionárias do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) também marcam presença neste importante evento em prol da ciência nacional. A frente é liderada pela deputada Bete Sahão.

No mesmo dia, o governo Bolsonaro realizou um corte generalizado nas bolsas de pesquisa de todo país. Infelizmente, ataques desse tipo também estão sendo praticados pelo governo estadual. Em seu discurso, a diretora Priscila Leal comentou a precarização do trabalho promovida nas instituições estaduais.

"Não são poucos os exemplos que nós, entidades representativas dos trabalhadores, temos presenciado relativamente às mudanças de comportamento das empresas, institutos de pesquisas e fundações vinculadas ao estado, refletindo a preferência por contratos de trabalho temporários em detrimento de concursos públicos. São justamente estes concursos que permitem a real valorização profissional e criação de massa crítica em pesquisa e ensino. Esta é a lógica neoliberal que vem sendo aplicada mais intensamente em nosso Estado de São Paulo desde os anos 90, e que nos impõe a pesada cobrança da produtividade sob pena de cortes. Aplicam os mesmos critérios rígidos de uma fábrica de parafusos onde o saber, pesquisar e ensinar deveriam ser mais fluidos à sociedade", analisou a dirigente.

Priscila também destacou a massiva participação da sociedade civil no movimento: "O auditório Paulo Kobayashi, estava lotado. Os trabalhadores dos institutos de pesquisa, estudantes e docentes das universidades compareceram em peso para o lançamento da Frente Parlamentar. Isso mostra que estamos em um movimento crescente de mobilização da classe trabalhadora e estudantil, contra o desmonte do sistema de ciência, tecnologia do estado de São Paulo".

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e multidão

 

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Endividados atingem maior marca em 4 anos

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Número de famílias endividadas atinge o patamar mais expressivo desde 2015

Segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgado nesta terça-feira (7), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a taxa de famílias endividadas no país registrou 62,7%, no mês de abril deste ano. Este é o quarto mês consecutivo que a taxa de endividamento ultrapassa a marca dos 60%. O índice de famílias que declaram não ter condições de pagar suas contas subiu para 9,5% no mês.

Em entrevista para o portal Brasil de Fato, a doutora em Desenvolvimento Econômico na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Juliane Furno, afirmou que a inadimplência é maior entre as famílias de baixa renda, que sofrem dia a dia o peso social das dívidas. “As pessoas que estão com o nome sujo, endividadas, isso tem um peso social importante, porque não se sabe como vai comer no próximo dia, se vai conseguir continuar morando em algum lugar ou vai ter que morar na rua, mas também tem uma dimensão econômica importante”, comenta.

O endividamento de famílias diminui a estimativa de crescimento econômico do Brasil, uma vez que o consumo dessas famílias é o principal motor do Produto Interno Bruto (PIB). O consumo familiar tem um peso de 64% no cálculo do PIB brasileiro, conforme dados do IBGE.

O desemprego é o principal responsável pelo aumento de devedores, somente no estado de São Paulo 3,7 milhões de pessoas estão desempregadas.

Juliane destaca que a ausência de ocupações e os crescentes empregos precários e informais colaboram para o aumento de pessoas endividadas. Com a recessão econômica e os reflexos da reforma trabalhista, o quadro deve piorar, alerta a doutoranda.

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