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Servidores e empregados públicos terão que escolher entre emprego e aposentadoria

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Com a aprovação da Emenda Constitucional n° 103, os empregados públicos – profissionais contratados via concurso, mas regidos pela CLT – terão que escolher entre a aposentadoria e a continuidade no emprego. Além disso, eles perderam o direito à multa de 40% sobre o FGTS ao se aposentarem. Neste episódio, abordamos as mudanças que esses trabalhadores terão que enfrentar, apresentando as principais diferenças do novo regime e para quem ele se aplica. Os convidados desse programa são o advogado José Antônio Cremasco, responsável pelo jurídico do SINTPq, e o presidente do sindicato, José Paulo Porsani. 

 

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Greve dos petroleiros está suspensa após assembleias e abertura de negociação

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Assembleias nas bases decidiram nesta quinta-feira (20) suspender a greve dos petroleiros em todo o país, no que seria o 20º dia de paralisação. O movimento foi iniciado após anúncio de demissões em massa na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) – também entrou na pauta o sucateamento da instituição. As negociações avançaram após o crescimento da paralisação pelo país e interferência de parlamentares, que procuraram a Justiça do trabalho.

O movimento não não se intimidou com decisões monocráticas do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Supremo Tribunal Federal (STF) – consideradas abusivas por violar o direito de greve e configurar prática antissindical. A empresa foi, entretanto, orientada por decisão do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná a suspender as demissões na Fafen e restabelecer o diálogo com os petroleiros. Foi o caminho para o fim do movimento. Uma rodada de negociações está prevista para esta sexta (21), em Brasília, com mediação do próprio TST.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), formada por 13 sindicatos filiados, orientou pela suspensão da greve até segunda ordem, com objetivo de apontar para um gesto de construção do diálogo. Os dirigentes da FUP Deyvid Bacelar, Ademir Jacinto (Mãozinha), Tadeu Porto e Cibele Vieira – que ocupavam um ambiente no edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro – deixaram o local. Emocionada, Cibele disse que considera o movimento vitorioso. “Ficamos 20 dias na sede da empresa. Eles sabem que hoje o controle está mais com a gente do que com eles.” Os ativistas, que chegaram a ficar sem energia, água e alimentos, foram recebidos com festa no centro da capital fluminense.

“Ficou bem clara a denúncia. Essa gestão e esse governo Bolsonaro tentam colocar que tudo se resolve por eles. Querem propor acordos individuais, tentam esvaziar o sentimento de coletividade. A essência do movimento sindical é a coletividade, a empatia e a solidariedade. Isso eles não têm e não respeitam. Não entendem”, completou Cibele.

por Redação Rede Brasil Atual

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Linha do tempo: Confira um resumo dos 30 anos do SINTPq

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Agora, os profissionais atendidos na sede do SINTPq podem conhecer um resumo dos seus 30 anos de história. Para isso, basta conferir o banner com a linha do tempo. Você também pode conhecer os momentos marcantes do sindicato passando pelas imagens abaixo. Dá só uma olhada:

1990 | SINTPq é fundado no CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) no dia 13 de novembro

1991 | CPqD demite os diretores do sindicato. Eles só retornam em 1993, após vitória judicial

1991 | Profissionais do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) aderem ao SINTPq

1993 | SINTPq se torna representante dos profissionais do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas)

1995 | SINTPq se filia à Central Única dos Trabalhadores

1996 | Telebrás descumpre Acordo Coletivo e sindicato organiza greve no CPqD

1997 - 1998 | SINTPq luta em defesa da Telebrás pública e atuante no desenvolvimento nacional

1999 - 2001 | Sindicato busca garantir recursos para o CPqD por meio do FUNTTEL (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações)

2002 - 2014 | Base de representação é ampliada com novas empresas do setor

2015 | Greve de sete dias no IPT conquista melhorias

2016 | SINTPq inaugura novas instalações em sua sede

2016 | Pela correção salarial, SINTPq organiza série de paralisações no CPqD

2017 | SINTPq vai às ruas contra os ataques das reformas trabalhista e previdenciária

2017 | Em defesa do plano médico, SINTPq e funcionários realizam manifestações no IPT

2018 - 2019 | Contra perdas salariais, duas greves são realizadas na Amazul (Amazônia Azul Tecnologia de Defesa S.A.)

2019 | Com outros cinco sindicatos e uma associação de moradores, SINTPq funda o IDET (Instituto Popular de Desenvolvimento em Educação, Trabalho e Tecnologia) visando promover benefícios aos sindicalizados e ações de cidadania

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Centrais protestam nesta sexta pelo país contra desmonte do INSS

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As centrais sindicais protestam nas sedes do INSS em diversos estados nesta sexta-feira (14), contra as filas na concessão de benefícios, que atingem quase 2 milhões de pedidos. O Dia Nacional contra o Desmonte da Previdência pretende alertar a população para as consequências da política de sucateamento adotada pelo governo.

Sem repor funcionários que se aposentam, o instituto vem perdendo a capacidade de analisar e atender pedidos de aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, dentro outros. O salário-maternidade, por exemplo, antes concedido em 20 minutos, atualmente tem levado um mês. O prazo legal é de até 45 dias.

Entre 2016 e 2019, o quadro de servidores caiu de 33 mil para 23 mil. Os funcionários que antes faziam o atendimento direto à população foram deslocados para funções internas.

A intenção do governo é “digitalizar” o atendimento, assim as filas para a concessão de benefícios não se tornam visíveis. Anteriormente, o trabalhador conseguia marcar atendimento até mesmo para o mesmo dia. Hoje, o agendamento do primeiro atendimento também pode levar meses.

“Eles colocaram o pessoal que atendia nos balcões das agências para fazer trabalhos de retaguarda, como se todos os brasileiros tivessem computador em casa e facilidade para usar canais remotos”, critica Vilma Ramos, diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo, em entrevista a Marize Muniz, para o portal da CUT.

Modelo

Segundo o presidente da central, Sérgio Nobre, com o descaso do atual governo com as carreiras públicas, o risco é que o caos no INSS possa ser visto também nos demais serviços públicos. “A situação poderá se repetir em outros setores dos serviços públicos como saúde e educação, que já sofreram com cortes em recursos no primeiro ano da gestão do Bolsonaro.”

Depois da polêmica convocação de militares para atenderem os segurados, o governo anunciou que faria a convocação de servidores públicos aposentados. Contudo, a medida provisória prevista para ser editada nesta semana foi adiada, segundo o jornal O Globo.

Agenda

As manifestações contra o desmonte do Previdência ocorrerão em pelo menos 10 estados e no Distrito Federal.

Confira a lista dos atos pelo país

Alagoas
Atos em Arapiraca, São José de Tapera, Palmeira dos Índios, Santana de Ipanema e um ato na agência do INSS- Almirante Álvaro Calheiros – Mangabeiras

Distrito Federal
Brasília: ato às 11h, na agência do INSS-SAF, Bloco O

Espírito Santo
Vitória: ato nas agências do INSS da capital e no interior

Goiás
Goiânia: carreata pelo centro da cidade e debates nas principais agências do INSS e ato na agência do INSS de Aparecida de Goiânia.

Pará
Belém: ato na Agência Central do INSS, às 8h

Pernambuco
Recife: ato a partir das 8h na Avenida Dantas Barreto, próximo ao Edifício JK

Rio Grande do Norte
Natal: ato na Agência do INSS de Nazaré, 8h

Rio Grande do Sul
Porto Alegre: ato a partir das 7h na Travessa Mario Cinco Paus

Santa Catarina
Joinville: ato às 9h, em frente à agência central do INSS, Rua 9 de Março, 241
Blumenau: ato às 12h em frente ao INSS, na Rua Pres. John Kennedy, 25

São Paulo
Capital: concentração na agência da Rua Cel. Xavier de Toledo, 280, com caminhada até a Superintendência do INSS no Viaduto Santa Ifigênia.
São Bernardo do Campo: ato a partir das 8h na agência da Avenida Newton M. de Andrade, 140, no Centro.
Santo André: ato a partir das 8h, na agência da Rua Adolfo Bastos, 520 – Vila Bastos
Baixada Santista: ato a partir das 7h na agência da Av. Dr. Epitácio Pessoa, 441, em Santos
Presidente Prudente: ato a partir das 8h30 na Rua Siqueira Campos, 1315
Campinas: ato a partir das 6h30, na agência da Rua Barreto Leme, 1117, no Centro
Jundiaí: ato às 9h na agência da Rua Barão de Jundiaí, 1150

Sergipe
Aracaju: ato a partir das 7h, em frente à Agência do INSS, na Av. Ivo Prado, 448

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‘Temos que pensar em outras formas de combater enchente em São Paulo’, diz geógrafo

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Para o professor Wagner Ribeiro, do Departamento de Geografia e do programa de pós-graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), as imagens de destruição causadas pelas chuvas que caíram sobre a cidade de São Paulo no dia 10/02 “são o resultado da inação (do poder público) em reter água nas cabeceiras dos rios”. “Nós temos que pensar em outras formas de combater enchente em São Paulo”, advertiu, em entrevista na terça-feira (11) à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.

Em participação anterior no Jornal Brasil Atual, Wagner Ribeiro, ao comentar sobre estragos recentemente provocados pelas chuvas em Belo Horizonte, alertou que a situação de São Paulo não era muito diferente, “porque estamos assistindo a esse desmonte de todo o aparato de gestão”. De acordo com o geógrafo, é preciso “renaturalizar” os rios da cidade, deixando com que eles cumpram suas funções naturais, além de aumentar a permeabilização dos corpos d’água e do solo e implementar ações para reter as águas nas cabeceiras. No entanto, dos R$ 4 milhões orçados para investimentos no sistema de drenagem da cidade, nenhum centavo foi gasto com o serviço.

“As marginais, elas são parte do leito natural do rio, são zonas de expansão naturais do rio. Então não há nenhuma surpresa de essa água se espraiar. Nossa surpresa é, na verdade, não ter ações para evitar os prejuízos lamentáveis que a gente assiste frequentemente, todos os anos, a partir dessa má gestão de toda a drenagem urbana que nós temos na cidade de São Paulo”, ressalta.

Mudanças climáticas

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (GCE), entre a noite de domingo e a tarde de segunda-feira – período de pouco mais de 12 horas –, choveu metade do esperado para todo o mês de fevereiro. Ribeiro ressalta que esse volume, em parte, é parte dos eventos extremos que a sociedade já acompanha em decorrência das mudanças climáticas.

Ainda segundo o professor da USP, uma confluência de chuvas provenientes da Amazônia, com a presença de uma frente fria também fez aumentar a quantidade e a intensidade da precipitação. “Ontem nós tivemos um volume de água extraordinário, batendo recorde dos últimos anos em chuva acumulada no mesmo período. Isso pode acontecer de novo, sem dúvida e nós não estamos preparados para enfrentar essa situação.”

O geógrafo acrescenta que os prejuízos são enormes, principalmente para a população de baixa renda, a mais prejudicada. “Quem sofre mais é quem está na periferia, que não consegue chegar ao seu local de trabalho, que vive de diária, do seu dia a dia, ganhando o pão de hoje para poder comer amanhã, esse é o maior prejudicado”, destaca.

Por Clara Assunção | Redação Rede Brasil Atual

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SindCast debate as propostas de redução da jornada de trabalho

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Recentemente, a Finlândia iniciou debates sobre a redução da jornada de trabalho para quatro dias semanais. A diminuição das horas de trabalho já foi testada e adotada em diferentes países e empresas. No Brasil, o assunto ainda é pouco debatido e, justamente por isso, o SindCast desta semana abordará essa questão com o doutor em sociologia pela USP, Jonas Tomazi Bicev, que estudou o tema em seu doutorado. Quais os benefícios e impactos que a redução de jornada poderia trazer? Essa mudança está próxima? Afinal, precisamos trabalhar tanto? Confira tudo isso no episódio e participe enviando seus comentários pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

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Privatizar Serpro e Dataprev põe em risco a sua vida pessoal e financeira

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Seus dados confidenciais poderão ficar nas mãos de empresas privadas e estrangeiras caso o governo de Jair Bolsonaro cumpra a promessa de privatizar a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Mesmo para quem acredite que não há nenhum problema em ser importunado a qualquer hora do dia por empresas de telemarketing, que poderão ter livre acesso a seus números de telefones residencial e celular, o “buraco é mais embaixo”, como diz o ditado popular.

As duas estatais são responsáveis pelo armazenamento de dados sigilosos e estratégicos do país, de empresas e de milhões de brasileiros. O Serpro processa 90,5 milhões de impostos de renda anualmente tanto pessoa física como jurídica.

O Serviço Federal de Processamento armazena os dados da Agência Brasileira de Inteligência, do sistema de comércio exterior, das transações que passaram pelos portos e aeroportos nacionais, do imposto de renda, emissão de passaportes, carteiras de motoristas, CPF, CNPJ e o pagamento do Bolsa Família, entre outras informações sigilosas da vida dos brasileiros, da União, do Legislativo e do Judiciário.

Em seus 55 anos, o Serpro tem mais de 10 premiações como a melhor empresa digital do país por sua inovação e gestão.

Dos seus 3353 sistemas ativos, 3200 serviços já estão digitalizados sendo 1500 disponibilizados para a sociedade brasileira pela internet, dando oportunidade ao cidadão de acessar através de 48 aplicativos em celulares, centenas de serviços como carteira nacional de habilitação, certificado de registro de licenciamento, carteira profissional , emissão de CPF e CNPJ, além de imposto de renda pessoa física e jurídica, certificado digital em nuvem, passaporte e acesso a requerimentos em cartórios, certidões negativas e acompanhamento dessas e outras demandas.

Já o Dataprev, além de processar os dados da Previdência Social, como o dos pagamentos de aposentadorias, pensões e seguro desemprego, possui todos os registros de nascimento e óbitos no país, cadastros trabalhistas de nacionais e estrangeiros e detalhes das empresas registradas em todos os Estados. São 15 bilhões de dados de vínculos e remunerações que constam no Cadastro Nacional de informações Sociais (CNIS).

Os 720 sistemas da estatal têm todo o cadastro da Previdência Social, todos os vínculos dos trabalhadores e dos empréstimos consignados, entre outros dados da vida laboral dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Segundo Telma Dantas, diretora de política da Federação Nacional dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados (Fenadados), a privatização não é apenas uma questão de ser importunado por empresas de telemarketing. São dados fiscais desde que nascemos até morremos, dados previdenciários seus e toda a sua família que ficarão nas mãos de terceiros.

“Não tem como você deixar que isso saia da guarda e proteção do Estado. Não tem como achar normal ter seus dados privatizados. São as suas certidões de nascimento, de casamento, sua carteira profissional. É a sua vida nas mãos de uma empresa privada, que poderá ser estrangeira”, diz Telma .

A dirigente lembra que informação é poder e essas informações são uma preciosidade não só para empresas privadas as utilizarem para ter vantagens econômicas, mas porque a tecnologia da informação é o principal instrumento de organização de uma sociedade, não só a brasileira como a do mundo.

“Se você não tem um sistema em que pode confiar, a quem se dirigir, vamos chegar a um momento que não teremos a quem recorrer e não teremos confiança em mais nada”, avalia Telma.

por Rosely Rocha - Redação CUT

Edson RimonattoEDSON RIMONATTO

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Taxa para cheque especial poderá afetar mesmo quem não usa o limite

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Começaram a valer, na semana passada, as novas regras para o cheque especial, umas das modalidades de crédito com juros mais altos do mercado. De acordo com a resolução do Banco Central que instituiu a mudança, as instituições financeiras só poderão oferecer esse tipo de crédito com juros mensais de até 8% ao mês (150% ao ano). Porém, a pretextos de “reduzir juros”, os bancos poderão cobrar, a partir de agora, uma taxa de 0,25% apenas para incluir o cheque especial na conta do cliente, mesmo que ele não use.

Fica isento de tarifa quem tem até R$ 500 de limite no cheque especial. Acima desse limite, o percentual passa a ser cobrado. Nesta primeira fase, a cobrança só acontecerá para quem abrir uma nova conta. Para quem já tem cheque especial, a mudança começará a valer a partir do dia 1º de junho.

As alterações foram definidas em novembro pelo Banco Central. Até então, não havia nenhuma limitação de taxa para o cheque especial, cuja média de juros cobrada ultrapassava os 12% ao mês.

Caso o cliente possua um limite de R$ 4.000 no cheque especial, ele passa a ter que pagar uma tarifa mensal de R$ 8,75, que corresponde a 0,25% de R$ 3.500, já que os outros R$ 500 estão na faixa de isenção. Se o cliente usar o cheque especial, o valor da tarifa será descontado sobre os juros que ele terá de pagar pelo uso do crédito. Na prática, portanto, a tarifa só é cobrada para disponibilizar o serviço, desde que o cliente não use.

De acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), o consumidor deve ficar atento e rever o quanto tem disponível de limite de cheque especial em sua conta, para evitar pagar uma tarifa de um valor que não vai utilizar.

Outra orientação da entidade é que as pessoas evitem ao máximo o uso do cheque especial, devido ao alto valor dos juros, que só perdem para os juros cobrados no cartão de crédito, que ultrapassam os 200% ao ano.

“Muitas pessoas cometem o erro de utilizar o cheque especial como extensão de renda, por isso apesar dos juros altíssimos cobrados, ele segue como uma das modalidades de crédito mais usadas pelos correntistas que excedem o orçamento no final do mês. Porém, fica o alerta de que o cheque especial deve ser evitado ao máximo. Ele deve ser usado em situações de extrema emergência e por um curtíssimo prazo para evitar ter que contratar um empréstimo para quitar o cheque especial”, afirma a Proteste, em nota.

Ação da OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é contra a cobrança de tarifa pela disponibilização do cheque especial e ingressou na Justiça com uma ação civil pública para barrar a medida. O caso deverá ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a OAB, cobrar pela disponibilização de crédito não utilizado fragiliza a proteção do consumidor, além de ser ilegal e inconstitucional. Segundo dados do próprio Banco Central, do universo de 80 milhões de pessoas que possuem contas bancárias, cerca de 19 milhões podem ser afetadas com a nova mudança, por possuírem limite de cheque especial acima de R$ 500.

por Pedro Rafael Vilela | portal Brasil de Fato

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Primeira-ministra da Finlândia sugere semana de trabalho de quatro dias

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A nova primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, sugere a adoção de uma jornada de trabalho alternativa, de 6 horas por dia e quatro dias na semana. A proposta de campanha de Marin, a mulher chefe de Estado mais jovem do mundo, foi relembrada pelo jornal britânico Daily Mail.

“Acredito que as pessoas merecem passar mais tempo com as suas famílias e os seus amigos, ocupados com hobbies ou a dar atenção a outros aspetos da vida, como a cultura. Este poderia ser o próximo passo para nós na vida profissional”, disse Marin, antes de se tornar primeira-ministra.

A proposta de Marin é baseada em experiências anteriores que sugerem que a alteração seria benéfica. Em agosto, a Microsoft do Japão implantou uma semana de 4 dias e registrou um aumento de 40% na produtividade. O modelo também já é utilizado na Suécia desde 2015 e apresenta bons resultados.

“É importante permitir que os cidadãos finlandeses trabalhem menos. Não se trata de governar com um estilo feminino, mas de oferecer ajuda e manter as promessas aos eleitores”, afirmou Marin, que defende a medida desde quando era ministra dos Transportes.
Atualmente, a jornada padrão de trabalho na Finlândia é de oito horas por dia, cinco dias na semana (40h semanais).

Por Gabriella Sales - Revista Fórum

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Fotos da Confraternização SINTPq 2019 já estão disponíveis

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Chegou a hora de conferir as belas imagens da Confraternização SINTPq 2019, realizada no dia 30 de novembro. O evento ocorreu no Hotel Estância Atibainha, em Nazaré Paulista, e reuniu mais de 500 associados e familiares.

As imagens já estão disponíveis em um grande álbum na página do SINTPq no Facebook. Acesse o link abaixo e confira.

Fotos Confraternização SINTPq 2019

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SindCast 15: Entenda os processos de Dissídio Coletivo, suas etapas e implicações

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Quando a via negocial não é suficiente para garantir o respeito aos direitos dos trabalhadores, é preciso apelar para a esfera jurídica. Esse processo é conhecido como Dissídio Coletivo e, apesar de comum no mundo do trabalho, ainda gera dúvidas entre os profissionais brasileiros. Afinal, o que é um Dissídio Coletivo e quais são as suas etapas? Para responder essas e outras questões, o último SindCast do ano conversa com Márcio Foz, advogado trabalhista e especialista no assunto. Confira o episódio e envie seus comentários ou relatos pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

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Engenharia brasileira tem o desafio de retomar empregos e investimentos

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O ano de 2019 não foi suficiente para a retomada da atividade econômica e do emprego no Brasil. Com os baixos índices de crescimento na indústria e construção civil, a engenharia brasileira custa a se recuperar após a Lava Jato. O cenário pode piorar na medida em que não existe uma política de retomada dos investimentos e que a agenda econômica passa pela privatização.

O Brasil tem mais de 1 milhão de profissionais engenheiros e engenheiras espalhados em diversos ramos de atividade. O Paraná tem 61.085 engenheiros com registro válido no CREA-PR. A engenharia brasileira é a ponte para o desenvolvimento e a crise econômica é a barreira para os empregos dos engenheiros. Se de um lado, a indústria de transformação e a construção civil abriram as portas, de outro, depois de 2014, a queda de empregos ocorreu, sobretudo, na redução de investimentos em obras públicas e estruturais, além da reforma trabalhista.

“No Brasil, a Reforma Trabalhista institui uma intensa precarização das relações de trabalho, expandindo a informalidade e o rebaixamento dos salários. A superação da crise se dará com valorização da engenharia nacional, com investimentos públicos em infraestrutura e uma economia com a presença do Estado e da soberania”, destaca Clovis Nascimento, presidente da Fisenge.

Do boom à estagnação

Quando analisada a origem do investimento público, percebeu-se que, em todos os anos, que o boom se deveu, em sua maior parcela, aos investimentos com origem nas empresas públicas da União, tendo atingido 1,9% do PIB em 2010 e 2013. É o período de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa, Minha Vida, obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

“A ocupação total de engenheiros começou a cair em 2016, após atingir o maior patamar em 2015 (504 mil engenheiros), um ano depois do início da queda do número de vínculos formais da engenharia, que chegou a registrar 262 mil vínculos em 2014”, anota o livro “O mercado de trabalho e a formação dos engenheiros no Brasil”, produzido pela Fisenge e DIEESE.

Os engenheiros reconhecem o papel central do Estado Brasileiro. Pesquisa realizada durante a 76ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA) apontou que mais de 80% dos engenheiros são a favor do papel do Estado na estratégia de desenvolvimento do país. A análise ainda perguntou sobre atuação profissional, posicionamento político, expectativas para o mercado de trabalho da área e conhecimento sobre a tramitação da PEC 108/2019. 77,4% se mostram contrários à proposta.

Em relação ao cenário econômico, 44,3% dos engenheiros acreditam que tende a melhorar nos próximos 2/3 anos, enquanto 25,5% esperam que se manterá estável e 23,9% confiam que tende a piorar.

Contudo, os números atuais contrariam qualquer otimismo. Para o DIEESE, que analisou a atividade econômica entre 2018 e 2019, o cenário é de uma economia em semi-estagnação. Apesar de alguma melhora nos investimentos e no consumo das famílias, o recuo de gastos do governo e as variações negativas da indústria de transformação indicam que esse baixo dinamismo deve continuar.

“Vai se consolidando um cenário, para 2020, de crescimento vagaroso, em meio à incerteza sobre os rumos da política econômica: o “novo normal” da economia brasileira é crescer a taxas mais discretas, insuficientes para sustentar a expansão do emprego assalariado formal”, frustra o Dieese.

por redação Portal Brasil de Fato - Curitiba | Edição: Pedro Carrano

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