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Declarações de Mourão reforçam clima de perseguição no INPE

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Desde janeiro, os focos de queimada no pantanal já destruíram mais o bioma do que nos últimos seis anos. Em 2019, as queimadas voltaram a se tornar uma preocupação recorrente para os brasileiros e órgãos ambientais de todo o mundo. Porém, para o governo federal o assunto não parece ser tão sério. A última polêmica aconteceu nesta semana, envolvendo o vice-presidente Hamilton Mourão, que afirmou haver manipulação na divulgação de informações do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Bolsonaro e sua equipe têm recebido críticas por mostrarem descaso com a situação ambiental do país. Em um vídeo que repercutiu nas redes sociais semana passada, Bolsonaro aparece rindo ao lado de uma criança enquanto falam sobre as queimadas. No dia 15, foi a vez do vice-residente Mourão tentar minimizar os danos das queimadas.

O INPE tem divulgado constantemente dados a respeito da devastação que as queimadas intensas causam. Entretanto, em entrevista, Mourão afirma que o INPE está omitindo dados positivos a respeito das queimadas. O vice-presidente alega que há um opositor do governo dentro do INPE que é o responsável pela divulgação dos dados negativos e omissão dos positivos, que, segundo ele, existem.

O SindCT (Sindicato dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial) repercutiu e condenou as declarações de Mourão em seu site, defendendo os profissionais do instituto: "É preciso, mais uma vez e quantas vezes forem necessárias, reafirmar que o INPE é uma instituição de estado. No INPE não há oposição ou situação, há ciência de excelente qualidade. Quem fala pelo INPE são os dados e a melhor ciência usada para produzi-los. Fora disso, o que temos é uma tentativa de ideologização de um debate que tem por base os dados como representação dos fatos dentro dos marcos da melhor ciência". O SindCT também deixa o alerta para que os trabalhadores não compactuem com nenhum tipo de perseguição ou criminalização de colegas.

SINTPq

“O sindicato repudia qualquer intimidação, seja pelo governo ou indivíduos, ao trabalho científico e tecnológico dos institutos de pesquisas, como o INPE, que a duras penas publiciza os dados técnicos de desmatamento, com a idoneidade conquistada pela luta de gerações de pesquisadores e técnicos”, comentam a diretora do SINTPq e pesquisadora do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), Priscila Leal. Ela ainda explica que a reivindicação da liberdade e independência da pesquisa científica no país é um direito cidadão e que, quando o governo ataca os institutos e fundações de pesquisa, é com intenção de retirar este direito. “Este governo quer ocultar nas trevas do obscurantismo as informações que são patrimônio do povo brasileiro”, finaliza Priscila.

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SindCast aborda a difícil rotina das mulheres durante a quarentena

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Esta semana, o SindCast aborda a vida da mulher durante a quarentena.Como lidar com um relacionamento abusivo? Qual a melhor forma de dividir as tarefas? O que fazer se sua empresa estiver desrespeitando seus direitos? Como driblar a solidão? A advogada trabalhista Thais Cremasco, a psicóloga e co-fundadora da Insett Psicanálise, Mariana Amaral, e a diretora do SINTPq e pesquisadora do IPT, Priscila Leal, explicam essas e outras questões que tem afligido as mulheres durante esse período de isolamento. Confira o episódio e envie suas dúvidas e sugestões para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

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Preços da cesta básica sobem e variação em 12 meses fica muito acima da inflação

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Os preços médios de produtos da cesta básica aumentaram, em agosto, em 13 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, segundo levantamento divulgado no dia 4 de setembro. Entre as altas, a variação mensal foi de 0,12% (Belém) a 5,08% (Vitória). O valor caiu em Brasília, Curitiba, João Pessoa e Natal.

Os dados mostram que os produtos mais básicos para o dia a dia do brasileiro aumentam muito acima da inflação. Em 12 meses, a cesta sobe 12,15% em São Paulo, por exemplo. A alta chega a 14,61% no Rio de Janeiro, a 19,18% em Belo Horizonte, 20,97% em Goiânia e a 21,44% em Recife. A “prévia” da inflação oficial, o IPCA-15, soma 2,28% em 12 meses, até agosto.

Salário mínimo e cesta básica

O instituto pondera que, desde 18 de março, tem feito tomada de preços a distância. A coleta presencial foi suspensa devido à pandemia, com exceção de São Paulo. Na capital paulista, o levantamento vem sendo feito “com menor número de pesquisadores e em horários em que os estabelecimentos comerciais estão mais vazios”.

E foi justamente em São Paulo que o Dieese apurou o valor mais alto para a cesta básica no mês passado. Com alta de 2,90% em relação a julho, o preço foi calculado em R$ 539,95. Assim, com base nesse valor, o instituto calculou em R$ 4.536,12 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de uma família de quatro pessoas – 4,34 vezes o oficial (R$ 1.045).

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, no mês passado, aumentou para 99 horas e 24 minutos, acréscimo superior a uma hora. E o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, 48,85% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos.

Aumentos e quedas

Segundo o Dieese, os preços do leite integral e da manteiga tiveram aumento em 16 e 12 capitais, respectivamente. “A necessidade de refazer estoques, a competição por matéria-prima e a baixa disponibilidade de leite no campo culminaram em elevação de preço dos derivados lácteos”, diz o instituto.

O preço médio do arroz tipo agulhinha registrou alta em 15 capitais, “O aumento se deve à retração dos produtores, que aguardam melhores preços para comercializar o cereal e efetivam apenas vendas pontuais”, informa o Dieese. Já o preço do pão francês subiu em 13 das 17 capitais. “As cotações dos derivados de trigo tiveram aumento devido à valorização do dólar diante do real.”

A carne aumentou em 12 cidades. Comportamento diferente tiveram o feijão, com queda em 14 capitais, e a batata, que diminuiu de preço em todos os locais pesquisados.

Por Vitor Nuzzi, da RBA

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Vida em primeiro lugar é o tema do Grito dos Excluídos de 2020

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“A vida em primeiro lugar” é o tema do 26º Grito dos Excluídos e Excluídas, tendo como lema “Basta de miséria, preconceito e repressão". A iniciativa é um conjunto de manifestações populares realizadas em todo o País por movimentos sociais, pastorais e igrejas, desde 1995, no Dia da Independência do Brasil. Por conta da pandemia, neste ano, os atos serão realizados virtualmente e também com carreatas.

Segundo os organizadores, a escolha do lema se deu a partir da conjunção de reflexões feitas na Campanha da Fraternidade e da análise da conjuntura nacional. Na celebração de 2020, a ideia também é homenagear os profissionais de saúde que atuaram na primeira linha contra o coronavírus.

“Tem gente que não coloca a vida em primeiro lugar. É triste quando se coloca em primeiro lugar o lucro, a ganância. Além disso, hoje também tem muita gente colocando em primeiro lugar o preconceito, a violência, a tirania. É preciso servir, valorizar e defender a vida. Nesse tempo de pandemia, de morte, a vida precisa retornar ao seu lugar. O grito é esperança”, afirmou Dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Valorização do SUS

Um dos temas principais será a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais. Rosilene Wansetto, coordenadora do Grito dos Excluídos e da Romaria dos Trabalhadores, manifestou solidariedade às famílias das 117 mil pessoas mortas pela covid-19 e criticou a falta de um plano de ação. Além do desdém do governo Bolsonaro sobre a perda dessas vidas.

“Essas vidas poderiam ter sido poupadas se tivéssemos um governo de verdade. Nós temos um desgoverno. Lá em fevereiro a gente já via que estávamos vivendo um governo sendo conduzido por um fascista, um genocida, que não valoriza a vida. Ainda não tínhamos em vista a pandemia, que se construiu nos meses seguintes”, lembra Rosilene. “O governo aplicou menos de 50% do orçamento para combater a pandemia. É preciso lembrar que o SUS é a política pública que tem salvado vidas nessa pandemia. E valorizar a importância da saúde pública”, afirmou.

Teto dos gastos

O Grito dos Excluídos também faz referência à urgente necessidade de revogação da Emenda Constitucional (EC) 95, o chamado Teto de Gastos. Segundo a coordenadora da Romaria dos Trabalhadores, a alardeada crise econômica não pode mais servir de justificativa para tirar direitos da população e reduzir serviços públicos.

“A gente vê o quanto isso está impactando na ausência de políticas públicas, em todas as áreas. Revogar essa emenda constitucional é urgente. Essa crise não é nossa, não é do povo brasileiro”, afirmou.

Com informações de CNBB e Central Única dos Trabalhadores

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Governo gastará R$ 145 milhões em satélite que fará mesmo trabalho do Inpe

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Enquanto os governos federal e estadual cortam verbas e anunciam o fechamento de institutos de pesquisa, gastos milionários de dinheiro público são feitos via iniciativa privada em projetos semelhantes aos desses institutos. Um exemplo recente veio a público nesta semana, em reportagem d'O Globo. Segundo a publicação, o Ministério da Defesa empenhou mais de R$ 145,3 milhões na compra de um microssatélite que fará o monitoramento da devastação da floresta amazônica. 

O que o governo parece ignorar é o fato dessa fiscalização já ser exercida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Esse trabalho é feito há décadas, com tecnologia tão ou mais desenvolvida, e com condições técnicas adequadas, uma vez que as forças armadas não dispõem da capacitação necessária para a variedade de análises e aplicações feitas pelo Inpe. Este constitui mais um indício que as aplicações pretendidaspelas Forças Armadas estão voltadas para as áreas militares e de mineração. 

Ainda de acordo com a reportagem, o novo microssatélite tem um custo 48 vezes maior do que a verba prevista no orçamento deste ano (R$ 3,03 milhões) para projetos de monitoramento da terra e de risco de incêndios. O conjunto abrange o Prodes e o Deter, que emitem boletins sobre o desmatamento da Amazônia, e o Programa Queimadas, responsável por detectar focos de calor em todo o país. 

Segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020, o Inpe recebeu R$ 118,2 milhões. Já para 2021, o projeto de LOA prevê R$ 79,7 milhões de orçamento para o instituto. Esses números mostram que a manutenção do Inpe é mais barata e eficiente do que a compra de um satélite para fins militares. 

O Jornal do SindCT (Sindicato dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial) também repercutiu a compra do microssatélite. Confira abaixo um trecho da reportagem.  

Os microssatélites

Diferente dos três satélites internacionais utilizados pelos sistemas de monitoramento do Inpe, o Ministério da Defesa pretende comprar um microssatélite.

O pesquisador do instituto de pesquisa sobre a Amazônia Imazon, Carlos Souza Junior, explica que a tecnologia utilizada em microssatélites consegue, de fato, gerar dados refinados sobre a área monitorada. Porém, para isso, é preciso ter vários microssatélites atuando em conjunto.

"Este tipo de satélite foi desenvolvido para ser lançado em dezenas, centenas em uma mesma área, formando uma constelação de satélites que consegue captar um nível de resolução mais fina da imagem monitorada", explica Souza.

Souza lembra que, além dos sistemas de monitoramento do Inpe, o Imazon também monitora e calcula as áreas em desmatamento nas florestas do país. O Imazon já utiliza, inclusive, imagens de microssatélites.

"Por meio do projeto Map Biomas Alerta, utilizamos imagens de todos os biomas de uma constelação de microssatélites comerciais. Temos dados refinados por biomas e regiões. Foi por meio deles, por exemplo, que conseguimos mostrar que 90% do desmatamento no Brasil é ilegal", explica Souza.

O ambientalista afirma que a tecnologia de microssatélites é válida para monitorar com precisão o desmatamento, mas não basta comprar somente o equipamento, é preciso saber operá-lo.

"Quando você compra um satélite, está comprando o produto apenas. Vai precisar de recursos para operacionalizar a tecnologia, depois vai precisar de uma inteligência computacional, que não é trivial, para dar conta de processar o volume de dados. Senão, vamos ficar atolados em dados", diz Souza.

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Em conversa com o SindCast, diretor-geral do CNPEM comenta atuação do centro no combate à Covid 19

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O SindCast desta semana aborda o papel do CNPEM e do Sirius no combate ao coronavírus. Para isso, temos um convidado especial: o diretor-geral do CNPEM, professor José Antônio Roque da Silva. Durante o programa, ele comenta a atuação do centro neste momento de pandemia, as pesquisas relacionadas ao vírus e os planos para o futuro. Enriquecendo o debate, o episódio também conta com o diretor do SINTPq e profissional do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, Régis Norberto Carvalho. Confira o episódio e envie suas dúvidas e sugestões para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

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Projeto de Doria levará à paralisação de atividades científicas do estado de São Paulo

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A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) divulgou nota na segunda-feira (17) contrapondo-se ao Projeto de Lei (PL) 529, encaminhado na semana passada à Assembleia Legislativa pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Para a SBPC, o PL 529 pode paralisar pesquisas no estado.

A pretexto de equilibrar as contas públicas, o PL de Doria, extingue 10 autarquias, fundações e empresas públicas . No seu lugar, empresas privadas assumiriam os serviços, “poupando” recursos públicos necessários a outras áreas neste momento. As empresas em questão, no entanto, representam investimento ínfimo do orçamento do estado. Muitas delas sofrem há anos com a falta de recursos, de concursos públicos e prestam atendimento a duras penas graças aos servidores. Mas não representam ônus aos cofres públicos.

Em sua nota, a SBPC alerta quanto “ao prejuízo e as consequências catastróficas” para o estado de São Paulo e para o Brasil, caso o projeto de lei seja aprovado. Tramitando em caráter de urgência na Alesp, o PL prevê, em seu artigo 14, que o superávit financeiro das autarquias e das fundações será transferido ao final de cada exercício à Conta Única do Tesouro Estadual.

Universidades na mira

“A aprovação do PL 529 irá ocasionar, ainda em 2020, a retirada de mais de um bilhão de reais das universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), principal fundação de apoio à pesquisa do Brasil”, denuncia a SBPC. “Uma prática desta natureza trará efeitos negativos ao ensino superior, ciência e tecnologia do estado de São Paulo, com consequências para o Brasil”, avalia a entidade. A retirada de recursos, explica a SBPC, impediria o estabelecimento de boas práticas de governança nas universidades e institutos de pesquisa paulistas. Além da folha salarial, essas instituições precisam arcar com projetos plurianuais. Isso abrange desenvolvimento de pessoal, atualização de parque de equipamentos e instalações complexas. Tudo exige planejamento e financiamento de médio e longo prazos, explica a nota.

Combate ao coronavírus

A perda da autonomia financeira da Fapesp, informa a SBPC, resultará em dano irreversível ao financiamento em pesquisa científica em andamento. Ou seja, o PL 529 pode paralisar essa pesquisa que, pela sua natureza, se constituem de projetos de longa duração, ultrapassando o ano de exercício.

E destaca, ainda, que as universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp), a Unifesp, a UFABC, a UFSCar e os Institutos de Pesquisa do Estado, cuja maioria de projetos de pesquisa é financiada pela Fapesp, são responsáveis por mais de 33% da produção científica e tecnológica do país. “Cientistas paulistas, dentro de universidades públicas e institutos de pesquisa, com apoio da Fapesp, têm atuado de maneira enfática para lidar com os desafios dos tempos atuais incluindo a primeira identificação e sequenciamento do novo coronavírus no país, desenvolvimento e produção de respiradores de baixo custo, desenvolvimento de testes diagnósticos e de novas medidas terapêuticas, dentre muitos outros progressos.”

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência reforça que aprovação do PL 529 levará à paralisação da maioria das atividades científicas do estado. “Os fundos das universidades, de seus institutos de pesquisa e da Fapesp não constituem superávit, mas sim reservas financeiras para manutenção e para financiamento de projetos.”

E pede apoio aos parlamentares. “Assim, a SBPC vem, por meio desta, solicitar aos Deputados da ALESP sua colaboração no sentido de evitar que esse grave retrocesso e impedimento ao progresso científico e tecnológico do estado de São Paulo seja efetivado.”

Instituições na mira do governo Doria

  • • Fundação Parque Zoológico de São Paulo;
  • • Fundação para o Remédio Popular Chopin Tavares de Lima (Furp);
  • • Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp);
  • • Instituto Florestal;
  • • Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo (CDHU);
  • • Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP);
  • • Superintendência de Controle de Endemias (Sucen);
  • • Instituto de Medicina Social e de Criminologia (Imesc);
  • • Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp);
  • • Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo “José Gomes da Silva” (Itesp).

por Redação Rede Brasil Atual

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SindCast #26 psicóloga explica perfil de chefes abusivos e como lidar com eles

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No episódio dessa semana, voltamos a abordar ambientes tóxicos de trabalho. Dessa vez o foco é nas relações estabelecidas com chefes abusivos. Como lidar com eles? Existe algum modo de melhorar uma relação desgastada por atitudes do seu chefe? Como preservar sua saúde mental em casos assim? Essas e outras questões são respondidas pela psicóloga Mariana Amaral e o diretor do SINTPq, Régis Carvalho. Confira o episódio e envie suas dúvidas e sugestões para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

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GeoMeridium oferece 2 vagas de bolsa Fapesp na área de TI

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A empresa GeoMeridium abriu vaga para duas bolsas de capacitação técnica. A companhia usa inteligência geográfica e análise de mercado a fim de preparar o pequeno empreendedor para abrir seu próprio negócio.

As bolsas

TT4: Front-End
A vaga consiste em desenvolvimento do sistema Web com recursos interativos que permitam análise geográfica. O valor da bolsa é de R$ 3.104,80 e os pré-requisitos incluem graduação com experiência de dois anos em TI ou mestrado na área. Também é necessário conhecimento em HTML, Javascript, CSS, Openlayers, PHP e SO Linux. O trabalho será desenvolvido a partir da plataforma i3Geo.

TT4A: Desenvolvimento de Sistema de Business Inteligence (BI)
A função desta vaga é desenvolver recursos que possibilitem a realização de análises estatísticas de forma integrada ao Sistema WebGIS. A remuneração dessa bolsa é de R$ 5.087,20. Os pré-requisitos também incluem graduação com experiência de dois anos ou mestrado em TI e os conhecimentos necessários são em HTML, Javascript, CSS, Openlayers, PHP, PostgreSQL + PostGIS e Java. O trabalho também será desenvolvido na plataforma i3Geo, mas com integração ao Saiku.

Inscrições
O período de inscrição teve início em 10 de julho, os currículos devem ser enviados para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. com o título “CANDIDATURA/BOLSA TT4-X”.

Vale lembrar que o período de duração da bolsa é de nove meses com dedicação de 40 horas semanais.

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SindCast #25 explica mudanças em direitos trabalhistas durante a pandemia 

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Desde o início da quarentena e com a popularização do trabalho home office, diversas MPs a respeito dos direitos trabalhistas foram lançadas. A advogada Thais Cremasco e o diretor do SINTPq, Régis Carvalho, explicam as principais medidas e comentam como os trabalhadores podem lutar contra ações inconstitucionais que violam seus direitos. Confira o episódio e envie suas dúvidas e sugestões para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

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Vacina cada vez mais próxima reforça importância dos investimentos em ciência

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Enquanto o Brasil vive um cenário crítico em sua ciência, com sucessivos cortes nos últimos anos, os avanços internacionais na vacina contra a Covid 19 mostram, mais uma vez, como os investimentos em pesquisa são fundamentais para qualquer sociedade.

Resultados preliminares da vacina que vem sendo produzida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, apontam respostas cada vez mais seguras e com poucos efeitos secundários para imunização contra a covid-19. Em artigo publicado nesta segunda-feira (20) na revista científica The Lancet, cientistas anunciam que o medicamento tem induzido a produção de respostas imunes tanto por anticorpo, como por células T, em até 56 dias depois da administração da dose.

Ao mesmo tempo, no Brasil, os laboratórios que poderiam estar contribuindo muito mais no combate ao vírus sofrem com falta de insumos e profissionais. Os índices de testagem muito aquém do necessário são um dos sintomas dessa grave doença que atinge a ciência nacional.

O SINTPq enfrenta essa realidade a cada campanha salarial em instituições públicas de pesquisa. No IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e na Amazul (Amazônia Azul Tecnologias de Defesa), por exemplo, estão sendo necessários processos de dissídio e greves para que os salários sejam corrigidos pela inflação.

A ciência não é a única afetada com essa política de desinvestimento. Em 2018, no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias 2019, o governo federal promoveu corte drástico nos investimentos públicos para saúde e educação. De acordo com os cálculos da consultoria de orçamento da Câmara dos Deputados, o corte na área da saúde foi de R$ 1,2 bilhão.

Na visão de Priscila Leal, dirigente do SINTPq e pesquisadora do IPT, o preço dessa política são as milhares de vidas perdidas para a Covid 19 e a ineficiência no combate à pandemia. Confira a seguir. 

Estas medidas são reflexos da Emenda Constitucional (EC nº 95), que congelou os investimentos por 20 anos. As consequências nefastas da ortodoxia econômica, em que investimentos nas áreas sociais, saúde e educação são vistos como gastos e reprimidos a qualquer custo são as milhares de vidas ceifadas pela Covid 19, e a insuficiência dos institutos de pesquisas e universidades brasileiras em responder prontamente às demandas urgentes para o enfrentamento de calamidades públicas. As empresas privadas de tecnologia tampouco têm interesse no atendimento à “fundo perdido” da população, e as PPPs (parcerias público-privadas) se mostram insuficientes para cobrir a demanda da sociedade.

Não fosse a visão reducionista dos “cabeça de planilha”, as instituições de ciência e tecnologia brasileiras teriam menor tempo de resposta entre o coronavírus e a vacina, UTIs desequipadas e ventiladores, descontrole epidemiológico e testes. Hoje não temos sequer condições de planejamento de políticas públicas para o combate ao Covid 19, pois com a falta de testagem em massa perde-se noção de quantos brasileiros encontram-se infectados. Estamos caminhando no escuro e tropeçando em corpos, e assim estaremos enquanto “gasto” em ciência e tecnologia pública, voltado aos interesses da população, não forem entendidos como investimento.

Priscila Leal
Dirigente do SINTPq

Foto principal: Tânia Rêgo/EBC

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A crise se chama Bolsonaro, afirmam movimentos ao pedirem impeachment já

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O nome da crise brasileira é Jair Bolsonaro, afirmam representantes de movimentos sociais, que nesta terça-feira (14) formalizam a entrega de pedido de impeachment na Câmara. No documento, afirmam que ao não considerar a gravidade da pandemia de coronavírus e entrar em conflito com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente da República tornou-se o principal responsável pelo agravamento da crise – econômica e sanitária. Para o presidente da CUT, Sérgio Nobre, o governo leva o país para uma “pandemia social”, com aumento ainda maior do desemprego e falência de empresas, principalmente as pequenas.

“Se ele não for impedido, vamos viver uma crise social sem precedentes”, afirmou o sindicalista. “Hoje, estamos dando este passo importante, mas ainda é preciso muita pressão social.”

O objetivo era entregar o pedido pessoalmente ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cuja agenda oficial não previa o encontro. Às 10h, por exemplo, quando começaria o ato diante do Congresso, Maia participaria de live com fundos de investimentos estrangeiros. Como representantes dos movimentos não foram recebidos, foi feita uma entrega simbólica, no gramado diante do parlamento, aos deputados petistas Carlos Zarattini (SP), Erika Kokay (DF), Natalia Bonavides (RN) e Paulo Pimenta (RS). O deputado gaúcho lembrou que se trata do pedido de número 49.

Adesões aumentam

Assinam o documento, além da CUT, entidades como Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), ISA – Instituto Socioambiental, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Negro Unificado (MNU), União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) e Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD).

Além dos movimentos, a lista tem centenas de assinaturas de personalidades, como o cantor e compositor Chico Buarque, a cineasta Laís Bodanzky, as atrizes Lucélia Santos e Dira Paes, o jornalista e escritor Fernando Morais, o padre Júlio Lancelotti, o humorista Gregorio Duvivier, a desembargadora Kenarik Boujikian, o economista Eduardo Moreira, as juristas Carol Proner e Deborah Duprat, o ex-jogador e comentarista Walter Casagrande Junior, a ex-jogadora de vôlei Vera Mossa e o jornalista Juca Kfouri, entre outros.

“Logo nós vamos bater a marca dos 100 mil mortos”, disse ainda Sérgio Nobre. “Mortes que poderiam ter sido evitadas, não fosse a irresponsabilidade dele (Bolsonaro) e de seus ministros”, acrescentou. “Não tem como o país sair da crise com Bolsonaro, porque Bolsonaro é a crise.”

Só com pressão

Ele avalia que o pedido só tramitará de fato no parlamento com pressão da opinião pública. “Os crimes de responsabilidade do Bolsonaro, e de irresponsabilidade, são inúmeros”, afirmou, diante do Congresso. “O maior deles, nós estamos dizendo desde março, no início da pandemia, que se o governo não tomasse medidas iríamos viver um genocídio.”

Sérgio afirmou que o governo, além de “desdenhar” da crise, tem “menosprezo aos pobres”. E dirigiu as principais críticas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que insiste no discurso do ajuste fiscal e da venda de patrimônio público. Ao mesmo tempo, disse que se não houver pressão popular não haverá impeachment. “Não temos nenhuma ilusão de que vamos entregar o pedido formal e o Congresso vai aprovar. O passo mais importante é a partir de já mobilizar nossas categorias, nossas bases”, afirmou.

Integrante da direção nacional do MST, Alexandre Conceição disse durante o ato que se trata de um governo “que não se comove com mais de 72 mil mortes no Brasil”. Além disso, “destrói o meio ambiente, a soberania popular, a soberania alimentar, a reforma agrária, a Amazônia, que assassina indígenas, negros, nossos quilombolas”.

por Redação Rede Brasil Atual

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