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Marcha pela Ciência: SINTPq e diversas entidades ocupam a Paulista em defesa da pesquisa nacional

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Na tarde de domingo, dia 7, cientistas, professores, pesquisadores e estudantes ocuparam a Av. Paulista para protestar contra os recentes cortes no setor da ciência nacional. O SINTPq participou e deu corpo a manifestação junto com outras associações como a Academia de Ciências do Estado de São Paulo, Associação Nacional de Pós-Graduandos, Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo e o Instituto Questão de Ciência.

Neste ano, os cientistas e professores denunciaram o desmonte do sistema de ciência, tecnologia, inovação e educação do Brasil, e alertaram para a gravidade das consequências que esse sucateamento gerará em um futuro próximo, com a perda da soberania nacional e o papel subalterno do país frente às nações desenvolvidas e em desenvolvimento, além do aprofundamento da situação de desindustrialização em curso.

Nas palavras do Prof. Dr. João Chaves (ADUNESP e Fórum das seis): “Não tem nenhum país do mundo que se diga desenvolvido que não tenha ciência, tecnologia e pensamento crítico de qualidade”.

Os manifestantes seguiram em passeata do Instituto Pasteur rumo ao MAPS, entoando as seguintes palavras de ordem: “Se você pensa que ciência é gasto, ciência não é gasto não, ciência é investimento para o futuro da nação” e “1, 2, 3, 4, 5 mil, se corta a ciência não avança o Brasil!”. O SINTPq marcou presença com o seu famoso “bonecão do Cientista”, que aparece em destaque nas fotos do evento.

O protesto comemora antecipadamente o Dia Nacional da Ciência e incluiu uma “Feira de ciências” que contou com equipamentos de robótica, descobertas da oceanografia, da medicina e de diversas outras disciplinas e transformou a rua em um grande laboratório ao ar livre.

Quem passava pela Av. Paulista pôde acessar a verdadeiras aulas ao ar livre, com demonstrações raramente acessíveis no dia a dia dos cidadãos, ministradas pelos próprios pesquisadores.

É necessário que a população conheça os resultados produzidos pela ciência para que se junte a luta. Mostrando que batalhar pela pesquisa não é apenas em prol das instituições, é também pelo seu benefício à população.

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Presidente do TST diz que reforma Trabalhista não foi feita para gerar empregos

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Dois anos após a aprovação da reforma Trabalhista, o Brasil continua registrando altos índices de desemprego, ao contrário das promessas de Michel Temer (MDB-SP), de que seriam gerados milhões de novos postos de trabalho com a flexibilização das leis.

As centrais sindicais já alertavam desde antes da tramitação do projeto que, além de não gerar empregos, a reforma ainda precarizaria as relações de trabalho no Brasil. E que geração de emprego só se consolida com aumento da atividade econômica.

A avaliação não é somente da CUT, sindicatos, economistas e juristas. Em entrevista à BBC News Brasil, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Batista Brito Pereira, afirmou que o “discurso de que a reforma Trabalhista geraria empregos foi um equívoco”. E ainda, que a nova lei “sabidamente não é capaz de gerar novos postos”.

Brito Pereira também compartilha da avaliação de que é o “desenvolvimento da economia” que estimula a geração de emprego e renda.

Por outro lado, o ministro afirma na entrevista que a reforma trouxe “modernização das leis” e que o resultado foi a diminuição no número de ações na justiça contra empregadores. “Um grande número de pessoas está até deixando de ingressar com a ação”.

Mas para o movimento sindical e especialistas em relações do trabalho, a diminuição do número de processos que reivindicam direitos não cumpridos pelos patrões tem como causa o medo de acionar a justiça e, se não ganhar a causa, ser obrigado a arcar com os honorários de advogado e custas processuais. Antes da reforma, trabalhadores que apresentassem insuficiência financeira, poderiam requerer a gratuidade.

O juiz do Trabalho da 15ª Região e ex-presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano, afirma que a reforma trouxe o temor no trabalhador diante das restrições e condições impostas, desestimulando que ele busque seus direitos.

“Tudo aquilo que exige uma prova um pouco mais trabalhosa, como provas periciais, o trabalhador teme não conseguir realizar e ter que pagar a perícia e o advogado da empresa no valor correspondente aos honorários”, afirmou Guilherme, que destaca que os trabalhadores mais pobres é que ficam em situação de risco sem a possibilidade de recorrer à gratuidade. “Isso é assustador, não é algo a se comemorar”.

A gratuidade da justiça é um dos pontos polêmicos da reforma Trabalhista que foi parar no Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público do Trabalho considerou a medida inconstitucional. O STF começou a julgar o caso em maio do ano passado, mas o julgamento foi interrompido com um pedido de vistas e não tem previsão para voltar à pauta.

Negociação coletiva

O presidente do TST, ministro João Batista Brito Pereira afirmou, na entrevista, que a reforma Trabalhista fomentou a negociação coletiva ajudando a criar uma nova “cultura de negociação”.

Para a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, a negociação é válida, desde que seja “a partir do que está garantido como direito pela lei”, ou seja, o chamado “negociado sobre o legislado”, mas sempre para avançar em direitos da classe trabalhadora.

Ela reforça que a atuação sindical é fundamental nesse processo para garantir a correlação de forças entre a o capital (patrões) e a mão de obra (trabalhadores). “Principalmente em tempos de crescente desemprego, os trabalhadores ficam mais vulneráveis a aceitar a exploração dos empresários e é aí que o sindicato forte protege ainda mais o trabalhador”, afirma Graça Costa.

por Redação CUT

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Marcha pela Ciência: Manifestação no dia 07/07 defende pesquisa nacional

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Ao lado da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e de outras entidades congêneres, a Associação dos Docentes da USP (Adusp), o CRE IPT, o SINTPq e a Assipt participarão da “Marcha pela Ciência SP 2019”, que será realizada na capital paulista no dia 7 de julho (domingo), a partir das 14h.

Não se trata de uma simples efeméride, pois a manifestação, que corresponde à comemoração antecipada do Dia Nacional da Ciência e do Dia Nacional do Pesquisador (8 de julho, mesmo dia em que foi fundada a SBPC em 1948), coincide com um dos piores momentos já enfrentados pela ciência nacional, que vem sofrendo com sucessivos cortes nos recursos destinados à pesquisa científica. Além disso, os cientistas e pesquisadores universitários vêm se deparando com ataques à ciência e com uma onda de obscurantismo sem precedentes.

Por essa razão, as entidades organizadoras esforçam-se para estimular a comunidade científica brasileira a se mobilizar tendo como mote esta data, “organizando e participando de atividades culturais e manifestações públicas em defesa da ciência e da educação”, como diz a SBPC.

Em Belo Horizonte a data será celebrada em 6 de julho, enquanto Rio de Janeiro e São Paulo promoverão atividades no dia 7 de julho. Em Brasília, a data será celebrada com um evento na Câmara dos Deputados, no dia 10.

Outras cidades deverão divulgar suas respectivas programações nos próximos dias. Todas as iniciativas buscam interagir com a sociedade, de modo a popularizar as conquistas cientificas e fortalecer as instituições públicas de pesquisa.

Em São Paulo estão previstas três diferentes atividades na Avenida Paulista, no dia 7. A primeira delas é a “Feira de Ciências do Dia Nacional da Ciência”, programada para iniciar-se às 10 horas e terminar às 17 horas. Os interessados poderão inscrever seus projetos de divulgação científica. A segunda atividade é o “Varal de Banners de Congresso”, onde serão exibidos trabalhos científicos apresentados em congressos. A outra atividade, de forte teor político, remete diretamente para a conjuntura brasileira: é a “Caminhada contra o obscurantismo”, que deve começar às 16 horas do domingo.

A organização do evento em São Paulo está a cargo dos seguintes grupos e entidades, além da SBPC e Adusp: Cientistas Engajados, Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp), Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG), Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Instituto Questão de Ciência (Iqc), Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp) e Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp).

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Acompanhe as novidades das campanhas salariais 2019

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Confira os recentes desdobramentos das campanhas salariais do SINTPq:

FIPT. Em assembleia no dia 25 de junho, os funcionários encerraram a campanha salarial 2019/20. A contraproposta aprovada garante as cláusulas do acordo coletivo anterior e a recomposição nos benefícios pelo IPC-FIPE (4,77%). Em relação aos salários, foram estabelecidos reajustes escalonados entre 4,77% e 9,77%, com até 5% de aumento real. Confira abaixo a divisão.

  • • Salários até R$ 2.000,00 = IPC-FIPE + 5% (Total: 9,77%)
  • • Salários entre R$ 2.000,01 e R$ 3.000,00 = IPC-FIPE + 4% (Total: 8,77%)
  • • Salários entre R$ 3.000,01 e R$ 4.000,00 = IPC-FIPE + 3% (Total: 7,77%)
  • • Salários entre R$ 4.000,01 e R$ 5.000,00 = IPC-FIPE + 2% (Total: 6,77%)
  • • Salários entre R$ 5.000,01 e R$ 6.000,00 = IPC-FIPE + 1% (Total: 5,77%)
  • • Salários acima de R$ 6.000,00 = IPC-FIPE

Amazul. A campanha salarial caminhou para Dissídio Coletivo após a empresa oferecer apenas 1,2% de reajuste salarial e os trabalhadores realizarem greve. Depois de audiência de conciliação, a Amazul ofereceu 2,5% de reajuste. Nos dias 10 e 11 de julho, os funcionários das duas unidades avaliarão a proposta em assembleia. 

Fundepag. Durante assembleia realizada no dia 27 de junho, em Campinas, sindicato e trabalhadores debateram as reivindicações para a campanha salarial. Uma lista de demandas foi definida e outra assembleia será realizada com os profissionais que atuam em São Paulo. O objetivo é acrescentar as reivindicações desses profissionais, a fim de construir uma pauta plural e representativa.

SIDI. A empresa paga no mês de março, por liberalidade, um bônus aos funcionários. Como esse valor não representa PLR (Participação nos Lucros e Resultados), configura-se natureza salarial. Portanto, os devidos encargos e seus reflexos devem ser recolhidos pelo SIDI, o que não ocorreu. Na segunda-feira, dia 24, SINTPq e SIDI realizaram reunião para discutir o pagamento das diferenças referentes ao bônus. A empresa informou que seu conselho administrativo concordou com o pagamento integral, com retroatividade de cinco anos.

Von Braun, Eurofins e FEALQ. No dia 2 de julho, assembleias no Von Braun e na Eurofins, às 11h e 14h, respectivamente, darão continuidade à discussão das reivindicações deste ano e do protocolo de representatividade. Na quarta-feira, dia 3, será a vez da FEALQ realizar esse debate em assembleia na sede da fundação, em Piracicaba.

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Podcast do SINTPq agora também está disponível no Spotify

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Em junho, o SINTPq lançou seu próprio podcast, visando levar mais informação aos profissionais da categoria. Os programas são disponibilizados via WhatsApp e pelo site do sindicato. Agora, o SindCast também está disponível no Spotify, uma das maiores plataformas de streaming do mundo.

Quem quiser conferir os programas só precisa buscar por SindCast no seu aplicativo ou na versão desktop. Cada edição aborda assuntos relacionados ao direito do trabalho e questões ligadas ao cotidiano do trabalhador brasileiro.

Para participar enviando dúvidas e sugestões, basta entrar em contato com o SINTPq pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou enviar mensagens de texto ou áudio para o WhatsApp (19 97416-5418).

Para acessar o programa no Spotify clique aqui

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Brasil é classificado como um dos 10 piores países para os trabalhadores

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Pela primeira vez, o Brasil está na lista dos dez piores países do mundo para os trabalhadores e trabalhadoras, de acordo com o Índice Global de Direitos da Confederação Sindical Internacional (CSI), divulgado na quarta-feira (19), durante a 108ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT (foto), que ocorre em Genebra, na Suíça.

O Índice Global de Direitos 2019 classificou 145 países de acordo com 97 indicadores reconhecidos internacionalmente. Esses indicadores apontam em quais países os trabalhadores e as trabalhadoras estão menos protegidos tanto no que diz respeito à legislação quanto à prática sindical.

Segundo o índice, Arábia Saudita, Argélia, Bangladesh, Brasil, Colômbia, Filipinas, Guatemala, Cazaquistão, Turquia e Zimbábue são os dez piores países do mundo para os trabalhadores.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, que está em Genebra, explicou que as recentes alterações na legislação trabalhista realizadas pelo governo de Michel Temer (MDB-SP) contribuíram para que o Brasil alcançasse esse “lamentável resultado”.

Dados do Índice Global de Direitos

O desmonte sistemático dos direitos democráticos dos trabalhadores no local de trabalho e a violenta repressão à greve e manifestações estão colocando em perigo a paz e a estabilidade no mundo, aponta o relatório do Índice Global de Direitos.

Os recursos de extrema violência contra todos aqueles que defendem os direitos trabalhistas têm resultado em prisões, assassinatos e restrição de direitos e de acesso à Justiça de milhares de trabalhadores e trabalhadoras.

Segundo o relatório, as prisões e perseguições têm tomado grandes proporções na Índia, Turquia e no Vietnã. Entre os 145 países analisados, os trabalhadores foram vítimas de violência em 52 países. Em alguns deles, como o Brasil, foram registradas mortes de sindicalistas.

Confira as principais conclusões do Índice Global de Direitos da CSI 2019:

  • • 85% dos países violam o direito de greve.
  • • 80% dos países negam a alguns trabalhadores ou a todos o direito de negociação coletiva.
  • • Passou de 92, em 2018, para 107, em 2019, o número de países que excluem os trabalhadores do direito de filiação aos sindicatos.
  • • Em 72% dos países, os trabalhadores não têm acesso à Justiça ou têm o direito restringido.
  • • O total de países que tem recorrido às prisões de trabalhadores aumentou, passando de 59, em 2018, para 64, em 2019.
  • • Dos 145 países analisados, 54 negam ou limitam a liberdade de expressão e reunião.
  • • As autoridades impediram o registro de sindicatos em 59% dos países analisados.
  • • Trabalhadores foram vítimas de violência em 52 países.
  • • Foi constatado assassinatos de sindicalistas em dez países: Bangladesh, Brasil, Colômbia, Filipinas, Guatemala, Honduras, Itália, Paquistão, Turquia e Zimbábue.

por Redação - Central Única dos Trabalhadores

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Mais da metade das famílias brasileiras acumula dívidas

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O total de famílias endividadas no Brasil já chega a 63,4% dos lares, de acordo com levantamento divulgado na terça-feira (11) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O aumento é 4,4 pontos percentuais a maior em comparação a igual período do ano passado.

O levantamento, que considera as dívidas que as famílias têm com cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, prestação de carro, seguro ou empréstimo pessoal feito com financiadores, indica que o número de inadimplentes cresce entre as famílias com até 10 salários mínimos em decorrência, sobretudo, do cartão de crédito e do cheque especial. Os dados revelam ainda uma média de 63 a 64 dias de atraso para o pagamento das faturas. E cerca ainda de 1/3 das famílias acumula dívidas há mais de um ano.

Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, o crescimento no número das famílias inadimplentes mostra a “fragilidade da economia brasileira”, como descreve à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual. “Não é um atraso conjuntural. No geral, está associado ao problema do desemprego e da ausência de uma renda garantida para fazer frente ao endividamento”, avalia.

De acordo com Clemente, o aumento do endividamento prejudica o consumo das famílias. Afeta negativamente a economia, o que torna fundamental, por parte do governo federal, um programa voltado à regularização dos devedores. “Um programa de regularização é também um programa que apoia à retomada do crescimento econômico, apoiando a capacidade de consumo das famílias e da regularização dos seus débitos para que elas possam ter capacidade de realizar o consumo e parcelamento das dívidas”, propõe o diretor técnico do Dieese.

Ouça a entrevista na íntegra

 

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Setor de transporte coletivo de SP adere à Greve Geral. Confira quem deve parar

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Trabalhadores no setor de transporte coletivo urbano estão confirmando adesão à greve geral da próxima sexta-feira (14), contra o projeto do governo de “reforma” da Previdência. Na cidade de São Paulo, motoristas e cobradores de ônibus, metroviários e ferroviários (CPTM) vão interromper atividades a partir da 0h. Outros municípios da região metropolitana, como os do ABC e de Guarulhos/Arujá, também podem participar do movimento. O governo paulista recorreu à Justiça e obteve liminares que limitam a paralisação.

O Sindirodoviários, que representa trabalhadores em transportes rodoviários no Espírito Santo, informou que a categoria vai participar da greve. Notificado, o sindicato patronal disse que recorrerá à Justiça. A expectativa é de que os rodoviários do Distrito Federal também parem na sexta-feira, segundo a CNTLL, confederação do setor filiada à CUT.

Ainda pelo balanço parcial da entidade, devem parar motoristas e cobradores em Salvador e Feira de Santana, também na Bahia, Natal e Mossoró (RN) e Maceió. Estão previstas paralisações na região de Sorocaba e do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo.

Segundo a Nova Central, estão confirmadas greves em Boa Vista e Petrolina (PE). No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, ainda não há confirmação se a paralisação será total ou parcial.

Metrô

Assembleia dos metroviários de São Paulo, na semana passada, confirmou paralisação na capital paulista. O sindicato de Pernambuco informou que a categoria também vai parar em Recife, assim como em Belo Horizonte.

A Federação Nacional dos Metroviários informou que também haverá greve em Porto Alegre e Teresina.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos do estado de São Paulo informou que obteve liminares contra a greve, no caso do Metrô e da CPTM, nesta última determinando manutenção de 100% do efetivo. A pasta disse considerar que o motivo da paralisação é “ideológico”.

por Redação RBA

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Governo corta mais 2.274 bolsas de pesquisa

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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (Capes) anunciou na terça-feira (4) o corte de mais 2.724 bolsas de pós-graduação. Somadas a outras 3.474 já bloqueadas pelo governo Bolsonaro (PSL), em maio, os bloqueios atingem 6.198 bolsas de pesquisa. Com essa medida, o congelamento de recursos na Capes superou a marca dos R$ 300 milhões.

As 2.724 bolsas serão congeladas a partir de junho de 2019, e o critério utilizado pela Capes foi o de avaliação. Elas atingem programas de pós-graduação com nota 3 em duas avaliações consecutivas ou que caíram de 4 para 3 pontos no último ciclo de avaliações – em uma escala de 1 a 7. Nesta terça, foram impactados 330 cursos.

No mês passado, a Capes já havia anunciado o corte de 3.474 bolsas – depois da repercussão negativa e da pressão nas ruas, 1.200 foram reabertas em cursos com conceitos 6 e 7. Na ocasião, porém, Anderson Ribeiro Correa, presidente da Capes, anunciou que um segundo corte poderia ser feito ainda neste semestre.

Dos pesquisadores que serão prejudicados com os cortes mais recentes, 2.331 cursam mestrado, 335 estão no doutorado e 58 são pós-doutorandos. A partir de junho, eles perderão as bolsas, que não poderão ser repassadas a outros estudantes.

por Portal Brasil de Fato

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STF protege grávidas de locais insalubres e impõe 1ª derrota à reforma trabalhista

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quarta-feira (29), por 10 votos a 1, que é inconstitucional o item da reforma Trabalhista que permite o trabalho de grávidas e lactantes em atividades consideradas insalubres.

"A decisão configura a primeira derrota da ‘reforma Trabalhista’", que tem inúmeros dispositivos inconstitucionais e é questionada no Supremo em diversas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs), comemora o advogado Ricardo Quintas Carneiro, da LBS Advogados.

O voto do relator, ministro Alexandre Moraes, que há um mês havia concedido liminar suspendendo incisos do artigo 394 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) alterados pela “reforma”, foi acompanhado e defendido pela maioria dos ministros da Corte, exceto pelo ministro Marco Aurélio, único voto divergente. Luiz Fux ressaltou que “o Estado não pode impor escolhas trágicas a quem quer constituir uma família”.

Na tribuna, a CUT posicionou-se pela procedência da ação, ressaltando que a norma impugnada desrespeita, inclusive, as garantias à família, à saúde, à maternidade e à infância, inscritas no art. 25, itens 1 e 2, da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Entenda os fatos

Na quarta-feira, o STF julgou em plenário a ação da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) que alegou “flagrante violação aos fundamentos da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho, princípios norteadores da República Federativa do Brasil, bem como o objetivo fundamental da república de erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.

O texto da nova Lei, que alterou 113 pontos da legislação e praticamente rasgou a CLT, incluindo o que previa que a mulher gestante ou lactante poderia trabalhar em locais insalubres, estabelecia que a mulher que trabalha em condições de insalubridade média ou mínima seria afastada apenas se conseguisse um atestado médico, que geralmente é cedido pelo médico do trabalho da própria empresa.

Isso significava que o médico é quem decidiria se a trabalhadora de uma fábrica, exposta a barulhos ensurdecedores e repetitivos, poderia ser afastada ou não. É o que ocorreria também com as trabalhadoras da saúde, como é o caso das enfermeiras que, nos hospitais, são expostas ao perigo do contágio de doenças, contato com produtos químicos e proximidade com aparelhos de raio-x ou ultravioleta. Esses são casos de insalubridade considerados de grau médio, de acordo com a Norma Regulamentadora nº 15, do Ministério do Trabalho.

Com a decisão do STF, voltam a valer as normas anteriores, ou seja, quando a mulher engravidar, automaticamente será afastada de atividades consideradas perigosas para a sua saúde e a do bebê, independentemente do grau de insalubridade - máximo, médio ou mínimo.

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IFSP Campinas oferece especialização em Ciência de Dados

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O Câmpus Campinas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) está conduzindo estudo para a oferta GRATUITA de curso presencial de Especialização em Ciência de Dados (pós-graduação lato sensu), aberto aos candidatos diplomados em cursos de graduação. O curso está previsto para ser oferecido nas instalações do Câmpus Campinas, com carga horária mínima de 360 horas, conferindo ao concluinte o título de especialista.

Para melhor entendimento da demanda para o curso, pedimos a colaboração dos interessados em preencher o formulário a seguir. As respostas serão utilizadas para nortear a elaboração do projeto pedagógico e qualificar o público-alvo a ser atendido. Ao final do questionário, os interessados terão a opção de deixar um e-mail para contato e receber informações sobre a abertura de turmas.

De acordo com o planejamento institucional vigente, o curso de especialização está previsto para ser ofertado no ano de 2020. Os critério de ingresso (processo seletivo) e o detalhamento do programa serão oportunamente divulgados por ocasião do lançamento do projeto pedagógico.

Aproveitamos sua atenção para apresentar nossa instituição. Os Institutos Federais são autarquias federais de ensino ligadas ao Ministério da Educação, com 110 anos de existência e presentes nas 27 unidades da federação. Em São Paulo, o IFSP está localizado em 37 cidades do estado e conta, em 2019, com mais de 60.000 matrículas em todos os níveis de ensino. Com infraestrutura de apoio e corpo docente altamente qualificado, possui como lema "Ensino Gratuito e de Qualidade". Ainda não conhece o IFSP? Acesse www.ifsp.edu.br e conheça-o agora!

ACESSE O FOMULÁRIO

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Novos atos em defesa da educação e ciência acontecem dia 30

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Um novo dia de manifestações contra os cortes na educação está sendo programado para 30 de maio, quinta-feira, em diversas cidades do país. A mobilização, que vem sendo organizada por movimentos estudantis, conta com a adesão de centrais sindicais, como a CUT, CTB, CGTB, CSB, UGT, Força Sindical e Nova central. 

A nova mobilização tem como objetivo continuar a exercer pressão sobre o governo, aproveitando o engajamento de mais de 1 milhão de pessoas que participaram das manifestações do dia 15 em várias capitais em todo o país. A Greve Geral da educação é vista como um sucesso e foi até chamado de "tsunami da educação".

A manifestação é uma resposta ao desmonte da educação promovido pelo governo federal, que bloqueou em 30% o orçamento das universidades federais e congelou grande parte das bolsas de pesquisa de pós-graduação. As ações do governo não só afetam pesquisas como também trabalhadores da educação e diferente setores da sociedade civil.

A paralisação do dia 30, como foi a do dia 15, é uma preparação para a Greve Geral que acontece no dia 14 de junho, e além de apoiar a defesa da educação brasileira combate a reforma da Previdência, medida do governo que ataca diretamente o trabalhador e destrói  sua seguridade social.

Por esse motivo entre os dias 27 a 31 as centrais sindicais promoverão a Semana Nacional de Coleta de Assinaturas do Abaixo-Assinado contra a reforma, que será entregue ao Congresso Nacional em junho.

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