Menu
Acontece

Acontece (833)

‘Temos que pensar em outras formas de combater enchente em São Paulo’, diz geógrafo

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Para o professor Wagner Ribeiro, do Departamento de Geografia e do programa de pós-graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), as imagens de destruição causadas pelas chuvas que caíram sobre a cidade de São Paulo no dia 10/02 “são o resultado da inação (do poder público) em reter água nas cabeceiras dos rios”. “Nós temos que pensar em outras formas de combater enchente em São Paulo”, advertiu, em entrevista na terça-feira (11) à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.

Em participação anterior no Jornal Brasil Atual, Wagner Ribeiro, ao comentar sobre estragos recentemente provocados pelas chuvas em Belo Horizonte, alertou que a situação de São Paulo não era muito diferente, “porque estamos assistindo a esse desmonte de todo o aparato de gestão”. De acordo com o geógrafo, é preciso “renaturalizar” os rios da cidade, deixando com que eles cumpram suas funções naturais, além de aumentar a permeabilização dos corpos d’água e do solo e implementar ações para reter as águas nas cabeceiras. No entanto, dos R$ 4 milhões orçados para investimentos no sistema de drenagem da cidade, nenhum centavo foi gasto com o serviço.

“As marginais, elas são parte do leito natural do rio, são zonas de expansão naturais do rio. Então não há nenhuma surpresa de essa água se espraiar. Nossa surpresa é, na verdade, não ter ações para evitar os prejuízos lamentáveis que a gente assiste frequentemente, todos os anos, a partir dessa má gestão de toda a drenagem urbana que nós temos na cidade de São Paulo”, ressalta.

Mudanças climáticas

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (GCE), entre a noite de domingo e a tarde de segunda-feira – período de pouco mais de 12 horas –, choveu metade do esperado para todo o mês de fevereiro. Ribeiro ressalta que esse volume, em parte, é parte dos eventos extremos que a sociedade já acompanha em decorrência das mudanças climáticas.

Ainda segundo o professor da USP, uma confluência de chuvas provenientes da Amazônia, com a presença de uma frente fria também fez aumentar a quantidade e a intensidade da precipitação. “Ontem nós tivemos um volume de água extraordinário, batendo recorde dos últimos anos em chuva acumulada no mesmo período. Isso pode acontecer de novo, sem dúvida e nós não estamos preparados para enfrentar essa situação.”

O geógrafo acrescenta que os prejuízos são enormes, principalmente para a população de baixa renda, a mais prejudicada. “Quem sofre mais é quem está na periferia, que não consegue chegar ao seu local de trabalho, que vive de diária, do seu dia a dia, ganhando o pão de hoje para poder comer amanhã, esse é o maior prejudicado”, destaca.

Por Clara Assunção | Redação Rede Brasil Atual

Leia mais ...

SindCast debate as propostas de redução da jornada de trabalho

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Recentemente, a Finlândia iniciou debates sobre a redução da jornada de trabalho para quatro dias semanais. A diminuição das horas de trabalho já foi testada e adotada em diferentes países e empresas. No Brasil, o assunto ainda é pouco debatido e, justamente por isso, o SindCast desta semana abordará essa questão com o doutor em sociologia pela USP, Jonas Tomazi Bicev, que estudou o tema em seu doutorado. Quais os benefícios e impactos que a redução de jornada poderia trazer? Essa mudança está próxima? Afinal, precisamos trabalhar tanto? Confira tudo isso no episódio e participe enviando seus comentários pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

Clique aqui para ouvir no Spotify

Agora o SindCast também possui uma página oficial no Facebook. Acesse @SindCast, deixe a sua curtida e compartilhe com seus amigos.

Leia mais ...

Privatizar Serpro e Dataprev põe em risco a sua vida pessoal e financeira

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Seus dados confidenciais poderão ficar nas mãos de empresas privadas e estrangeiras caso o governo de Jair Bolsonaro cumpra a promessa de privatizar a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Mesmo para quem acredite que não há nenhum problema em ser importunado a qualquer hora do dia por empresas de telemarketing, que poderão ter livre acesso a seus números de telefones residencial e celular, o “buraco é mais embaixo”, como diz o ditado popular.

As duas estatais são responsáveis pelo armazenamento de dados sigilosos e estratégicos do país, de empresas e de milhões de brasileiros. O Serpro processa 90,5 milhões de impostos de renda anualmente tanto pessoa física como jurídica.

O Serviço Federal de Processamento armazena os dados da Agência Brasileira de Inteligência, do sistema de comércio exterior, das transações que passaram pelos portos e aeroportos nacionais, do imposto de renda, emissão de passaportes, carteiras de motoristas, CPF, CNPJ e o pagamento do Bolsa Família, entre outras informações sigilosas da vida dos brasileiros, da União, do Legislativo e do Judiciário.

Em seus 55 anos, o Serpro tem mais de 10 premiações como a melhor empresa digital do país por sua inovação e gestão.

Dos seus 3353 sistemas ativos, 3200 serviços já estão digitalizados sendo 1500 disponibilizados para a sociedade brasileira pela internet, dando oportunidade ao cidadão de acessar através de 48 aplicativos em celulares, centenas de serviços como carteira nacional de habilitação, certificado de registro de licenciamento, carteira profissional , emissão de CPF e CNPJ, além de imposto de renda pessoa física e jurídica, certificado digital em nuvem, passaporte e acesso a requerimentos em cartórios, certidões negativas e acompanhamento dessas e outras demandas.

Já o Dataprev, além de processar os dados da Previdência Social, como o dos pagamentos de aposentadorias, pensões e seguro desemprego, possui todos os registros de nascimento e óbitos no país, cadastros trabalhistas de nacionais e estrangeiros e detalhes das empresas registradas em todos os Estados. São 15 bilhões de dados de vínculos e remunerações que constam no Cadastro Nacional de informações Sociais (CNIS).

Os 720 sistemas da estatal têm todo o cadastro da Previdência Social, todos os vínculos dos trabalhadores e dos empréstimos consignados, entre outros dados da vida laboral dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Segundo Telma Dantas, diretora de política da Federação Nacional dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados (Fenadados), a privatização não é apenas uma questão de ser importunado por empresas de telemarketing. São dados fiscais desde que nascemos até morremos, dados previdenciários seus e toda a sua família que ficarão nas mãos de terceiros.

“Não tem como você deixar que isso saia da guarda e proteção do Estado. Não tem como achar normal ter seus dados privatizados. São as suas certidões de nascimento, de casamento, sua carteira profissional. É a sua vida nas mãos de uma empresa privada, que poderá ser estrangeira”, diz Telma .

A dirigente lembra que informação é poder e essas informações são uma preciosidade não só para empresas privadas as utilizarem para ter vantagens econômicas, mas porque a tecnologia da informação é o principal instrumento de organização de uma sociedade, não só a brasileira como a do mundo.

“Se você não tem um sistema em que pode confiar, a quem se dirigir, vamos chegar a um momento que não teremos a quem recorrer e não teremos confiança em mais nada”, avalia Telma.

por Rosely Rocha - Redação CUT

Edson RimonattoEDSON RIMONATTO

Leia mais ...

Taxa para cheque especial poderá afetar mesmo quem não usa o limite

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Começaram a valer, na semana passada, as novas regras para o cheque especial, umas das modalidades de crédito com juros mais altos do mercado. De acordo com a resolução do Banco Central que instituiu a mudança, as instituições financeiras só poderão oferecer esse tipo de crédito com juros mensais de até 8% ao mês (150% ao ano). Porém, a pretextos de “reduzir juros”, os bancos poderão cobrar, a partir de agora, uma taxa de 0,25% apenas para incluir o cheque especial na conta do cliente, mesmo que ele não use.

Fica isento de tarifa quem tem até R$ 500 de limite no cheque especial. Acima desse limite, o percentual passa a ser cobrado. Nesta primeira fase, a cobrança só acontecerá para quem abrir uma nova conta. Para quem já tem cheque especial, a mudança começará a valer a partir do dia 1º de junho.

As alterações foram definidas em novembro pelo Banco Central. Até então, não havia nenhuma limitação de taxa para o cheque especial, cuja média de juros cobrada ultrapassava os 12% ao mês.

Caso o cliente possua um limite de R$ 4.000 no cheque especial, ele passa a ter que pagar uma tarifa mensal de R$ 8,75, que corresponde a 0,25% de R$ 3.500, já que os outros R$ 500 estão na faixa de isenção. Se o cliente usar o cheque especial, o valor da tarifa será descontado sobre os juros que ele terá de pagar pelo uso do crédito. Na prática, portanto, a tarifa só é cobrada para disponibilizar o serviço, desde que o cliente não use.

De acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), o consumidor deve ficar atento e rever o quanto tem disponível de limite de cheque especial em sua conta, para evitar pagar uma tarifa de um valor que não vai utilizar.

Outra orientação da entidade é que as pessoas evitem ao máximo o uso do cheque especial, devido ao alto valor dos juros, que só perdem para os juros cobrados no cartão de crédito, que ultrapassam os 200% ao ano.

“Muitas pessoas cometem o erro de utilizar o cheque especial como extensão de renda, por isso apesar dos juros altíssimos cobrados, ele segue como uma das modalidades de crédito mais usadas pelos correntistas que excedem o orçamento no final do mês. Porém, fica o alerta de que o cheque especial deve ser evitado ao máximo. Ele deve ser usado em situações de extrema emergência e por um curtíssimo prazo para evitar ter que contratar um empréstimo para quitar o cheque especial”, afirma a Proteste, em nota.

Ação da OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é contra a cobrança de tarifa pela disponibilização do cheque especial e ingressou na Justiça com uma ação civil pública para barrar a medida. O caso deverá ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a OAB, cobrar pela disponibilização de crédito não utilizado fragiliza a proteção do consumidor, além de ser ilegal e inconstitucional. Segundo dados do próprio Banco Central, do universo de 80 milhões de pessoas que possuem contas bancárias, cerca de 19 milhões podem ser afetadas com a nova mudança, por possuírem limite de cheque especial acima de R$ 500.

por Pedro Rafael Vilela | portal Brasil de Fato

Leia mais ...

Primeira-ministra da Finlândia sugere semana de trabalho de quatro dias

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

A nova primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, sugere a adoção de uma jornada de trabalho alternativa, de 6 horas por dia e quatro dias na semana. A proposta de campanha de Marin, a mulher chefe de Estado mais jovem do mundo, foi relembrada pelo jornal britânico Daily Mail.

“Acredito que as pessoas merecem passar mais tempo com as suas famílias e os seus amigos, ocupados com hobbies ou a dar atenção a outros aspetos da vida, como a cultura. Este poderia ser o próximo passo para nós na vida profissional”, disse Marin, antes de se tornar primeira-ministra.

A proposta de Marin é baseada em experiências anteriores que sugerem que a alteração seria benéfica. Em agosto, a Microsoft do Japão implantou uma semana de 4 dias e registrou um aumento de 40% na produtividade. O modelo também já é utilizado na Suécia desde 2015 e apresenta bons resultados.

“É importante permitir que os cidadãos finlandeses trabalhem menos. Não se trata de governar com um estilo feminino, mas de oferecer ajuda e manter as promessas aos eleitores”, afirmou Marin, que defende a medida desde quando era ministra dos Transportes.
Atualmente, a jornada padrão de trabalho na Finlândia é de oito horas por dia, cinco dias na semana (40h semanais).

Por Gabriella Sales - Revista Fórum

Leia mais ...

Fotos da Confraternização SINTPq 2019 já estão disponíveis

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Chegou a hora de conferir as belas imagens da Confraternização SINTPq 2019, realizada no dia 30 de novembro. O evento ocorreu no Hotel Estância Atibainha, em Nazaré Paulista, e reuniu mais de 500 associados e familiares.

As imagens já estão disponíveis em um grande álbum na página do SINTPq no Facebook. Acesse o link abaixo e confira.

Fotos Confraternização SINTPq 2019

Leia mais ...

SindCast 15: Entenda os processos de Dissídio Coletivo, suas etapas e implicações

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Quando a via negocial não é suficiente para garantir o respeito aos direitos dos trabalhadores, é preciso apelar para a esfera jurídica. Esse processo é conhecido como Dissídio Coletivo e, apesar de comum no mundo do trabalho, ainda gera dúvidas entre os profissionais brasileiros. Afinal, o que é um Dissídio Coletivo e quais são as suas etapas? Para responder essas e outras questões, o último SindCast do ano conversa com Márcio Foz, advogado trabalhista e especialista no assunto. Confira o episódio e envie seus comentários ou relatos pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

Clique aqui para ouvir no Spotify

Leia mais ...

Engenharia brasileira tem o desafio de retomar empregos e investimentos

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

O ano de 2019 não foi suficiente para a retomada da atividade econômica e do emprego no Brasil. Com os baixos índices de crescimento na indústria e construção civil, a engenharia brasileira custa a se recuperar após a Lava Jato. O cenário pode piorar na medida em que não existe uma política de retomada dos investimentos e que a agenda econômica passa pela privatização.

O Brasil tem mais de 1 milhão de profissionais engenheiros e engenheiras espalhados em diversos ramos de atividade. O Paraná tem 61.085 engenheiros com registro válido no CREA-PR. A engenharia brasileira é a ponte para o desenvolvimento e a crise econômica é a barreira para os empregos dos engenheiros. Se de um lado, a indústria de transformação e a construção civil abriram as portas, de outro, depois de 2014, a queda de empregos ocorreu, sobretudo, na redução de investimentos em obras públicas e estruturais, além da reforma trabalhista.

“No Brasil, a Reforma Trabalhista institui uma intensa precarização das relações de trabalho, expandindo a informalidade e o rebaixamento dos salários. A superação da crise se dará com valorização da engenharia nacional, com investimentos públicos em infraestrutura e uma economia com a presença do Estado e da soberania”, destaca Clovis Nascimento, presidente da Fisenge.

Do boom à estagnação

Quando analisada a origem do investimento público, percebeu-se que, em todos os anos, que o boom se deveu, em sua maior parcela, aos investimentos com origem nas empresas públicas da União, tendo atingido 1,9% do PIB em 2010 e 2013. É o período de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa, Minha Vida, obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

“A ocupação total de engenheiros começou a cair em 2016, após atingir o maior patamar em 2015 (504 mil engenheiros), um ano depois do início da queda do número de vínculos formais da engenharia, que chegou a registrar 262 mil vínculos em 2014”, anota o livro “O mercado de trabalho e a formação dos engenheiros no Brasil”, produzido pela Fisenge e DIEESE.

Os engenheiros reconhecem o papel central do Estado Brasileiro. Pesquisa realizada durante a 76ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA) apontou que mais de 80% dos engenheiros são a favor do papel do Estado na estratégia de desenvolvimento do país. A análise ainda perguntou sobre atuação profissional, posicionamento político, expectativas para o mercado de trabalho da área e conhecimento sobre a tramitação da PEC 108/2019. 77,4% se mostram contrários à proposta.

Em relação ao cenário econômico, 44,3% dos engenheiros acreditam que tende a melhorar nos próximos 2/3 anos, enquanto 25,5% esperam que se manterá estável e 23,9% confiam que tende a piorar.

Contudo, os números atuais contrariam qualquer otimismo. Para o DIEESE, que analisou a atividade econômica entre 2018 e 2019, o cenário é de uma economia em semi-estagnação. Apesar de alguma melhora nos investimentos e no consumo das famílias, o recuo de gastos do governo e as variações negativas da indústria de transformação indicam que esse baixo dinamismo deve continuar.

“Vai se consolidando um cenário, para 2020, de crescimento vagaroso, em meio à incerteza sobre os rumos da política econômica: o “novo normal” da economia brasileira é crescer a taxas mais discretas, insuficientes para sustentar a expansão do emprego assalariado formal”, frustra o Dieese.

por redação Portal Brasil de Fato - Curitiba | Edição: Pedro Carrano

Leia mais ...

SindCast 14: Advogada explica mudanças do programa verde e amarelo

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Em novembro, o governo lançou a Medida Provisória 905, apelidada de carteira verde e amarela. Criada para estimular a admissão de jovens entre 18 e 29 anos, a MP reduz custos de contratação e demissão de profissionais que recebem até 1,5 salário; além de alterar a regulamentação de profissões, atuação do Ministério Público do Trabalho e modificar mais de 76 artigos da CLT. Para explicar as mudanças mais significativas ao trabalhador e seus impactos, o Sindcast 14 tem como convidados a advogada trabalhista Thaís Cremasco, que atua no escritório Advocacia Cremasco, responsável pelo jurídico do SINTPq, e José Paulo Porsani, presidente do sindicato. Confira o episódio e envie seus comentários ou relatos pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

Clique aqui para ouvir no Spotify

Leia mais ...

Greve dos petroleiros é suspensa com avaliação positiva

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Na tarde de quarta-feira (27), após assembleias com os trabalhadores, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) suspendeu a greve nacional iniciada segunda-feira. Ao longo desses três dias, diversas manifestações ocorreram em todo o Brasil focadas em chamar a atenção da sociedade para as políticas de demissões e reajustes constantes nos preços de combustíveis promovidos pela atual gestão da Petrobrás.

Mesmo em estado de greve, os petroleiros cumpriram o compromisso de garantir a produção e abastecimento de combustíveis para todo o país. Toda mobilização foi considerada positiva pela categoria e contou com passeatas de conscientização, ações solidárias, doação de sangue e distribuição de cestas básicas.

A greve foi motivada pelo descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), mediado pelo TST, por parte da Petrobrás. Segundo a FUP, a empresa atrelou metas de segurança, saúde e meio ambiente ao pagamento de bônus e concessão de vantagens. Para a federação esses critérios ferem o ACT e podem precarizar as condições de trabalho além de elevar o desemprego.

Durante negociação, os petroleiros incluíram em sua pauta de reivindicações o pedido de redução nos preços de gasolina, diesel e gás natural. Os profissionais argumentam que a empresa tem plenas condições de aplicar preços mais acessíveis para a população, defendendo a existência de um controle social que garanta preços justos a todos os brasileiros.

A federação não descarta uma nova greve e já organiza ações contra a possível privatização da empresa. Com o slogan “Petrobrás: venda à vista, consequências a prazo” todo setor e sindicatos iniciam sua campanha em defesa do patrimônio nacional.

Por Fagner Silva | Comunicação SINTPq
Com informações de Rede Brasil Atual e Sindipetro SP

Leia mais ...

Programa ‘verde-amarelo’ não cabe em MP e interfere na ação do Ministério Público, diz Procuradoria

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

A Medida Provisória (MP) 905 “não observa os requisitos constitucionais”, como relevância e urgência, e seus temas deveriam ser objeto de processo ordinário, como projeto de lei. A MP trata indevidamente de prerrogativas do Ministério Público do Trabalho (MPT) e não foi precedida de consulta tripartite, ferindo convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT). As conclusões constam de nota técnica do próprio MPT, que faz vários senões à medida baixada na semana passada pelo governo, supostamente para “facilitar” a contratação de jovens de 18 a 29 anos em seu primeiro emprego, por meio da redução de direitos.

Na nota assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Alberto Bastos Balazeiro, e mais cinco procuradores, o MPT questiona, entre outros itens, as restrições estabelecidas pelo governo nos chamados termos de ajustamento de conduta (TACs), firmados com empresas que violam normas trabalhistas. Além de limitar a R$ 100 mil valores das multas, que em alguns casos atingem a cifra dos milhões, a MP 905 obriga a destinar todo recurso arrecadado ao recém-criado Programa de Habilitação e Reabilitação Física e Profissional, Prevenção e Redução de Acidentes de Trabalho. Até agora, a Procuradoria poderia destinar esses valores a programas diversos nas regiões atingidas.

Em maio, por exemplo, um hospital para prevenção e diagnóstico precoce do câncer foi inaugurado em Piracicaba, no interior paulista. Os recursos vieram após acordo originado de uma ação civil pública do MPT, no caso conhecido como Shell-Basf, de contaminação em uma fábrica de agrotóxicos, que levou à morte de dezenas de pessoas. Esse acordo se desdobrou em um barco-hospital na região amazônica.

O Ministério Público lembra que o TAC é parte do Direito processual, previsto na lei de ações civis públicas, e difere do termo de compromisso firmado no âmbito do Ministério da Economia, que é administrativo. “A limitação ao alcance dos termos de ajustamento de conduta pode ir na contramão do que foi pronunciado como um dos objetivos da reforma trabalhista, que é o de diminuição das demandas”, observa o MPT, lembrando ainda que o TAC “é negócio jurídico e, portanto, tem como pressuposto a autonomia da vontade e o consenso entre as partes”. Os procuradores contestam ainda o “prazo máximo de dois anos” fixado na MP 905, afirmando que os acordos podem ter período indeterminado.

Reparação

Na nota técnica, o MPT afirma que as ações civis públicas e o TACs se inserem no instrumento jurídico conhecido como dano moral coletivo, que é o que vai “restituir, reparar ou compensar à sociedade a lesão que lhe foi causada”. “Inexiste, portanto, qualquer restrição aos seus valores ou à sua destinação, sendo incabível qualquer obrigatoriedade de reversão para fundo ou programa determinado, sob pena de ferir-se o próprio direito de ação, em clara violação ao devido processo legal, um dos direitos fundamentais de nosso ordenamento jurídico constitucional”, acrescenta.

A MP “trata de matéria pertinente a prerrogativas do Ministério Público do Trabalho, não sendo isto possível por medida provisória”, diz ainda o MPT, citando artigos da Constituição. Além disso, a medida “não foi precedida de uma efetiva consulta tripartite, notadamente a representantes de trabalhadores e de empregadores, o que é exigido pela Convenção n. 144, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a qual foi ratificada pelo Brasil”.

Na semana passada, o procurador-geral já havia dito, por meio de nota, que o MPT – sem ser consultado – foi “afetado por disposições que limitam a sua atuação e a do próprio Poder Judiciário na reparação de violações a direitos difusos e coletivos, tendo sido criados empecilhos à recomposição dos bens jurídicos atingidos mediante destinação de indenizações e multas cominatórias, o que será objeto de todas as providências cabíveis visando a correção de tal equivocada interferência, inclusive porque tais disposições não guardam qualquer relação com os objetivos enunciados, de geração de empregos”.

Por Redação RBA

Leia mais ...

SindCast 13 discute Síndrome de Burnout e exaustão no trabalho

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Você já sentiu um cansaço que parece crônico? Já se sentiu esgotado o tempo todo devido ao seu trabalho? Situações como essa podem estar relacionadas à síndrome de burnout, distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastantes. O SindCast 13 aborda esse tema conversando com o psicanalista Clóvis Castro dos Santos. Durante o programa, Clóvis explica os sintomas, causas, tratamentos e todo o contexto social que envolve essa síndrome, que se torna cada vez mais comum no mundo do trabalho. Confira o episódio e envie seus comentários ou relatos pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

Clique aqui para ouvir no Spotify

Agora o SindCast também possui uma página oficial no Facebook. Acesse @SindCast, deixe a sua curtida e compartilhe com seus amigos. 

Roteiro, Produção e Edição

Secretaria de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia-SP
• Ricardo Andrade - MTb 0081389/SP
• Fagner Silva
Contato, sugestões e dúvidas: (19) 974165418

Leia mais ...
Assinar este feed RSS