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Manifestações em Campinas e SP marcam o 8 de março. Confira a agenda

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O Dia Internacional da Mulher será novamente uma data de luta em 2020! Manifestações já estão programadas para Campinas e São Paulo. A pauta dos atos combate as políticas e declarações machistas do governo Bolsonaro e todas as formas de violência contra a mulher. Os movimentos também exigem respeito à democracia e aos direitos sociais e exigem justiça para Marielle Franco, cuja morte segue impune.

As manifestações reunirão coletivos de mulheres, movimentos sociais, entidades sindicais e milhares de pessoas dispostas a enfrentar a desigualdade de gênero e a violência contra a mulher. Acompanhe abaixo os locais e horário.

Campinas
Dia 7 de março
A partir das 9h
Concentração no Largo do Rosário – Centro

São Paulo
Dia 8 de março
A partir das 14h
Concentração na Av. Paulista, 1853 (Parque Mario Covas), duas quadras a frente do MASP

Além de Campinas e São Paulo, mobilizações ocorrerão em todo o país. Confira as ações programadas no resumo a seguir.

Amazonas
As mulheres do Amazonas farão um ato unificado com o mote “Mulher, Democracia, Paz e Trabalho”. O protesto acontecerá no dia 6, a partir das 14 horas, no Largo São Sebastião que fica na Zona Franca, em Manaus.

Alagoas
O mote das alagoanas é “Mulheres na Luta por Territórios Livres e Corpos Vivos”. O lema delas remete ao grito das trabalhadoras em defesa dos territórios soberanos, plenos em direitos, em respeito aos modos de vida construídos no campo, na floresta e nas águas. Elas farão uma roda de conversa sobre o lançamento da semente de criola, a partir das 9 horas, na Praça Centenária, no centro de Maceió. E às 15 horas, as trabalhadoras participarão de um ato público e atividade cultural na praia de Pajuçara.

Amapá
Com o mote “Manas na Luta contra Bolsonaro, Machismo, Feminicídio e a Violência Obstétrica”, as mulheres do Amapá estão convocando todas e todos para um ato público na Praça Floriano Peixoto, em Macapá, a partir das 15 horas. Durante a mobilização acontecerão outras atividades, como feirinha das manas, roda de conversa com o tema “saber amar é saber respeitar”, declaração de poesias, dança circular em torno de um útero, distribuição de panfletos, duas unidades móveis ofertando serviços psicossocial e jurídico, varal de fotografias de lutas das mulheres amapaenses e cirando materna com roda de conversa sobre violência obstétrica.

Bahia
A partir das 9 horas, as baianas vão se concentrar no monumento do Cristo da Barra para uma caminhada, no qual o percurso só será decidido em assembleia no local. Depois elas farão um ato público.

Brasília
Com o slogan “Pela Vida das Mulheres, contra o Racismo, o Machismo e o Fascismo”, as trabalhadoras do Distrito Federal vão denunciar a ausência de Políticas Públicas no Estado numa marcha que sairá do Parque da Cidade às 9 horas. Elas vão passar por Buriti e terminar no Espaço Funarte, ao lado da torre de TV, com um festival cultural.

As mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que estarão reunidas em Brasília, também vão participar da mobilização. A concentração está marcada para as 8h.

Ceará
Na capital cearense, em Fortaleza, o ato unificado será na Praia de Iracema, a partir das 13 horas na Rua Dragão do Mar, 81.

Espírito Santo
No Espírito Santo o ato será antecipado. No dia 6 de março, uma caminhada está prevista para acontecer a partir das 15 horas. Com o mote “Basta de Violências! Mulheres nas Ruas por Direitos”, a marcha terá concentração em frente a Casa Porto das Artes Plásticas e a Defensoria Publica, na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitoria.

Goiás
Também no dia 6, as trabalhadoras de Goiás farão uma roda de conversa na sede da CUT com a escritora Cidina da Silva. E no dia 8, a partir das 9 horas, as mulheres farão um ato na Praça dos Trabalhadores com homenagens, exposições e panfletagens.

Maranhão
A CUT e demais centrais sindicais definiram que o ato será no dia 09/03 na Praça Deodoro e seguem em caminhada até o Centro Histórico na Beira-Mar, onde haverá atrações culturais

Mato Grosso
Mulheres da CUT estadual, dos movimentos sociais, feministas e dos coletivos de combate ao racismo irão fazer, a partir das 16 horas, um ato político e cultural na praça do bairro mais violento de Cuiabá, Pedra 90.

Mato Grosso do Sul
A programação de protestos das mulheres no Mato Grosso do Sul contra o feminicídio também vai começar antes. No dia 6 está agendado um seminário sobre o tema na sede da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) e a noite acontecerá um show com a atriz e cantora, Letícia Sabatela. No dia seguinte, (7/3), terá um abraço simbólico em torno da Casa da Mulher Brasileira em protesto contra o investimento zero na área. Já no dia 8, as mulheres do Mato Grosso do Sul farão um ato na Feira do Guanandy, no centro de Campo Grande.

Minas Gerais
Com o tema “Só da Luta Brota Liberdade”, a CUT Minas Gerais, sindicatos, Marcha Mundial de Mulheres, mulheres dos blocos de Carnaval, Frente Brasil Popular e os movimentos sindical e sociais vão se unir no próximo dia 8 para reivindicar educação e soberania nacional. Além disso, as mineiras vão denunciar o desmonte das estatais, a precarização dos serviços públicos, do trabalho, a mineiração em Minas, a apropriação privada de territórios e recursos naturais, a falta de emprego, de moradia e a precaridade na infraestrutura urbana, como transporte, saneamento, entre outras. A concentração será às 9 horas em frente à Ocupação Pátria Livre – Rua Pedro Lessa, 435, bairro Santo André, Pedreira Prado Lopes - e de lá as manifestantes caminharão até a Praça Sete, Centro de Belo Horizonte, onde se unirão em outro ato, que seguirá pela tarde.

Pará
Em Belém, o ato público “Mulheres da Amazônia Contra Violências Dizemos Não a Bolsonaro” começará partir das 9h no Ver-o-Peso, local turístico na orla.

Paraíba
No Dia Internacional da Mulher na Paraíba, terá um ato unificado com o movimento de mulheres por volta das 14 horas, na Praia de Cabo Branco, em João Pessoa. A partir das 8 horas no dia 12, na cidade de Esperança, as paraibanas também estão organizando com as trabalhadoras rurais do Polo de Borborema uma Marcha pela Vida das Mulheres e Pela Agroecologia. E no dia 14, em Campina Grande, um ato está programado para acontecer na Praça da Bandeira, ainda sem horário confirmado.

Paraná
As paranaenses estão organizando dois atos. Um em Maringá, no dia 8, a partir das 10 horas, no Parque do Ingá. De lá sairão em caminhada até o Fórum de Justiça, onde farão protestos com cruzes e calçados femininos.

Em Curitiba, a Frente Feminista de Curitiba e Região Metropolitana está organizando uma marcha “Mulheres da Favela Exigem Paz”, que acontecerá em quatro pontos na periferia. O primeiro será uma denúncia da violência que atinge a favela será a partir das 8 horas da manhã no Bairro de Parolin, em frente ao Residencial Araguai, na Rua Santa Zita nº 281.

A exploração do trabalho será denunciada em frente ao Supermercado Extra, na Avenida Kennedy. A mobilização “Educação e Moradia” vai acontecer em frente à escola municipal da Lamenha Lins e no final da marcha as mulheres vão falar sobre a Paz que querem e como vão construí-la com a participação da Bloca Feministra “Ela Pode/Ela Vai. A previsão do fim da marcha é 12h.

Pernambuco
O ato “Feministas contra Violência do Estado Racista, Patriarcal e Capitalista” acontecerá no dia 9, a partir do dia 9, no Parque 13 de maio, em Recife. Também estão previstas ações descentralizadas no domingo, dia 8, e no sábado, dia 14.

Piauí
As piauienses farão mobilizações nos dias 6,7, 8 e 9. No dia 6 terá uma performance no bairro Itararé, na Praça dos Correios, a partir das 7h30. No dia 7, as mulheres farão uma roda de conversa no Parque da Cidadania, a partir das 16 horas e no dia 8 terá um ato no Mercado Parque Piauí, a partir das 8 horas. No dia 9 outro ato está previsto, a partir das 8h30, na Frei Serafim.

Rio de Janeiro
As mulheres do Rio de Janeiro farão a mobilização do Dia Internacional da Mulher no dia 9. Com o mote “Pela Vida de Todas as Mulheres, Por Democracia e Contra Retirada de Direitos! Um Rio de Coragem Feminista Contra Violência e os Governos Fascistas”, o ato das mulheres começará às 17h e a concentração será na Candelária.

Rio Grande do Norte
A programação completa do Dia Internacional das Mulheres no Estado ainda não está completa. Atos ainda estão sendo organizados, no entanto o ato principal “Mulheres em Resistência: Pela Vida e Por Direitos” vai começar às 8 horas da manhã na Praça das Flores, em Natal. Elas sairão em caminhada e vão até a Praça dos Pescadores.

Rio Grande do Sul
Atos descentralizados acontecerão no Estado no dia 8 e na Capital terá uma mobilização na orla do Lago Guaíba, com panfletagem das 10h às 13h. O ponto de encontro será na Usina do Gasômetro. Também haverá apresentação de Blocos Carnavalescos. No dia 9, a partir das 17 horas, terá a Marcha "Pela Vida das Mulheres, Contra as Violências, Por Empregos, Salários e Aposentadorias; Fora Bolsonaro, Governador Eduardo Leite e Prefeito Marchezan. A concentração será no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre. Durante todo o dia aconterá atividades e panfletagem.

Rondônia
As mulheres de Rondônia ainda estão se organizando para o ato do dia 8 e por enquanto não há informações.

Roraima
Em Roraima acontecerá um debate sobre violência contra mulher no dia 6, com presença da Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista.

Santa Catarina
Com o mote “Precisamos falar sobre Mulheres”, a mobilização das trabalhadoras catarinenses será descentralizada.

No município de Caçados, no dia 7, a partir das 9 horas, acontecerá o ato das mulheres trabalhadoras no Largo Cassanjure. Também terá roda de conversa, debates relacionados à mulher, distribuição de batons com frases de empoderamento feminino e de uma cartilha informativa. As musicas que vão tocar no ato serão todas que lembram as conquistas das mulheres.

Em Blumenau, a Marcha das Mulheres Trabalhadoras acontecerá no dia 7, a partir das 9 horas, na Praça Dr. Blumenau e das 14 horas às 17h, será realizada uma Ação Social com serviços de saúde, atividades culturais e rodas de conversas na Praça José Manoel do Nascimento , na Boa Vista.

Outro ato político-cultural pela ampliação dos direitos das mulheres, intitulado "Viver com Dignidade e Liberdade: Trabalho, Corpo e Território", vai acontecer na Praça Central de Chapecó, em frente à igreja, a partir das 14 horas.

Em Joinville também haverá mobilizações feministas no dia 8 e no dia 9.

O Fórum de Mulheres de Santa Catarina, em conjunto com outros coletivos, movimentos sociais, organizações e partidos, fará no dia 8, das 9h às 11h30, uma oficina na comunidade Jardim das Oliveiras. E das 15h às 18h, um ato político acontecerá na Praça Tiradentes.

Já no dia 9, um ato público está previsto em frente ao Sesc Beira Rio a partir das 16h30.

No dia 8, em Florianópolis, a partir do meio-dia, as mulheres darão inicio as atividades de protestos na cabeceira da Ponte Hercílio Luz, na Ilha, em frente ao Parque da Luz.

E no dia 9, do meio-dia às 17 horas, diversas atividades acontecerão no Largo da Alfândega. A grande marcha está prevista para começar às 17 horas.

Sergipe
As sergipanas também começaram antes as mobilizações do Dia Internacional das Mulheres. No decorrer do mês de março as trabalhadoras participaram de diversas atividades, mas no dia 6 acontecerá o relançamento do Coletivo de mulheres do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (SINTESE), no Espaço Semear às 14h. No dia 7, as mulheres se reunirão no Sindicato das Domésticas e no dia 8 o Ato Político Cultural “Resistiremos para Viver! Vivermos para Transformar”, organizado pela CUT, demais centrais e movimentos sociais acontecerá nos Arcos Orla de Aracaju a partir das 8 horas.

Tocantins
No Dia Internacional das Mulheres elas vão fazer um ato público na Feira do Setor Aureny I, Região Sul de Palmas.

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Trabalho aos domingos não vai fazer economia crescer, afirmam economistas

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A Medida Provisória (MP) nº 905, da Carteira Verde e Amarela, criada pelo ministro da Economia, o banqueiro, Paulo Guedes, com o aval de Jair Bolsonaro (sem partido), retira diversos direitos trabalhistas e traz, entre outras maldades, a liberação do trabalho aos domingos em todos os setores.

Apesar de algumas mudanças no texto original do governo, o relator da MP, deputado Christino Aureo (PP/RJ), aprovou que, nos setores de comércio e serviços, o descanso semanal deverá coincidir com o domingo pelo menos uma vez a cada quatro semanas. Para indústria, agricultura, pesca e demais setores, uma vez a cada sete semanas. O texto do relator ainda deverá passar por votação na Câmara dos Deputados.

A professora de economia da Universidade de São Paulo (USP), Leda Paulani, critica a liberação do trabalho aos domingos. Segundo ela, a medida não trará nenhum benefício para a economia do país, somente a perda de direitos.

Para ela, a MP da Carteira Verde e Amarela, é mais uma etapa de implantação da cartilha neoliberal do atual governo, que tem como projeto a flexibilização e perdas de direitos trabalhistas, pois não tem nenhum impacto positivo na economia.

“O efeito sobre a recuperação econômica é zero. O problema dessa crise é a falta de demanda. Não adianta incentivar o consumo abrindo o comércio aos domingos, como já vem sendo feito, se os trabalhadores não têm dinheiro para consumir, nem mesmo empregos, já que estamos num momento em que há fábricas demitindo e outras optando por férias coletivas”, diz a professora de economia.

Segundo Paulani, numa crise financeira em que os investimentos privados estão em baixa, é o investimento público que deveria ser utilizado para fazer a economia girar e ser sustentável.

“Não adianta querer estimular a economia, sem permitir um crescimento sustentável. E com o clima de incertezas no Brasil e no mundo, é preciso um programa de investimentos públicos, como o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. Mas, com essa filosofia ultra liberal de Guedes não tem jeito do país investir ”, critica.

A razão da letargia da economia é a falta de investimento público e, sem ele, se aprofunda a desigualdade social - Leda Paulani

A mesma visão de que a Carteira Verde e Amarela não impulsionará a economia tem Ana Luiza Matos de Oliveira, professora de economia da Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (FLACSO) .

De acordo com ela, as pessoas têm por hábito organizar suas atividades conforme as regras estabelecidas e, por isso, elas podem até realizar suas atividades econômicas, como pagar contas, ou fazer compras aos domingos, mas isto não significa que irão consumir mais.

Ana Luiza que também estudou em Genebra, na Suíça, conta que lá os supermercados não abrem aos domingos e as pessoas se organizam para fazer suas compras em outro dia da semana.

“O trabalho aos domingos não vai gerar aumento da atividade econômica. A MP do governo vai apenas beneficiar os donos das grandes fábricas e indústrias, que, com certeza, não vão trabalhar aos domingos”, critica.

Relações familiares e sociais devem mudar com trabalho aos domingos

Ana Luiza, que também é doutora em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Pesquisa Econômica da Unicamp, afirma que o trabalho aos domingos impõe uma nova forma de sociabilidade.

“É este tipo de sociedade que queremos viver, em que todos trabalhem aos domingos , ao invés de ficar com a família, fazer algum hobby e ter oportunidade de lazer com os amigos? questiona.

A economista afirma ainda que o trabalho está tomando conta da gente, e a sociedade brasileira precisa se perguntar se quer abrir mão do descanso aos finais de semana.

Ela lembra que este é um tema que vem sendo questionado em diversos países do mundo, como bem demonstrou, segundo ela, o documentário vencedor do Oscar, deste ano, “ Indústria Americana” (Netflix), que mostra o conflito dentro de uma fábrica nos Estados Unidos, comprada por chineses, que reclamavam que os norte-americanos “folgavam muito” , além de dizerem que na China, os trabalhadores locais têm dois empregos e poucas folgas.

Em nome de uma suposta competitividade está se reduzindo padrões mínimos de sociabilidade. Mas, é possível se organizar para que todos tenham direito ao tempo livre com suas famílias. Para isso, os trabalhadores daqui e em todo mundo precisam se unir - Ana Luiza Matos de Oliveira

Esta união em defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, que prega a economista, começa a se tornar realidade com a decisão das centrais sindicais em promover no próximo dia 18 de março, o Dia Nacional de Luta em Defesa do Serviço Público, Estatais, Emprego e Salário, Soberania, Defesa da Amazônia e Agricultura Familiar”.

Convocado pela CUT e demais Centrais sindicais, o 18 de março será um dia de mobilizações nos locais de trabalho, paralisações e atos nas principais capitais e nas cidades do interior do país.

por Rosely Rocha | Central Única dos Trabalhadores

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Servidores e empregados públicos terão que escolher entre emprego e aposentadoria

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Com a aprovação da Emenda Constitucional n° 103, os empregados públicos – profissionais contratados via concurso, mas regidos pela CLT – terão que escolher entre a aposentadoria e a continuidade no emprego. Além disso, eles perderam o direito à multa de 40% sobre o FGTS ao se aposentarem. Neste episódio, abordamos as mudanças que esses trabalhadores terão que enfrentar, apresentando as principais diferenças do novo regime e para quem ele se aplica. Os convidados desse programa são o advogado José Antônio Cremasco, responsável pelo jurídico do SINTPq, e o presidente do sindicato, José Paulo Porsani. 

 

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Greve dos petroleiros está suspensa após assembleias e abertura de negociação

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Assembleias nas bases decidiram nesta quinta-feira (20) suspender a greve dos petroleiros em todo o país, no que seria o 20º dia de paralisação. O movimento foi iniciado após anúncio de demissões em massa na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) – também entrou na pauta o sucateamento da instituição. As negociações avançaram após o crescimento da paralisação pelo país e interferência de parlamentares, que procuraram a Justiça do trabalho.

O movimento não não se intimidou com decisões monocráticas do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Supremo Tribunal Federal (STF) – consideradas abusivas por violar o direito de greve e configurar prática antissindical. A empresa foi, entretanto, orientada por decisão do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná a suspender as demissões na Fafen e restabelecer o diálogo com os petroleiros. Foi o caminho para o fim do movimento. Uma rodada de negociações está prevista para esta sexta (21), em Brasília, com mediação do próprio TST.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), formada por 13 sindicatos filiados, orientou pela suspensão da greve até segunda ordem, com objetivo de apontar para um gesto de construção do diálogo. Os dirigentes da FUP Deyvid Bacelar, Ademir Jacinto (Mãozinha), Tadeu Porto e Cibele Vieira – que ocupavam um ambiente no edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro – deixaram o local. Emocionada, Cibele disse que considera o movimento vitorioso. “Ficamos 20 dias na sede da empresa. Eles sabem que hoje o controle está mais com a gente do que com eles.” Os ativistas, que chegaram a ficar sem energia, água e alimentos, foram recebidos com festa no centro da capital fluminense.

“Ficou bem clara a denúncia. Essa gestão e esse governo Bolsonaro tentam colocar que tudo se resolve por eles. Querem propor acordos individuais, tentam esvaziar o sentimento de coletividade. A essência do movimento sindical é a coletividade, a empatia e a solidariedade. Isso eles não têm e não respeitam. Não entendem”, completou Cibele.

por Redação Rede Brasil Atual

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Linha do tempo: Confira um resumo dos 30 anos do SINTPq

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Agora, os profissionais atendidos na sede do SINTPq podem conhecer um resumo dos seus 30 anos de história. Para isso, basta conferir o banner com a linha do tempo. Você também pode conhecer os momentos marcantes do sindicato passando pelas imagens abaixo. Dá só uma olhada:

1990 | SINTPq é fundado no CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) no dia 13 de novembro

1991 | CPqD demite os diretores do sindicato. Eles só retornam em 1993, após vitória judicial

1991 | Profissionais do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) aderem ao SINTPq

1993 | SINTPq se torna representante dos profissionais do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas)

1995 | SINTPq se filia à Central Única dos Trabalhadores

1996 | Telebrás descumpre Acordo Coletivo e sindicato organiza greve no CPqD

1997 - 1998 | SINTPq luta em defesa da Telebrás pública e atuante no desenvolvimento nacional

1999 - 2001 | Sindicato busca garantir recursos para o CPqD por meio do FUNTTEL (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações)

2002 - 2014 | Base de representação é ampliada com novas empresas do setor

2015 | Greve de sete dias no IPT conquista melhorias

2016 | SINTPq inaugura novas instalações em sua sede

2016 | Pela correção salarial, SINTPq organiza série de paralisações no CPqD

2017 | SINTPq vai às ruas contra os ataques das reformas trabalhista e previdenciária

2017 | Em defesa do plano médico, SINTPq e funcionários realizam manifestações no IPT

2018 - 2019 | Contra perdas salariais, duas greves são realizadas na Amazul (Amazônia Azul Tecnologia de Defesa S.A.)

2019 | Com outros cinco sindicatos e uma associação de moradores, SINTPq funda o IDET (Instituto Popular de Desenvolvimento em Educação, Trabalho e Tecnologia) visando promover benefícios aos sindicalizados e ações de cidadania

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Centrais protestam nesta sexta pelo país contra desmonte do INSS

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As centrais sindicais protestam nas sedes do INSS em diversos estados nesta sexta-feira (14), contra as filas na concessão de benefícios, que atingem quase 2 milhões de pedidos. O Dia Nacional contra o Desmonte da Previdência pretende alertar a população para as consequências da política de sucateamento adotada pelo governo.

Sem repor funcionários que se aposentam, o instituto vem perdendo a capacidade de analisar e atender pedidos de aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, dentro outros. O salário-maternidade, por exemplo, antes concedido em 20 minutos, atualmente tem levado um mês. O prazo legal é de até 45 dias.

Entre 2016 e 2019, o quadro de servidores caiu de 33 mil para 23 mil. Os funcionários que antes faziam o atendimento direto à população foram deslocados para funções internas.

A intenção do governo é “digitalizar” o atendimento, assim as filas para a concessão de benefícios não se tornam visíveis. Anteriormente, o trabalhador conseguia marcar atendimento até mesmo para o mesmo dia. Hoje, o agendamento do primeiro atendimento também pode levar meses.

“Eles colocaram o pessoal que atendia nos balcões das agências para fazer trabalhos de retaguarda, como se todos os brasileiros tivessem computador em casa e facilidade para usar canais remotos”, critica Vilma Ramos, diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo, em entrevista a Marize Muniz, para o portal da CUT.

Modelo

Segundo o presidente da central, Sérgio Nobre, com o descaso do atual governo com as carreiras públicas, o risco é que o caos no INSS possa ser visto também nos demais serviços públicos. “A situação poderá se repetir em outros setores dos serviços públicos como saúde e educação, que já sofreram com cortes em recursos no primeiro ano da gestão do Bolsonaro.”

Depois da polêmica convocação de militares para atenderem os segurados, o governo anunciou que faria a convocação de servidores públicos aposentados. Contudo, a medida provisória prevista para ser editada nesta semana foi adiada, segundo o jornal O Globo.

Agenda

As manifestações contra o desmonte do Previdência ocorrerão em pelo menos 10 estados e no Distrito Federal.

Confira a lista dos atos pelo país

Alagoas
Atos em Arapiraca, São José de Tapera, Palmeira dos Índios, Santana de Ipanema e um ato na agência do INSS- Almirante Álvaro Calheiros – Mangabeiras

Distrito Federal
Brasília: ato às 11h, na agência do INSS-SAF, Bloco O

Espírito Santo
Vitória: ato nas agências do INSS da capital e no interior

Goiás
Goiânia: carreata pelo centro da cidade e debates nas principais agências do INSS e ato na agência do INSS de Aparecida de Goiânia.

Pará
Belém: ato na Agência Central do INSS, às 8h

Pernambuco
Recife: ato a partir das 8h na Avenida Dantas Barreto, próximo ao Edifício JK

Rio Grande do Norte
Natal: ato na Agência do INSS de Nazaré, 8h

Rio Grande do Sul
Porto Alegre: ato a partir das 7h na Travessa Mario Cinco Paus

Santa Catarina
Joinville: ato às 9h, em frente à agência central do INSS, Rua 9 de Março, 241
Blumenau: ato às 12h em frente ao INSS, na Rua Pres. John Kennedy, 25

São Paulo
Capital: concentração na agência da Rua Cel. Xavier de Toledo, 280, com caminhada até a Superintendência do INSS no Viaduto Santa Ifigênia.
São Bernardo do Campo: ato a partir das 8h na agência da Avenida Newton M. de Andrade, 140, no Centro.
Santo André: ato a partir das 8h, na agência da Rua Adolfo Bastos, 520 – Vila Bastos
Baixada Santista: ato a partir das 7h na agência da Av. Dr. Epitácio Pessoa, 441, em Santos
Presidente Prudente: ato a partir das 8h30 na Rua Siqueira Campos, 1315
Campinas: ato a partir das 6h30, na agência da Rua Barreto Leme, 1117, no Centro
Jundiaí: ato às 9h na agência da Rua Barão de Jundiaí, 1150

Sergipe
Aracaju: ato a partir das 7h, em frente à Agência do INSS, na Av. Ivo Prado, 448

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‘Temos que pensar em outras formas de combater enchente em São Paulo’, diz geógrafo

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Para o professor Wagner Ribeiro, do Departamento de Geografia e do programa de pós-graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), as imagens de destruição causadas pelas chuvas que caíram sobre a cidade de São Paulo no dia 10/02 “são o resultado da inação (do poder público) em reter água nas cabeceiras dos rios”. “Nós temos que pensar em outras formas de combater enchente em São Paulo”, advertiu, em entrevista na terça-feira (11) à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.

Em participação anterior no Jornal Brasil Atual, Wagner Ribeiro, ao comentar sobre estragos recentemente provocados pelas chuvas em Belo Horizonte, alertou que a situação de São Paulo não era muito diferente, “porque estamos assistindo a esse desmonte de todo o aparato de gestão”. De acordo com o geógrafo, é preciso “renaturalizar” os rios da cidade, deixando com que eles cumpram suas funções naturais, além de aumentar a permeabilização dos corpos d’água e do solo e implementar ações para reter as águas nas cabeceiras. No entanto, dos R$ 4 milhões orçados para investimentos no sistema de drenagem da cidade, nenhum centavo foi gasto com o serviço.

“As marginais, elas são parte do leito natural do rio, são zonas de expansão naturais do rio. Então não há nenhuma surpresa de essa água se espraiar. Nossa surpresa é, na verdade, não ter ações para evitar os prejuízos lamentáveis que a gente assiste frequentemente, todos os anos, a partir dessa má gestão de toda a drenagem urbana que nós temos na cidade de São Paulo”, ressalta.

Mudanças climáticas

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (GCE), entre a noite de domingo e a tarde de segunda-feira – período de pouco mais de 12 horas –, choveu metade do esperado para todo o mês de fevereiro. Ribeiro ressalta que esse volume, em parte, é parte dos eventos extremos que a sociedade já acompanha em decorrência das mudanças climáticas.

Ainda segundo o professor da USP, uma confluência de chuvas provenientes da Amazônia, com a presença de uma frente fria também fez aumentar a quantidade e a intensidade da precipitação. “Ontem nós tivemos um volume de água extraordinário, batendo recorde dos últimos anos em chuva acumulada no mesmo período. Isso pode acontecer de novo, sem dúvida e nós não estamos preparados para enfrentar essa situação.”

O geógrafo acrescenta que os prejuízos são enormes, principalmente para a população de baixa renda, a mais prejudicada. “Quem sofre mais é quem está na periferia, que não consegue chegar ao seu local de trabalho, que vive de diária, do seu dia a dia, ganhando o pão de hoje para poder comer amanhã, esse é o maior prejudicado”, destaca.

Por Clara Assunção | Redação Rede Brasil Atual

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SindCast debate as propostas de redução da jornada de trabalho

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Recentemente, a Finlândia iniciou debates sobre a redução da jornada de trabalho para quatro dias semanais. A diminuição das horas de trabalho já foi testada e adotada em diferentes países e empresas. No Brasil, o assunto ainda é pouco debatido e, justamente por isso, o SindCast desta semana abordará essa questão com o doutor em sociologia pela USP, Jonas Tomazi Bicev, que estudou o tema em seu doutorado. Quais os benefícios e impactos que a redução de jornada poderia trazer? Essa mudança está próxima? Afinal, precisamos trabalhar tanto? Confira tudo isso no episódio e participe enviando seus comentários pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

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Privatizar Serpro e Dataprev põe em risco a sua vida pessoal e financeira

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Seus dados confidenciais poderão ficar nas mãos de empresas privadas e estrangeiras caso o governo de Jair Bolsonaro cumpra a promessa de privatizar a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Mesmo para quem acredite que não há nenhum problema em ser importunado a qualquer hora do dia por empresas de telemarketing, que poderão ter livre acesso a seus números de telefones residencial e celular, o “buraco é mais embaixo”, como diz o ditado popular.

As duas estatais são responsáveis pelo armazenamento de dados sigilosos e estratégicos do país, de empresas e de milhões de brasileiros. O Serpro processa 90,5 milhões de impostos de renda anualmente tanto pessoa física como jurídica.

O Serviço Federal de Processamento armazena os dados da Agência Brasileira de Inteligência, do sistema de comércio exterior, das transações que passaram pelos portos e aeroportos nacionais, do imposto de renda, emissão de passaportes, carteiras de motoristas, CPF, CNPJ e o pagamento do Bolsa Família, entre outras informações sigilosas da vida dos brasileiros, da União, do Legislativo e do Judiciário.

Em seus 55 anos, o Serpro tem mais de 10 premiações como a melhor empresa digital do país por sua inovação e gestão.

Dos seus 3353 sistemas ativos, 3200 serviços já estão digitalizados sendo 1500 disponibilizados para a sociedade brasileira pela internet, dando oportunidade ao cidadão de acessar através de 48 aplicativos em celulares, centenas de serviços como carteira nacional de habilitação, certificado de registro de licenciamento, carteira profissional , emissão de CPF e CNPJ, além de imposto de renda pessoa física e jurídica, certificado digital em nuvem, passaporte e acesso a requerimentos em cartórios, certidões negativas e acompanhamento dessas e outras demandas.

Já o Dataprev, além de processar os dados da Previdência Social, como o dos pagamentos de aposentadorias, pensões e seguro desemprego, possui todos os registros de nascimento e óbitos no país, cadastros trabalhistas de nacionais e estrangeiros e detalhes das empresas registradas em todos os Estados. São 15 bilhões de dados de vínculos e remunerações que constam no Cadastro Nacional de informações Sociais (CNIS).

Os 720 sistemas da estatal têm todo o cadastro da Previdência Social, todos os vínculos dos trabalhadores e dos empréstimos consignados, entre outros dados da vida laboral dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Segundo Telma Dantas, diretora de política da Federação Nacional dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados (Fenadados), a privatização não é apenas uma questão de ser importunado por empresas de telemarketing. São dados fiscais desde que nascemos até morremos, dados previdenciários seus e toda a sua família que ficarão nas mãos de terceiros.

“Não tem como você deixar que isso saia da guarda e proteção do Estado. Não tem como achar normal ter seus dados privatizados. São as suas certidões de nascimento, de casamento, sua carteira profissional. É a sua vida nas mãos de uma empresa privada, que poderá ser estrangeira”, diz Telma .

A dirigente lembra que informação é poder e essas informações são uma preciosidade não só para empresas privadas as utilizarem para ter vantagens econômicas, mas porque a tecnologia da informação é o principal instrumento de organização de uma sociedade, não só a brasileira como a do mundo.

“Se você não tem um sistema em que pode confiar, a quem se dirigir, vamos chegar a um momento que não teremos a quem recorrer e não teremos confiança em mais nada”, avalia Telma.

por Rosely Rocha - Redação CUT

Edson RimonattoEDSON RIMONATTO

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Taxa para cheque especial poderá afetar mesmo quem não usa o limite

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Começaram a valer, na semana passada, as novas regras para o cheque especial, umas das modalidades de crédito com juros mais altos do mercado. De acordo com a resolução do Banco Central que instituiu a mudança, as instituições financeiras só poderão oferecer esse tipo de crédito com juros mensais de até 8% ao mês (150% ao ano). Porém, a pretextos de “reduzir juros”, os bancos poderão cobrar, a partir de agora, uma taxa de 0,25% apenas para incluir o cheque especial na conta do cliente, mesmo que ele não use.

Fica isento de tarifa quem tem até R$ 500 de limite no cheque especial. Acima desse limite, o percentual passa a ser cobrado. Nesta primeira fase, a cobrança só acontecerá para quem abrir uma nova conta. Para quem já tem cheque especial, a mudança começará a valer a partir do dia 1º de junho.

As alterações foram definidas em novembro pelo Banco Central. Até então, não havia nenhuma limitação de taxa para o cheque especial, cuja média de juros cobrada ultrapassava os 12% ao mês.

Caso o cliente possua um limite de R$ 4.000 no cheque especial, ele passa a ter que pagar uma tarifa mensal de R$ 8,75, que corresponde a 0,25% de R$ 3.500, já que os outros R$ 500 estão na faixa de isenção. Se o cliente usar o cheque especial, o valor da tarifa será descontado sobre os juros que ele terá de pagar pelo uso do crédito. Na prática, portanto, a tarifa só é cobrada para disponibilizar o serviço, desde que o cliente não use.

De acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), o consumidor deve ficar atento e rever o quanto tem disponível de limite de cheque especial em sua conta, para evitar pagar uma tarifa de um valor que não vai utilizar.

Outra orientação da entidade é que as pessoas evitem ao máximo o uso do cheque especial, devido ao alto valor dos juros, que só perdem para os juros cobrados no cartão de crédito, que ultrapassam os 200% ao ano.

“Muitas pessoas cometem o erro de utilizar o cheque especial como extensão de renda, por isso apesar dos juros altíssimos cobrados, ele segue como uma das modalidades de crédito mais usadas pelos correntistas que excedem o orçamento no final do mês. Porém, fica o alerta de que o cheque especial deve ser evitado ao máximo. Ele deve ser usado em situações de extrema emergência e por um curtíssimo prazo para evitar ter que contratar um empréstimo para quitar o cheque especial”, afirma a Proteste, em nota.

Ação da OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é contra a cobrança de tarifa pela disponibilização do cheque especial e ingressou na Justiça com uma ação civil pública para barrar a medida. O caso deverá ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a OAB, cobrar pela disponibilização de crédito não utilizado fragiliza a proteção do consumidor, além de ser ilegal e inconstitucional. Segundo dados do próprio Banco Central, do universo de 80 milhões de pessoas que possuem contas bancárias, cerca de 19 milhões podem ser afetadas com a nova mudança, por possuírem limite de cheque especial acima de R$ 500.

por Pedro Rafael Vilela | portal Brasil de Fato

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Sindicato inicia celebrações dos seus 30 anos de história e trabalho

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Este ano que se inicia é especial para o SINTPq e para a categoria. No dia 13 de novembro, a entidade completará 30 anos de trabalho em prol dos profissionais da ciência, pesquisa e tecnologia. Para celebrar esse importante marco, uma série de atividades serão desenvolvidas ao longo do ano.

Eventos comemorativos já estão sendo organizados e terão suas datas e detalhes divulgados em breve. Parte das atividades será aberta à categoria, que terá a oportunidade de conhecer melhor sua entidade representativa. Outras ações serão dedicadas aos sócios do sindicato, que receberão merecidas homenagens por seu fundamental apoio ao SINTPq durante toda a sua trajetória.

Um minidocumentário institucional também está sendo produzido. O objetivo da produção é apresentar a história do SINTPq, seu atual trabalho e as perspectivas e objetivos para o futuro. O vídeo será lançado em breve, com exibição nos eventos e divulgação em plataformas online.

Outro foco desse importante marco será a ampliação do quadro de sindicalizados. No ano passado, o SINTPq conseguiu avançar nesse ponto, mas o índice ainda está aquém do ideal. Para 2020, as metas são ainda maiores e, para alcançá-las, diferentes campanhas já estão em planejamento.

Eleição entre os associados definiu logo comemorativo

Para celebrar suas três décadas de história e trabalho, o SINTPq elaborou dois logos comemorativos. As duas versões foram apresentadas em canais de comunicação exclusivos para os associados, que puderam avaliar cada uma delas e votar.

O modelo escolhido obteve ampla vantagem (94 votos a 14) e foi apresentado na última confraternização do sindicato, dedicada aos sindicalizados e realizada no dia 30 de novembro, no Hotel Fazenda Estância Atibainha.

Confira algumas fotos que fazem parte da história do SINTPq: 

1990 | SINTPq é fundado no CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) no dia 13 de novembro

1991 | CPqD demite os diretores do sindicato. Eles só retornam em 1993, após vitória judicial

1991 | Profissionais do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) aderem ao SINTPq

1993 | SINTPq se torna representante dos profissionais do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas)

1995 | SINTPq se filia à Central Única dos Trabalhadores

1996 | Telebrás descumpre Acordo Coletivo e sindicato organiza greve no CPqD

1997 - 1998 | SINTPq luta em defesa da Telebrás pública e atuante no desenvolvimento nacional

1999 - 2001 | Sindicato busca garantir recursos para o CPqD por meio do FUNTTEL (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações)

2002 - 2014 | Base de representação é ampliada com novas empresas do setor

2015 | Greve de sete dias no IPT conquista melhorias

2016 | SINTPq inaugura novas instalações em sua sede

2016 | Pela correção salarial, SINTPq organiza série de paralisações no CPqD

2017 | SINTPq vai às ruas contra os ataques das reformas trabalhista e previdenciária

2017 | Em defesa do plano médico, SINTPq e funcionários realizam manifestações no IPT

2018 - 2019 | Contra perdas salariais, duas greves são realizadas na Amazul (Amazônia Azul Tecnologia de Defesa S.A.)

2019 | Com outros cinco sindicatos e uma associação de moradores, SINTPq funda o IDET (Instituto Popular de Desenvolvimento em Educação, Trabalho e Tecnologia) visando promover benefícios aos sindicalizados e ações de cidadania

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Primeira-ministra da Finlândia sugere semana de trabalho de quatro dias

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A nova primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, sugere a adoção de uma jornada de trabalho alternativa, de 6 horas por dia e quatro dias na semana. A proposta de campanha de Marin, a mulher chefe de Estado mais jovem do mundo, foi relembrada pelo jornal britânico Daily Mail.

“Acredito que as pessoas merecem passar mais tempo com as suas famílias e os seus amigos, ocupados com hobbies ou a dar atenção a outros aspetos da vida, como a cultura. Este poderia ser o próximo passo para nós na vida profissional”, disse Marin, antes de se tornar primeira-ministra.

A proposta de Marin é baseada em experiências anteriores que sugerem que a alteração seria benéfica. Em agosto, a Microsoft do Japão implantou uma semana de 4 dias e registrou um aumento de 40% na produtividade. O modelo também já é utilizado na Suécia desde 2015 e apresenta bons resultados.

“É importante permitir que os cidadãos finlandeses trabalhem menos. Não se trata de governar com um estilo feminino, mas de oferecer ajuda e manter as promessas aos eleitores”, afirmou Marin, que defende a medida desde quando era ministra dos Transportes.
Atualmente, a jornada padrão de trabalho na Finlândia é de oito horas por dia, cinco dias na semana (40h semanais).

Por Gabriella Sales - Revista Fórum

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