Menu
Acontece

Acontece (794)

Endividados atingem maior marca em 4 anos

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Número de famílias endividadas atinge o patamar mais expressivo desde 2015

Segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgado nesta terça-feira (7), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a taxa de famílias endividadas no país registrou 62,7%, no mês de abril deste ano. Este é o quarto mês consecutivo que a taxa de endividamento ultrapassa a marca dos 60%. O índice de famílias que declaram não ter condições de pagar suas contas subiu para 9,5% no mês.

Em entrevista para o portal Brasil de Fato, a doutora em Desenvolvimento Econômico na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Juliane Furno, afirmou que a inadimplência é maior entre as famílias de baixa renda, que sofrem dia a dia o peso social das dívidas. “As pessoas que estão com o nome sujo, endividadas, isso tem um peso social importante, porque não se sabe como vai comer no próximo dia, se vai conseguir continuar morando em algum lugar ou vai ter que morar na rua, mas também tem uma dimensão econômica importante”, comenta.

O endividamento de famílias diminui a estimativa de crescimento econômico do Brasil, uma vez que o consumo dessas famílias é o principal motor do Produto Interno Bruto (PIB). O consumo familiar tem um peso de 64% no cálculo do PIB brasileiro, conforme dados do IBGE.

O desemprego é o principal responsável pelo aumento de devedores, somente no estado de São Paulo 3,7 milhões de pessoas estão desempregadas.

Juliane destaca que a ausência de ocupações e os crescentes empregos precários e informais colaboram para o aumento de pessoas endividadas. Com a recessão econômica e os reflexos da reforma trabalhista, o quadro deve piorar, alerta a doutoranda.

Leia mais ...

Alesp terá nova frente parlamentar das instituições de ensino e pesquisa

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Na próxima quarta-feira (8), a partir das 11h, o SINTPq participa do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão no Estado de São Paulo, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Essa frente tem como objetivo abrir um espaço de debates sobre a realidade das instituições públicas do setor, dando voz aos pesquisadores, docentes e à sociedade em geral.

A nova frente será liderada pela deputada Bete Sahão e nasce com a fusão de duas outras, a Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Públicos de Pesquisa e das Fundações Públicas do Estado de São Paulo e a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas no Estado de São Paulo, ambas lideradas anteriormente pelo ex-deputado Carlos Neder. As duas foram oficiantes unidas em evento na Alesp, no dia 13 de março (foto).

Desde 2015, o SINTPq acompanha e participa dos debates sobre ciência e tecnologia promovidos na Alesp. Esse acompanhamento é fundamental para a proposição de políticas públicas para o setor e também para combater tentativas de retrocesso.

Quem quiser tirar dúvidas ou se inteirar sobre os debates, pode entrar em contato com o SINTPq pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Leia mais ...

No 1º de maio, centrais vão convocar greve geral contra reforma da Previdência

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

No dia 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora, a CUT e demais centrais sindicais – Força Sindical, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB e UGT -, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, vão anunciar a data da greve geral que paralisará o país contra a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL). A data indicativa para a paralisação é o dia 14 de junho.

A reforma que Bolsonaro diz que quer fazer para combater privilégios praticamente acaba com o direito à aposentadoria de milhões de trabalhadores, e atinge em especial os rurais e os mais pobres. Se o Congresso Nacional aprovar o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 006/2019, além da obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, o valor das aposentadorias será drasticamente rebaixado. Para ter acesso ao benefício integral, os trabalhadores e trabalhadoras terão de contribuir por, pelo menos, 40 anos.

1º de maio em todo Brasil

Os atos do 1º de maio que anunciarão aos trabalhadores e trabalhadoras a agenda de luta contra o fim da aposentadoria ocorrerão em todo o Brasil. Em São Paulo, será no Vale do Anhangabaú, a partir das 10h. O ato político será realizado em três blocos durante o período da manhã, com o anúncio oficial da greve por volta das 13h, seguido de apresentações culturais.

Entre as atrações musicais, já confirmaram presença Ludmilla, Leci Brandão, Marília Cecília e Rodolfo, Roberta Miranda, Felipe Araújo, Guilherme e Santiago, Yasmin Santos, Toninho Geraes, Dj Evelyn Cristina e Mistura Popular.

Confira as outras atividades em SP:

Campinas

9h30 – Concentração no Largo do Pará com caminhada até o Largo da Catedral
10h30 – Ato no Largo da Catedral
11h – Ida ao 1º de maio em São Paulo, no Vale do Anhangabaú
*A Missa dos Trabalhadores na Catedral será das 9h às 10h30

Osasco

6h30 - 11º Desafio dos Trabalhadores, tradicional corrida e caminhada de rua do dia 1º de maio, com concentração a partir das 6h30.

São Bernardo do Campo

Ação Inter-religiosa
9h - Concentração na Rua João Basso, 231, com procissão até a Igreja da Matriz
9h30 - Missa

Sorocaba

14h às 22h - O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) organiza um ato político-cultural no Parque dos Espanhóis, com a presença de Ana Cañas, Detonautas, Francisco El Hombre, entre outros.

Leia mais ...

Emprego formal evapora e frustra discurso de recuperação

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

O resultado do emprego formal para março, com eliminação de 43.196 vagas (-0,11%), surpreendeu os chamados "analistas" e contrariou o discurso de recuperação da economia. Divulgado nesta quarta-feira (24) pelo Ministério da Economia, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) teve o terceiro pior saldo para o mês na recente série histórica. De tão ruim, ganhou um trocadilho do jornal Valor Econômico: "Traged".

Poucos setores tiveram resultado positivo em março. O que segue crescendo é o trabalho precário, simbolizado pelas modalidades intermitente e parcial, criadas com a "reforma" trabalhista – a mesma que traria milhões de empregos, assim como se fala na propaganda da "reforma" da Previdência. No mês passado, o trabalho intermitente criou 6.041 vagas e o parcial, 2.129.

Outra tendência que se mantém é a redução salarial. Pelos números do Caged, quem entra no mercado ganha menos do que recebiam os ex-empregados. Em março, o salário médio dos admitidos foi de R$ 1.571,58, enquanto o ganho médio dos demitidos era de R$ 1.706,37. Diferença, para menos, de aproximadamente 8%.

O resultado do mês passado se concentrou no comércio, que eliminou 28.803 postos de trabalho formais, queda de 0,32%. O corte foi todo na área varejista, ligada ao consumo: menos 30.145. Houve pequena alta no atacado.

A agropecuária fechou 9.545 vagas, com a maior retração em termos percentuais: -0,61%. A construção cortou 7.781 (-0,39%), sendo mais de 5 mil no segmento de edifícios. Indústria (-3.080, -0,04%) e serviços (4.572, 0,03%) ficaram próximos da estabilidade. A administração pública teve saldo de 1.575 (0,18%) e o setor extrativo-mineral, de 528 (0,27%).

No primeiro trimestre de 2019, o saldo é de 179.543, aumento de 0,47% no estoque, com altas na indústria, na construção, nos serviços e na administração pública e retração no comércio e na agropecuária. Em 12 meses, o emprego formal tem 472.117 vagas a mais (1,24%), concentrado no setor de serviços (375.796). Comércio e construção sobem, indústria e administração pública caem. O estoque é de 38,6 milhões de postos de trabalho com carteira assinada. Até quase o final de 2015, manteve-se acima de 40 milhões, um patamar agora distante.

por redação Rede Brasil Atual

Leia mais ...

IR 2019: Confira o cronograma do pagamento da restituição

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

A partir de junho, a Receita Federal inicia o pagamento das restituições do Imposto de Renda 2019. Os valores serão divididos em sete lotes. Quanto antes a declaração for feita pelo contribuinte, mais cedo ele receberá a restituição. 

Acompanhe o calendário:

 17/06/2019
 15/07/2019
 15/08/2019
 16/09/2019
 15/10/2019
 18/11/2019
 16/12/2019

*Data válida para as declarações processadas e sem pendência(s).

Leia mais ...

Desemprego segue alto, desalento e exclusão do mercado batem recorde

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

A taxa de desemprego subiu para 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro, com um número estimado de 13,098 milhões de desempregados, informou nesta sexta-feira (29) o IBGE. Em dezembro, estava em 11,6% – em comparação com fevereiro de 2018, ficou estável (12,6%). São 892 mil desempregados a mais em três meses, crescimento de 7,3%, enquanto o total de ocupados encolheu 1,1% (menos 1,062 milhão). O desalento e o total de pessoas fora da força de trabalho foram recordes.

A última vez que a taxa esteve abaixo de dois dígitos foi em janeiro de 2016, ainda no período pré-impeachment: 9,5%. Atualmente, está três pontos acima. Se no período posterior à "reforma" trabalhista, o desemprego não aumentou significativamente, também não cedeu. O que cresce continuamente é a informalidade no mercado.

De acordo com o instituto, o número de desalentados somou 4,9 milhões em fevereiro, atingindo novo recorde, estável no trimestre e com crescimento de 6% em um ano (275 mil a mais). O percentual é de 4,4%. Já a população fora da força de trabalho atinge 65,7 milhões, crescendo 0,9% em três meses (595 mil) e 1,2% em 12 meses (754 mil).

O total de ocupados é de 92,127 milhões. Cresceu 1,1% em 12 meses, com acréscimo de 1,036 milhão. Mas, como vem se tornando comum, o que cresce, basicamente, é o emprego no setor privado sem carteira (367 mil a mais, 3,4%) e o trabalho por conta própria (644 mil, 2,8%).

A chamada população subutilizada – além dos desempregados, aquela que gostaria de trabalhar mais – chega a 27,9 milhões, outro recorde apurado na pesquisa, com mais 901 mil pessoas (3,3%) no trimestre e 795 mil (2,9%) em 12 meses. A taxa de subutilização da força de trabalho subiu para 24,6%.

Os empregados com carteira assinada no setor privado somam 33,027 milhões, enquanto os sem carteira são 11,128 milhões. E os trabalhadores por conta própria chegam a 23,779 milhões.

O rendimento médio foi estimado em R$ 2.285. Teve crescimento de 1,6% no trimestre e foi considerado estável no período de 12 meses. A massa de rendimentos (R$ 205,4 bilhões) ficou estável nas duas comparações.

por Redação Rede Brasil Atual

Leia mais ...

Roda de conversa na sexta-feira (29) debate condição feminina

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Na sexta-feira (29/3), às 15 horas, o Departamento Brasil 2022 da CNTU realiza a roda de conversa “A condição feminina”, em comemoração ao mês da mulher. A atividade contará com depoimentos de 12 lideranças em diversas áreas de atuação e debate com as (os) participantes.

O bate-papo acontece na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), na Rua Genebra, 25 – 2º andar – Bela Vista – São Paulo – SP. Mais informações pelo telefone (11) 3113-2641, e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Leia mais ...

10 itens da reforma da previdência que tiram dinheiro do bolso dos trabalhadores

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

A proposta de reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) pode mexer drasticamente no bolso dos trabalhadores e trabalhadoras.

Depois de trabalhar e contribuir uma vida inteira para a Previdência, o trabalhador corre o risco de ganhar muito pouco no momento mais delicado de sua vida, que é a velhice, quando os cuidados com saúde aumentam e a aposentadoria não consegue sequer durar até o final do mês.

Se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 06/2019) for aprovada pelos parlamentares no Congresso Nacional, os trabalhadores terão de trabalhar muito mais para ganhar bem menos de aposentadoria.

Além disso, os trabalhadores podem perder direitos trabalhistas, como o acesso ao abono salarial e o direito de receber 40% da multa do FGTS quando se aposentam e continuam trabalhando na mesma empresa.

Os benefícios pagos pelo INSS, como pensão por morte, aposentadoria por invalidez e Benefício de Prestação Continuada (BPC), também podem sofrer reduções drásticas nos valores, o que afetará a vida dos segurados que dependem desses benefícios para sobreviver.

Confira os 10 principais pontos da reforma que tiram dinheiro do bolso do trabalhador:

1- Idade mínima: trabalhar mais e receber menos

No modelo atual, os trabalhadores podem se aposentar após 35 anos de contribuição ao INSS e as trabalhadoras após 30 anos de contribuição, sem a exigência de idade mínima.

Os trabalhadores que não conseguem se aposentar por tempo de contribuição, podem se aposentar por idade: 65 anos para os homens e 60 para as mulheres, com no mínimo 15 anos de contribuição.

A reforma de Bolsonaro quer acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição e obrigar os homens a se aposentarem com a idade mínima de 65 anos e as mulheres com 62 anos.

2- Valor do benefício menor

Pelas regras atuais, o valor do benefício é calculado com base na média das 80% maiores contribuições feitas pelo trabalhador ao longo da vida profissional. Os salários mais baixos são descartados do cálculo para valorizar o benefício do trabalhador que contribuiu a vida inteira.

Bolsonaro quer mudar essa regra para diminuir o valor das aposentadorias. O texto da PEC da reforma da Previdência prevê que o cálculo passará a contar a média de todas as contribuições (100%) ao longo da vida profissional, inclusive os menores salários recebidos pelo trabalhador. Ou seja, ao acrescentar os menores salários, o valor final do benefício será menor.

Isso significa que o trabalhador, que hoje pode se aposentar com 15 anos de contribuição para receber 85% do valor do benefício, terá de contribuir pelo menos mais 5 anos para receber apenas 60%, podendo esse valor ser menor do que um salário mínimo.

3- BPC menor

Bolsonaro quer reduzir o valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago aos idosos que vivem em situação de extrema pobreza de um salário mínimo (R$ 998,00) para apenas R$ 400,00. Somente a partir dos 70 anos os idosos em condição de miserabilidade terão direito a um salário mínimo integral. Para ter acesso ao benefício parcial (R$ 400,00), a idade mínima exigida pelo governo de Bolsonaro é de 60 anos.

Hoje, para ter acesso ao benefício integral – R$ 998,00 -, é necessário que o idoso tenha 65 anos.

4- Fim da multa 40% FGTS

Bolsonaro quer acabar com o pagamento da multa de 40% sobre os depósitos efetuados na conta individual do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores que se aposentarem e permanecerem na mesma empresa.

Os patrões, além de ficarem livres de pagar a multa, não precisarão mais continuar recolhendo 8% do salário para depositar na conta do FGTS dos trabalhadores aposentados.

Pelas regras atuais, o trabalhador que se aposenta recebe o valor que tem depositado em sua conta individual do FGTS e, se continuar trabalhando, o patrão precisa continuar depositando na sua conta. Quando termina o vínculo empregatício, o trabalhador recebe todos os direitos trabalhistas e os 40% da multa do FGTS calculado sobre todo o período, tanto antes quanto depois da aposentadoria.

5- Fim do Abono Salarial

O fim do abono salarial do PIS/PASEP para os trabalhadores e trabalhadoras formais que ganham até dois salários mínimos (R$ 1.996,00) é outra regra cruel prevista na reforma da Previdência que atinge o bolso dos trabalhadores.

Pelo texto da PEC, só terá direito ao abono salarial os trabalhadores que receberem até um salário mínimo (R$ 998,00).

Isso significa menos um salário mínimo por ano para 21,3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras formais que hoje ganham até dois salários mínimos por mês.

6- Fim do reajuste da aposentadoria e do vínculo ao salário mínimo

O texto da proposta enviada ao Congresso Nacional exclui da Constituição Federal uma regra que determina a reposição da inflação para os benefícios acima do salário mínimo pagos a aposentados e pensionistas da iniciativa privada e do setor público.

A PEC também desvincula os valores dos benefícios do salário mínimo. Isso significa que os reajustes do salário mínimo não serão mais usados como base de cálculo para corrigir as aposentadorias e pensões.

Essas mudanças podem rebaixar os valores dos benefícios e afetar drasticamente o bolso do trabalhador, que perderá o seu poder de compra e terá dificuldade de pagar as contas que serão reajustadas anualmente, mas a sua aposentadoria não.

7- Pensão por morte com valor menor

Bolsonaro quer tirar vantagem financeira até mesmo das viúvas e órfãos. A proposta de reforma da Previdência prevê a redução em até 40% o valor das pensões por morte. Esse benefício também poderá ficar abaixo do salário mínimo.

Pelo texto da PEC, em caso de morte, o cônjuge ou filho que tem direito a pensão não receberá mais o valor integral, apenas 50% do valor do benefício a que o trabalhador ou trabalhadora tinha direito, mais 10% por cada dependente. Como a viúva ou o viúvo contam como dependentes, a pensão começa com 60% do valor do benefício.

8- Acúmulo pensão + aposentadoria

Bolsonaro quer dificultar o acúmulo de benefícios e rebaixar o valor recebido pelos trabalhadores que têm direito à pensão e à aposentadoria.

Pelas regras atuais, é possível acumular e receber o valor integral. Já pela regra proposta por Bolsonaro, o pensionista ou aposentado terá de optar por receber apenas um benefício com o valor integral. O outro benefício sofrerá descontos que vão de 20% a 80%, dependendo do valor do benefício.

9- Aposentadoria por invalidez mais difícil

A proposta de reforma de Bolsonaro praticamente acaba com o direito à aposentadoria por invalidez permanente dos trabalhadores e trabalhadoras, tanto da iniciativa privada quanto do serviço público, que se acidentarem fora do ambiente de trabalho e não conseguirem mais trabalhar.

Atualmente, para ter direito ao benefício integral, basta o trabalhador ter contribuído durante 12 meses, o chamado período de “carência”.

Bolsonaro quer que os trabalhadores acidentados ou que tenham doenças contraídas sem relação com o ambiente de trabalho contribuam por, no mínimo, 20 anos para receber apenas 60% do valor da aposentadoria. Se ele tiver contribuído por mais de 20 anos, terá direito a 2% a mais no valor do benefício por cada ano de contribuição.

10- Trabalhadores com deficiência também perdem

Os trabalhadores e trabalhadoras com deficiência também terão de trabalhar mais para receber o valor integral de aposentadoria.

Se for aprovada pelo Congresso Nacional a reforma da Previdência de Bolsonaro, os trabalhadores com deficiência serão obrigados a contribuir por, no mínimo, 35 anos para conseguirem se aposentar, independentemente do gênero e do grau de deficiência.

A proposta não mexe na idade mínima, que hoje é de 60 anos para homens e 55 para mulheres, mas penaliza os trabalhadores com o aumento no tempo mínimo de contribuição para conseguir ter direito ao valor da aposentadoria a que teriam direito hoje.

Leia mais ...

Trabalhadores fazem atos contra a reforma da Previdência em todo o país

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Em todo o Brasil, trabalhadores realizaram, durante a manhã desta sexta-feira (22), atos públicos, caminhadas e panfletagens, como atividades do Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência. Eles criticam a proposta de "reforma" do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que, entre outras medidas, prevê o aumento da idade mínima e do tempo de contribuição para homens e mulheres e reduz valores dos benefícios, além de não enfrentar privilégios e favorecer o setor financeiro.

Os atos desta sexta também server de "esquenta" para uma eventual greve geral, caso o governo pretenda colocar em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6, que tramita em fase inicial na Câmara. Nas redes sociais, os trabalhadores também protestaram, promovendo um "tuitaço" com a hashtag #LutePelaSuaAposentadoria, que ainda ocupa a primeira posição entre os temas discutidos.

No ABC paulista, uma caminhada uniu trabalhadores da Mercedes-Benz e da Ford, contra as mudanças nas aposentadorias. Assembleias foram realizadas em 70 outras fábricas do setor metalúrgico, nas cidades da região e também em São Paulo e Mogi das Cruzes, envolvendo cerca de 25 mil trabalhadores, que alertaram a população dos riscos representados pela proposta de Bolsonaro.

Em Osasco, outro município da Grande São Paulo, bancários do Bradesco realizaram panfletagem no local onde fica a sede do banco. Em Guarulhos, trabalhadores da construção civil da empresa Gail atrasaram a entrada do turno, para dizer não à reforma. Também houve atos em Limeira e Campinas, no interior paulista. Em São José dos Campos, participaram metalúrgicos da General Motors, Heatcraft, Prolind, Panasonic e Eaton, segundo o sindicato da região, informando ainda que houve assembleias na Latecoere e Armco (Jacareí) e na MWL (Caçapava). Foram registrados também atrasos em fábricas de outros setores, como a Basf (indústria química) e Heinneken (alimentação), ambas em Jacareí.

As mobilizações deste dia 22 estão sendo convocadas pelas centrais CGTB, CSB, CSP-Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central. Na capital paulista, os trabalhadores de todas as categorias se preparam para uma grande manifestação conjunta, a partir do fim da tarde, na Avenida Paulista. 

Maringa

Trabalhadores protestam em Maringá (PR)

Ver imagem no Twitter

Caravana dos Bancários do Rio convocando a manifestação do fim da tarde

Petroleiros

Petroleiros em São Mateus do Sul (PR)

Ver imagem no Twitter

Mobilização na Refinaria de Paulínia

Santa Cruz

Trabalhadores da zona industrial de Santa Cruz, na capital fluminense (RJ)

Leia mais ...

Frentes parlamentares se unem em defesa das instituições públicas de ensino e pesquisa

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!
 
Na última quarta-feira (13), o SINTPq esteve no auditório Teotônio Vilela acompanhando a reunião que marcou a fusão de duas frentes parlamentares da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Públicos de Pesquisa e das Fundações Públicas do Estado de São Paulo e a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas no Estado de São Paulo, ambas lideradas pelo Deputado Carlos Neder, que passarão a se chamar Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão no Estado de São Paulo, sendo liderada agora pela deputada Bete Sahão. Essa frente objetiva dar continuidade ao espaço de debates sobre a realidade das instituições públicas, debate este que o SINTPq contribui desde 2015, data da criação destas frentes parlamentares.
 
A diretora de ciência e tecnologia do SINTPq, Priscila Leal, esteve presente na reunião, onde pode expor os recentes ataques que o movimento sindical tem sofrido, em conjunto com a falta de valorização do sistema de ciência e tecnologia dos atuais governos, e os consequentes danos à soberania nacional que estes ataques acarretam. Ainda em sua fala, teve a oportunidade de agradecer o deputado Carlos Neder pela contribuição na defesa aos institutos públicos de pesquisa e universidades públicas do estado de são paulo, e entregar uma placa de prata, em conjunto com as entidades representativas dos empregados (CRE e ASSIPT) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT, com a finalidade de concretizar esta gratidão. Agradeceu também a disposição da deputada Bete Sahão em aceitar o desafio de liderar a nova frente e colocou a disposição do SINTPq em contribuir com os debates da nova frente.

 

Leia mais ...

Mulheres do SINTPq participam de ato no Dia da Mulher

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Oito de março foi dia de mobilização das mulheres nas ruas de Campinas. As diretoras do SINTPq, Filó Santos, Katiucia Zanella e Priscila Leal, estiveram presentes representando o SINTPq, junto com os dirigentes Celso Lacroux e José Paulo Porsani.

Com o mote "Pela vida das mulheres; Por democracia e direitos; Em defesa da previdência; Meirelle Vive", a manifestação teve início às 17h, com concentração no Largo do Rosário. A partir das 19h, o ato saiu em passeata pelas ruas do centro de Campinas.

Não faltaram palavras de ordem e discursos que deixaram claro que luta pela equidade de gênero seguirá firme e cada vez maior. A diretora Filó Santos discursou durante a manifestação e criticou as recentes posições do presidente Jair Bolsonaro.

"Como mulher repudio todas as declarações machistas do Bolsonaro. Como sindicalista, repudio a reforma da previdência apresentada pelo governo, que ataca com mais violência a aposentadoria da mulher e, com mais crueldade ainda, a aposentadoria das trabalhadoras de baixa renda. Não é coincidência o alto índice de feminicidio em 2019 e o início do governo Bolsonaro, isso é consequência de suas declarações misóginas, machistas, homofóbicas e racistas. Pela vida das mulheres, pela liberdade da mulher ser o que quiser, por aposentadoria digna e por nenhum direito a menos, vamos a luta", destacou Filó.

A diretora Priscila Leal também se pronunciou e chamou a atenção para a falta de mulheres em posições de comando no setor de pesquisa e tecnologia e na sociedade em geral: "Se nós mulheres somos maioria, por que não estamos nos espaços de poder? Por que não estamos decidindo?".

Leia mais ...

Confira a seleção do SINTPq de filmes e livros produzidos por mulheres

  • Publicado em Acontece
  • Escrito por
  • Seja o primeiro a comentar!

Março é um mês especial para relembrar e debater a luta das mulheres em nossa sociedade. Mesmo com tantas barreiras impostas pelo machismo, não faltam exemplos de grandes mulheres escritoras, diretoras e artistas em geral.

O SINTPq selecionou algumas sugestões de obras produzidas por representantes do sexo feminino. São filmes e livros que acompanham os nomes das respectivas diretoras e autoras. Nos títulos também estão disponíveis links para trailers, vídeos e informações adicionais. Confira e monte sua seleção!

Filmes

Professor Marston e as Mulheres Maravilhas - Angela Robinson
Mulher Maravilha - Patty Jenkins
Que Horas Ela Volta? - Anna Muylaert
Mate-me por favor - Anita Rocha da Silveira
Selma: uma Luta pela Igualdade - Ava DuVernay
O Sonho de Wadjda - Haifaa Al Mansour
Do que as Mulheres Gostam - Nancy Meyers
O Piano - Jane Campion
Bicho de sete cabeças - Laís Bodanzky

Livros

Úrsula - Maria Firmina dos Reis (Primeira romancista brasileira)
O Segundo Sexo - Simone de Beauvoir
Os Mandarins - Simone de Beauvoir
O Sol é Para Todos - Harper Lee
O Conto da Aia - Margaret Atwood
Quem Tem Medo do Feminismo Negro - Djamila Ribeiro
O Que é Lugar de Fala - Djamila Ribeiro
A Duração do Dia - Adélia Prado
Janela Mágica - Cecília Meireles
A Disciplina do Amor - Lygia Fagundes Telles

Leia mais ...
Assinar este feed RSS