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Brasil terá peça em acelerador de partículas

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Brasileiros são responsáveis por uma peça-chave para "recauchutar" o LHC, o maior acelerador de partículas do mundo. Ele deve operar com energia máxima a partir de maio de 2015, quando o acelerador voltar de uma pausa técnica de cerca de dois anos, para corrigir problemas e melhorar o desempenho.

Depois de provar, em 2012, a existência do bóson de Higgs –também conhecido como "partícula de Deus" e um dos componentes fundamentais do chamado Modelo Padrão da física–, o gigantesco experimento fincado na fronteira da Suíça e da França está prestes a encarar novos desafios.

Uma equipe liderada pela USP e pela Unicamp, mas com pesquisadores também de outras instituições, acaba de entregar o primeiro protótipo do chip Sampa, uma das principais apostas científicas do Alice, um dos quatro grandes detectores de partículas do acelerador.

O Sampa serve para analisar a enorme quantidade de partículas e interações gerada pelas colisões de partículas em altíssima velocidade –a pancadaria serve para liberar partículas "presas" no núcleo dos átomos.

Com o aumento da energia do LHC, a quantidade de colisões por segundo crescerá substancialmente, fazendo com que eventos considerados raros e com alto valor científico aconteçam com mais frequência. O objetivo do Sampa é justamente ajudar a encontrá-los.

"É uma responsabilidade enorme porque, se algo sair errado, o trabalho de muita gente pelo mundo será prejudicado", afirma Marcelo Munhoz, professor do Instituto de Física da USP, que coordena a participação da instituição no projeto, que conta ainda com pesquisadores e alunos da Poli (escola de engenharia).

Nas instalações do Alice (acrônimo para "A Large Ion Collider Experiment"), vários metros abaixo da terra, serão instalados cerca de 55 mil chips do tipo Sampa, que terá 5 mm x 5 mm. O Sampa deve ser instalado no LHC em 2018, quando outra parada técnica está programada.

"Pode parecer muito, mas 55 mil unidades é muito pouco para a indústria de microinformática, que trabalha com números muito maiores", explica Munhoz.

FABRICAÇÃO EM TAIWAN

A primeira parte do experimento –elaboração de dois protótipos do Sampa– está garantida por um financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). O grupo ainda busca financiamento para as demais etapas.

Como as empresas do Brasil não têm estrutura para produzir o chip, ele deverá ser fabricado, a partir do protótipo paulista, em uma companhia especializada de Taiwan.

Atualmente há 32 brasileiros, oriundos da USP e da Unicamp, trabalhando no Alice. No LHC como um todo –que conta com outros três detectores, o Atlas, o CMS e o LHCb– são 122.

O italiano Paolo Giubellino, porta-voz e um dos responsáveis pelo multimilionário Alice, mostrou-se entusiasmado com os primeiros avanços do microchip brasileiro.

"Estive recentemente no Brasil e nós estamos muito felizes com os resultados do chip Sampa. Os brasileiros estão em condições de igualdade com os melhores do mundo no desenvolvimento desses componentes."

O Alice trabalha com a análise de íons pesados, reproduzindo as condições da primeira infância do Universo, pouco depois do Big Bang, cerca de 14 bilhões de anos atrás.

Fonte: Folha de S. Paulo

Foto: Getty Images

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Financiamento colaborativo pode viabilizar novos projetos científicos

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O financiamento colaborativo está chegando ao setor científico sem muito alarde, porém com bastante potencial. Conhecido por seu titulação em inglês, “crownfunding”, o financiamento colaborativo é uma prática de voluntários interessados em tornar viável determinado projeto que não encontra apoio nas formas tradicionais ou no mercado.

Esse processo é muito utilizado nos meios artísticos. Através dele muitos DVDs, CDs e shows conseguem ser produzidos. Como reciprocidade os colaboradores ganham produtos, ingressos ou tem o privilégio de verem seus nomes na qualidade de co-produtor.

Alguns jovens empreendedores tem procurado o financiamento colaborativo para poderem concretizar invenções e projetos que poderiam ser comercializados no mercado. Foi dessa forma que a primeira impressora 3D foi fabricada, nos Estados Unidos. Considerada na época uma ideia surreal, o projeto teve início com o apoio de uma rede de pessoas espalhadas pela internet e empolgadas com a ideia. Uma pequena quantia de cada um, debitada em cartão de crédito e passível de parcelamento,
permitiu que o sonho virasse realidade.

Nem sempre o mercado aposta em novidades autorais. Os projetos de inovação de pequeno porte e carregados de audácia ou de alto grau de complexidade afastam os investidores tradicionais. As próprias linhas de financiamento existentes em organismos bancários ou acadêmicos exigem diversas comprovações e detalhamentos
que nem sempre podem ser fornecidas e superadas peles pesquisadores, especialmente os mais jovens.

O grau de sucesso depende muito da rede de amigos como ponto de partida de divulgação e da capacidade de marketing digital dos detentores do projeto.

Sci Crownfunding

O portal Sci Crownfunding é uma rede de ciência colaborativa que atua como uma plataforma "adoção" de pesquisadores. Ele incentiva e viabiliza projetos de mestrado, doutorado ou mesmo independentes. O grande diferencial desta proposta é que, além de oferecer um sistema online de suporte para financiamento colaborativo, o sistema disponibiliza também assessores especializados para ajudar o pesquisador no aspecto metodológico (elaboração de projetos de pesquisa) e bioético (aprovação em Comitês de Ética em Pesquisa e patenteamento), além de viabilizar a publicação dos resultados do estudo na Revista Prática Clínica Baseada em Evidências (RPCBE). Isto reduz o risco de insucesso dos projetos e aumenta o engajamento das pessoas que o apoiam.

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Ebooks começam a ganhar espaço na gestão pública

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Rapidez, economia e praticidade tem feito com que alguns órgãos públicos comecem a investir em suas publicações em formatos online.

A vantagem da publicação sob o conceito de ebook é a capacidade de distribuição e disponibilidade que o formato possui.

Um bom exemplo ocorre com a Embrapa, a empresa brasileira de pesquisa agropecuária. Sempre com inovações e orientações certeiras para a produtividade no campo, a Embrapa tem como alvo o público produtor espalhado em regiões rurais. Nada melhor do que permitir o alcance das publicações pela web. Neste mês a Embrapa lançou duas novas publicações no formato de livro digital: “Manual de Aplicação de Tecnologia de Agrotóxicos” e “Gestão Ambiental na Agropecuária”.

Constituição em Ebook

O Senado brasileiro tem se caracterizado na rapidez com que adota novas opções de multimídia e tecnologias de comunicação. Foi o primeiro agente do legislativo a usar o livro digital. Lançou a Constituição neste versão, tornando-a de forma inédita acessível a qualquer instante.

A Constituição em Ebook para plataformas móveis pode ser baixada clicando aqui.

Câmara Municipal de São Paulo

Através da sua Escola do Parlamento, a Câmara Municipal de São Paulo também dá seus primeiros passos na adoção do modelo de ebook como sistema de publicação de conteúdos próprios. Sua ideia é aproveitar a autonomia para este tipo de editoração e lançar livros digitais que discutam a cidade. O primeiro será “Pensando São Paulo”, com lançamento previsto para o mês de novembro.

Neste modelo, com hospedagem online, a Escola do Parlamento espera incentivar o uso destes livros digitais em escolas, faculdades e terceiro setor.

Com o passar do tempo os livros digitais devem cair ainda mais no gosto dos gestores públicos, como forma de formar ideias, discutir propostas e assim ir formando uma verdadeira biblioteca online de caráter cidadão.

Foto: Jane de Araújo

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IPT: Inscrições para 112 vagas remuneradas a estudantes do ensino superior e técnico estão abertas até 23 de novembro

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O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) abrirá amanhã, 8 de novembro, um novo processo de seleção para 112 vagas de estágio remunerado a estudantes de cursos de níveis superior e técnico de diversas áreas profissionais.

As inscrições poderão ser realizadas até o dia 23 de novembro. As vagas fazem parte do programa de estágios, que busca criar oportunidades para os estudantes terem contato com situações profissionais reais.

Os estágios serão realizados na sede do IPT/SP (no campus da Cidade Universitária) e nas filiais das cidades de São José dos Campos e de Franca. No ato da contratação, os candidatos devem estar matriculados no ano especificado no aditivo. A jornada de estágio será definida de acordo com a carga horária mínima publicada no aditivo disponível para cada vaga.

As inscrições podem ser feitas on-line clicando aqui. O candidato deverá ler o edital e aditivo e preencher a inscrição com dados corretos e exatos, inclusive com o endereço completo, o endereço eletrônico (e-mail obrigatório) e mantê-los sempre atualizados.

O processo seletivo será realizado em duas etapas: Conhecimentos Específicos e Entrevista Técnica. O conteúdo programático das avaliações obedecerá ao estabelecido nas diretrizes curriculares determinadas pelo MEC para cada curso.

Os selecionados em ambas as cidades receberão bolsa mensal e terão direito aos benefícios de seguro contra acidentes pessoais, recesso remunerado de 30 dias, conforme estabelece a legislação, vale refeição e vale transporte, e os benefícios exclusivos para a cidade de São Paulo são transporte em ônibus fretado ou vale transporte, assistência médica/odontológica ambulatorial e creche (para candidatas, condicionado à existência de vagas).

Fonte: IPT

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Evento em São Paulo discute inclusão digital para deficientes

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As estratégias e tecnologias para promover a inclusão digital de cerca de 50 milhões de pessoas portadoras de deficiência no continente americano serão apresentadas e discutidas na cidade de São Paulo, de 12 a 14 de novembro, no evento "América Acessível: Informação e Comunicação para Todos", promovido pela UIT (União Internacional de Telecomunicações), Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Unesco Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), com apoio da Anatel.

A sessão de abertura, a ser realizada hoje, das 9h às 9h30, contará com a presença do presidente da Anatel, João Rezende, do diretor da UIT para a Região das Américas, Bruno Ramos, do diretor da Representação da Unesco no Brasil, Lucien Muños, e da titular da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, entre outras autoridades.

Também no primeiro dia, às 11h, ocorrerá o lançamento do Relatório Global da Unesco sobre a abertura de novos caminhos para a promoção do acesso à informação e ao conhecimento às pessoas com deficiência por meio das TICs.

Fonte: Anatel

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Consumidor pode comparar preços de operadoras a partir desta segunda

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As empresas de telecomunicações são obrigadas, a partir desta segunda-feira (10), a informar os preços dos serviços prestados de forma gratuita e padronizada.

A regra, prevista no RGC (Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações), publicado em março de 2014, visa fomentar a criação de mecanismos de comparação de preços e ofertas entre as prestadoras.

Atualmente, segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o consumidor encontra dificuldades para escolher entre as diversas ofertas disponíveis porque a cobrança dos serviços de telecomunicações tem muitas variáveis.

Com a nova regra, as operadoras passam a disponibilizar para download informações sobre os preços e ofertas que elas praticam.

Registros de chamadas
O RGC também prevê que todas as reclamações, pedidos e solicitações efetuadas às prestadoras de telecomunicações sejam guardadas pelas empresas e fornecidas ao consumidor, sem ônus, por um período mínimo de três anos. O prazo estabelecido anteriormente era de dois anos.

O histórico das demandas referentes aos últimos seis meses deve ainda estar disponível para consulta no site da prestadora.

O conteúdo deve apresentar, no mínimo, o protocolo, a data e hora do registro e da conclusão do atendimento, assim como a classificação, síntese e encaminhamento da demanda dado pela prestadora e deve estar disponível no site da empresa, ou ser enviado por meio eletrônico ou correspondência.

Fonte: Uol

Foto: Sinclair Maia/Anatel

 

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Banda Larga em praças de pequenas cidades se torna cada vez mais comum

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Não faz muito tempo, era comum em pequenas cidades do interior, uma das grandes realizações de Prefeituras humildes ser a instalação de um aparelho de televisão em praça pública recebendo sinal de antena parabólica. Especialmente em horários noturnos, durante telejornais e novelas, grupos de pessoas rumavam para as praças a fim de assistir seus programas de maneira coletiva e socializar.

É verdade que em locais remotos e distritos afastados de aglomerados urbanos ainda ocorre isso. Porém, muito mais frequente agora, é o interesse da população em estar nestas praças quando as mesmas estão conectadas a internet. É a forma das pessoas terem acesso ao wi-fi, navegarem na web, entrarem em suas redes sociais, verem as notícias, ouvirem música e assistirem vídeos.

Ao contrário da TV, com um único programa visto por todos ao mesmo tempo e unilateralmente, a banda larga proporciona opções individuais, um “zapping” instantâneo em seus interesses e interações. É a liberdade de escolha.

Muitas vezes, estudantes também procuram acomodações nos bancos das praças para fazerem seus trabalhos de aula e assim poderem pesquisar de graça ou suprirem a ausência de uma biblioteca local. As praças prosseguem assim sendo espaço procurado por todos. E mais ainda pelos jovens, cada um com seu aparelho de celular ou levando seu laptop. A praça então continua sendo do povo, especialmente da “tribo dos conectados”.

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Ameaçados de extinção, orelhões podem ganhar novas funções

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Com o imenso volume de vendas de aparelhos celulares para o mercado consumidor, o telefone público vem caindo em desuso nas grandes cidades. Conhecidos pela alcunha de “orelhões”, esses aparelhos estão gradativamente diminuindo em quantidade. Estatísticas de institutos especializados apontando a redução de 120 unidades por dia em todo país.

Apesar da diminuição, as empresas de telefonia ainda são obrigadas a manter os aparelhos devido ao caráter social presente em suas concessões. A saída tem sido achar novas formas de colocá-lo à disposição da população. Uma delas, lentamente aceita pela Anatel, propõe que os “orelhões” deixem de oferecer o serviço via telefonia fixa e sim pela telefonia celular. Isso possibilita que as companhias fabriquem estes equipamentos com chips 2G ou 3G e assim instalem em pequenos municípios remotos. Nestas áreas é imprevisível a chegada de telefone por fios e cabos, devido a isso o telefone público por chip móvel atenderia as expectativas da comunidade, conectando-a com o resto do país.

Com esse projeto, o “orelhão-celular” pode passar a também ser um ponto de Wi Fi para esta localidade e aumentar o seu grau de utilidade. Levando assim a internet para locais ainda inacessíveis.

As empresas de telefonia preferem rumar por esta solução, barateando assim os custos de execução das contrapartidas combinadas. Tudo depende agora de regulamentação adequada.

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Microsoft libera testes do sistema de tradução simultânea do Skype

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O “Skype Translator” já está sendo testados por consumidores selecionados e o sucesso do projeto poderá significar uma revolução na comunicação interpessoal.

Desde os tempos bíblicos da “Torre de Babel”, o domínio dos idiomas tem sido fundamental para o avanço da chamada civilização. Povos diferentes poderem manter contato entre si, através de linguagem fluente, sempre foi a via mais curta para o reconhecimento do outro, entendimento e uma cultura de paz.

Com uma ferramenta conforme o prometido pelo Skype Translator, será possível se comunicar com pessoas de diferentes países, desde que o idioma esteja dentro daqueles disponibilizados pelo sistema. Esse recurso fomentará uma nova dinâmica nas relações e negócios, abrindo a porta para que possam ser feitos por todos e não apenas por alguns, ou via terceiros, sejam tradutores ou empresas especializadas.

Para os micro e pequenos negócios será uma frente nova, uma forma de superar as complicadas barreiras de importação e exportação para quem desconhece idiomas e paga altos custos para outros intermediarem.

Para o mundo acadêmico será também a possibilidade de interação diária com colegas, pesquisadores e colaboradores por todo mundo, de forma fácil, rápida e intensiva, ampliando coleta de informações e desenvolvimento de pesquisas.

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Plataforma global recebe sugestões para aprimorar funcionamento da internet

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A comunidade da internet global está convidada a participar da Iniciativa NETmundial, plataforma multissetorial para impulsionar soluções baseadas na colaboração para um ecossistema distribuído de governança da rede. Lançada nesta quinta-feira (6), a instância terá como base a declaração final do Encontro Multissetorial sobre o Futuro da Governança da Internet (NETmundial), realizado em abril, em São Paulo.

O objetivo é promover uma maior coordenação e cooperação entre as partes interessadas, promovendo a internet como um recurso compartilhado, neutro e global para a solidariedade humana e o progresso econômico. A plataforma será secretariada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pela Corporação para Atribuição de Nomes e Números da Internet (Icann, na sigla em inglês), em parceria com o Fórum Econômico Mundial (WEF).

A participação da comunidade global para continuar melhorando o marco de governança da internet se balizará no documento aprovado em abril – e disponível no site do projeto – com os princípios e o roteiro para a transição rumo ao novo modelo. Até 6 de dezembro, também é possível sugerir integrantes para o futuro conselho de coordenação, de caráter multissetorial e diversificado.

"Isto baliza o início dos esforços para impulsionar o espírito de cooperação de São Paulo para resolver questões de maneiras tangíveis. A iniciativa vai colocar sob os holofotes a essência do modelo multissetorial, reconhecendo-o como um mecanismo essencial para fazer com que a elaboração de políticas e a governança da internet global avancem," disse o secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida, membro do CGI.br, que lembrou o histórico das discussões e a participação brasileira. "O que se busca é tornar a rede um ambiente mais seguro e confiável e manter sempre seu caráter aberto", resumiu.

A Iniciativa NETmundial vai usar mecanismos de crowdsourcing (colaboração aberta online) para propiciar a formulação de propostas inovadoras que possam ser livremente adotadas por organizações ou nações. As atividades não têm o intuito de substituir, mas de complementar os esforços do Fórum de Governança da Internet (IGF, na sigla em inglês) e de outros foros e organizações.

Ação

"O diálogo é essencial e vai permanecer desse jeito. No entanto, a comunidade global está agora pronta para a ação", disse o presidente e CEO da Icann, Fadi Chehadé, que ressaltou a existência de necessidades imediatas no que diz respeito a políticas relativas ao uso da internet no espaço global. "Qualquer um pode participar da iniciativa", enfatizou. "Qualquer ideia, atividade, projeto. Todos são bem-vindos. Por favor, venham."

Para Chehadé, um mecanismo de mapeamento de soluções é urgente para ajudar as partes interessadas – especialmente nos países em desenvolvimento – a encontrar seus caminhos. "Já a formulação de uma solução policêntrica vai ajudar a resolver a quantidade cada vez maior de questões que vão desde a cibersegurança até a privacidade dos usuários."

O professor Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, observou a importância de "uma cooperação internacional mais profunda para a internet alcançar seu pleno potencial como propiciadora do crescimento econômico e do potencial humano". Segundo Schwab, a plataforma vai ser um bem público mundial. "Será um espaço para compartilhar expertise, ideias e recursos de governança da internet de maneira mais eficiente, auto-organizada, em benefício de todos", disse.

Virgilio Almeida, por sua vez, lembrou que o engajamento do fórum pode facilitar a identificação de problemas específicos dos setores produtivo e financeiro e o financiamento de medidas que implementem propostas resultantes da plataforma colaborativa.
O conselho de coordenação fará sua reunião inaugural em janeiro. A previsão é que a iniciativa comece a gerar soluções práticas em 2015.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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A inclusão digital como direito dos trabalhadores nas empresas

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Cláusula de inclusão digital começa a ter espaço nas reivindicações de negociações coletivas entre trabalhadores e empresas. Ainda é uma novidade, vista com alguma graça e desconfiança, porém provavelmente veio para ficar.

A sociedade moderna é e cada vez será mais digital. É a forma de vivermos nosso presente, nosso estilo de vida, e a tecnologia permite estarmos em um local físico e estarmos resolvendo e interagindo com organizações e pessoas que estejam distantes fisicamente. Mudaram assim a noção de ocupação do tempo e espaço por parte das pessoas.

Por isso, o trabalhador para poder exercer sua cidadania e seu direito à qualidade de vida em sua totalidade nesta nossa sociedade, precisa obrigatoriamente estar incluso digitalmente. Há algumas categorias, especialmente aquelas de profissionais mais qualificados, que já possuem conhecimento e liberdade para durante o dia de trabalho na empresa, estarem ativos digitalmente. Resolvendo ao mesmo tempo questões da empresa e questões particulares.

Porém há diversas outras categorias, especialmente aquelas ligadas à produção fabril, cuja oportunidade e capacidade de usufruir do mundo digital é bastante limitada no ambiente de trabalho.

Assim, a Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos incluiu na sua negociação coletiva de 2014 o requisito da Inclusão Digital.

A Capacitação para a Inclusão Digital pelas Empresas

O trabalhador boa parte das vezes recebe na empresa onde está contratado cursos de qualificação técnica. Este aprendizado visa tão somente o aumento da produtividade.

A obrigação de a empresa oferecer inclusão digital, proporcionando ensino de manuseio de computador, smartphone, acesso a e-mail, sites e interação online, é uma condição social do trabalhador que eleva o seu nível de convivência social em sua família, grupo e comunidade.

A experiência digital leva às pessoas ao raciocínio elaborado e associativo, o potencial de lidar com o intangível e assim reforça sua capacidade intelectual. Isso é bom para o trabalhador e é bom para a empresa. Não depende do currículo escolar.

Entretanto, jornadas intensivas de trabalho dentro de fábricas e espaços fechados, tiram destes trabalhadores a chance de estarem mais próximos do mundo digital. Suas rotinas não permitem esse contato, diferentemente de muitas outras categorias.

Passa assim a ser um item importante presente nas reivindicações de um trabalhador inserido neste mundo cada vez mais também virtual.

Estrutura no Trabalho para Exercer a Cidadania Digital

Outra questão da inclusão digital nas negociações coletivas é a empresa passar a oferecer uma estrutura de acesso digital para os intervalos de descanso.
Essa estrutura seriam máquinas (computadores, notebooks e tablets) com conexão em banda larga disponíveis para uso dos trabalhadores.

A consequência positiva é poder usar este intervalo para dedicar-se às suas tarefas particulares, como requisição de serviços públicos e de saúde por sistema online, realizar compras por e-commerce, interagir com família e amigos organizando sua vida social, estudar, fazer pesquisas, colocar em dia sua correspondência e muitas outras atividades.

Esse apoio para a inclusão digital em intervalos muitas vezes alivia a carga de preocupações e tarefas pessoais do trabalhador, permitindo inclusive uma melhor concentração no trabalho.

É praticamente impossível hoje desempenhar os compromissos para a empresa e deixar de lado completamente o mundo digital durante todo o período de sua atividade.

Oferecer a inclusão digital aos trabalhadores equilibra a produtividade e a qualidade de vida. É uma cláusula das novas negociações coletivas que provavelmente veio para ficar.

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Pesquisa analisa alcance da divulgação científica na rede

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Como deveria ser o site de um importante projeto para avaliação dos impactos das mudanças climáticas na agricultura do Brasil, mais especificamente relacionadas ao setor sucroalcooleiro? Ou, em última instância, como se comportam as notícias de divulgação científica nas redes sociais? As perguntas nortearam a pesquisa de mestrado de Marcos Rogério Pereira (foto), trabalho vinculado ao projeto científico “Geração de cenários de produção de álcool como apoio para a formulação de políticas públicas aplicadas à adaptação do setor sucroalcooleiro nacional às mudanças climáticas” – AlcScens -, que integra o Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.

Marcos integra o grupo de pesquisas da Unicamp e, em 2011, trabalhou no desenvolvimento de um site para o projeto. A página foi reformulada três vezes ao longo de sua investigação acadêmica, e passou a alimentar redes sociais, blogs e microblogs interativos, sites de vídeos, para compartilhamento de artigos, fotos, imagens e áudio, além da publicação de artigos eletrônicos. “Foi um desafio que ganhou novos ares por estar relacionado à produção e divulgação das informações científicas, por envolver a participação de uma equipe interdisciplinar de pesquisa, além da popularização de novas ferramentas de publicação online”, explica.

O AlcScens é constituído de 10 núcleos temáticos compostos de pesquisadores brasileiros de diversos centros e núcleos interdisciplinares de pesquisa, além de institutos e faculdades, não só da Unicamp, como também estudiosos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Um dos núcleos é o de divulgação científica, onde Marcos atua. A dissertação foi desenvolvida no âmbito do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), vinculado ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). A orientadora, professora Vera Regina Toledo Camargo, salienta que o Programa Fapesp, ao qual está ligado o AlcScens, foi um dos primeiros que contemplou a área de divulgação científica dentro de mudanças climáticas. “A divulgação abrange todos os grupos temáticos, alinhavando-os. Por isso é de fundamental importância, tanto internamente, entre os pesquisadores, como externamente, difundir o conhecimento para a sociedade”, diz Vera.

Marcos acrescenta que ainda é raro que centros produtores de ciência e tecnologia contemplem a divulgação científica como estratégica de diálogo com o público leigo. Nesse contexto, o pesquisador considera inovador o fato de o AlcScens contar com esta equipe.

Redes sociais 

A divulgação científica do AlcScens também passa pelas redes sociais, especialmente o Facebook, cuja página é atualmente administrada pelo coordenador do projeto, o pesquisador Jurandir Zullo. “Foi um dos primeiros objetos de estudo. Percebi que a rede social estava se transformando em uma rede movida pela publicidade. E, então, em determinado momento, as publicações que fazíamos do projeto começaram a ter seu alcance reduzido”, ressalta Marcos. A reflexão a partir daí foi se a informação científica não gerava interação no facebook ou se, afinal, as pessoas não teriam mesmo interesse no assunto. “E tem interesse”, afirma.

O autor da dissertação decidiu fazer um teste com uma publicação patrocinada, ou seja, pagou uma quantia para que o post do projeto circulasse na rede. “Foram milhares de visualizações e curtidas, o que nos fez pensar até que ponto isso é válido ou não no caso da divulgação científica, se é válido pagar para ter a informação difundida pela rede”.

Há páginas na rede social voltadas à divulgação da ciência, com quase meio milhão de usuários. Mas embora reconheça o papel do facebook como forma de dar visibilidade à informação científica, Marcos ressalta a importância da fonte primária, como é o caso de um website. “Nosso site é o resultado de uma experiência de divulgação científica que procurou preservar e disseminar informações científicas na internet, geradas pelo grupo de pesquisas. As pessoas têm interesse em informação de qualidade e textos bem escritos”.

O autor destaca o reconhecimento do trabalho de divulgação do projeto: “O Blog do Clima, do site Planeta Sustentável, um dos mais importantes na área de mudanças climáticas no Brasil, já cita o projeto como uma das principais iniciativas da área de mudanças climáticas no Brasil. Para chegar nesse reconhecimento, você precisa ter um site de informação de qualidade, confiável e que sirva de referência em um ambiente repleto de informações conflitantes, que é a internet”.

 

Fonte: Unicamp

Foto: Antonio Scarpinetti

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