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Pela revogação da “reforma” trabalhista e o direito do povo decidir

Desde o início da turbulência política vivida no Brasil, a direção do SINTPq manifesta abertamente suas posições à categoria. Em todos os seus pronunciamentos, o sindicato, preocupado com a defesa e preservação dos direitos dos trabalhadores, apresentou sua preocupação com os rumos que o País tomava. Não faltaram alertas sobre os retrocessos das “reformas” previdenciária e trabalhista, sobre o reflexo da “PEC do Teto” nos investimentos em ciência e tecnologia e sobre o desmonte do Estado de modo geral.

Hoje, infelizmente, o cenário premeditado desde 2015 se confirmou. Empresas da base do SINTPq tentam retirar direitos a seu bel-prazer, amparadas pela nova legislação; centros e instituições públicas de pesquisa agonizam diante de um sucateamento estrutural, reajustes de 0% são oferecidos e postos de trabalho são ceifados diariamente.

Essa realidade enfrentada pelos profissionais da categoria é fruto do posicionamento do atual governo, baseado na submissão aos interesses internacionais, desmonte do capital intelectual e produtivo nacional e privatização dos nossos recursos e setores estratégicos. Exemplos desse alinhamento adotado pelo golpista Michel Temer não faltam, como a venda a Eletrobrás, o corte de 44% no orçamento do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação) e a entrega do Pré-sal às petrolíferas estrangeiras.

Com a chegada das eleições presidenciais, o povo brasileiro teria a oportunidade de interromper esse processo, que teve início sem o seu aval nas urnas. Avaliando diferentes projetos, de diferentes candidatos, a sociedade poderia escolher qual rumo deseja para o País. Entretanto, a prisão do ex-presidente Lula, decretada antes mesmo do esgotamento dos recursos por uma justiça seletiva e alinhada com os interesses da grande imprensa, prejudica esse debate.

Em sua pré-campanha, o ex-presidente Lula, que lidera todas as pesquisas, sugeriu um plebiscito para decidir a revogação da “reforma” trabalhista. Uma proposta e um posicionamento como esse seriam muito importantes durante o debate eleitoral. Seria uma oportunidade para a população, com base em seu julgamento, voltar a assumir seu protagonismo na condução do País, coisa que não acontece desde 2015.

O SINTPq espera que a revogação das “reformas” e a retomada da soberania nacional possam estar presentes nas eleições, não apenas com Lula, mas também com quaisquer outros candidatos que prezem pelo Estado brasileiro e pela justiça social. Incoerências, manobras e perseguições do nosso questionável judiciário não podem seguir lesando a já combalida democracia brasileira.

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