CPqD: reuniões avançam, mas acordo não
A quinta reunião entre SinTPq e CPqD acontece no próximo dia 27. Apesar dos vários encontros, a postura do Centro é a mesma desde o início das negociações em não avançar nos benefícios para os trabalhadores e suas justificativas até o momento não convenceram.
A empresa não quer conceder aumento real, só aceita a recomposição do IPCA. Até agora, das sete empresas da base do SinTPq que encerraram a campanha, todas tiveram aumento real. Mesmo o IPT (Instituto de Pesquisa Tecnologia), em que a negociação é difícil por envolver o Governo do Estado de São Paulo e seu porte pode ser equiparado ao do CPqD, o aumento real foi praticado.
Este ano o CPqD foi considerado o vice-campeão brasileiro de patentes (leia a matéria da Agência Brasil), sendo que sua receita aumentou de R$ 230 milhões em 2010 para R$ 280 milhões em 2011. São 21,73% a mais no caixa, valor suficiente para dar reajuste real.
Existe uma prática do Centro em reduzir os gastos com funcionários. Em 2006, os mesmos representavam 66% da receita, em 2010, só 62% e com certeza quando os números de 2011 forem divulgados, será ainda menor. Se um Instituto de Pesquisa tem como matéria prima sua mão de obra, não existe registro de onde está sendo usada essa diferença que só cresce.
Posição
O cenário é totalmente favorável aos trabalhadores, mais de 95% dos acordos salariais tiveram aumentos reais, segundo o DIEESE, e não existem motivos para as imposições do Centro. Devido a isso, caso a quinta reunião não aponte novas perspectivas para o ACT, o SinTPq vai iniciar um movimento para o dissídio, que é a decisão judicial para a negociação.
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