Em crise, IPT ameaça demitir 200 trabalhadores
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) anunciou nas últimas semanas a possibilidade de demitir 200 trabalhadores em 2016. Mais de 80 funcionários já saíram da Instituição neste ano, sendo 50 demissões só nos últimos dois meses. Como alternativa, a proposta do IPT é evitar futuros desligamentos aderindo ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), do Governo Federal. Na próxima quinta-feira, dia 17, às 9h30, os trabalhadores do instituto se reunirão para discutir a adesão ou não ao PPE.
O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia (SINTPq) e o Conselho de Representantes dos Empregados (CRE) defendem que a direção do IPT adote outras medidas para cortar custos, como a redução do número de cargos comissionados na instituição, que possuem salários muito superiores aos dos pesquisadores.
Segundo levantamento do sindicato, há mais de 12 anos a verba de custeio repassada pelo governo do Estado de São Paulo ao Instituto está congelada (sem correção inflacionária) em R$ 42 milhões anuais.
De acordo com o presidente do SINTPq, Régis Norberto, a maior prova do descaso do Governo do Estado com o IPT está na figura do presidente do Conselho de Administração e também vice-governador do Estado, Márcio França, que mesmo ciente das dificuldades pouco tem agido para ajudar o Instituto neste momento de incerteza.
“Nos últimos anos o IPT tem obtido resultados financeiros muito superiores aos Institutos de Pesquisas no mundo, a relação atual é de 35% de contrapartida do Estado e 65% de receitas próprias. A empresa não pode jogar no colo dos funcionários seus problemas financeiros. O discurso de vamos aderir ao PPE para não demitir mostra que a direção do IPT irá penalizar ainda mais a missão do Instituto”, afirma Norberto.
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