Câmara de Campinas aprova Polo de Inovação e Desenvolvimento Sustentável (PIDS)
O PIDS redefine as regras de uso e ocupação do solo na região

O Projeto de Lei Complementar (PLC) que cria o Polo de Inovação e Desenvolvimento Sustentável (PIDS), no distrito de Barão Geraldo, foi aprovado em segunda discussão na sessão da Câmara Municipal de Campinas, realizada nesta quarta-feira (22 de outubro), com 24 votos favoráveis, uma abstenção e cinco contrários.
O PIDS redefine as regras de uso e ocupação do solo na região, estabelecendo parâmetros urbanísticos e ambientais para atrair empresas de pesquisa, inovação e tecnologia, ao mesmo tempo em que busca preservar áreas sensíveis. Entre as três emendas aprovadas, destaca-se a que limita a altura de projetos habitacionais de interesse social: até sete andares na área prioritária e quatro na área de ampliação, buscando conciliar desenvolvimento urbano e qualidade de vida.
O SINTPq reforça que a aprovação do projeto não encerra o debate. Para promover uma reflexão mais ampla sobre os impactos do PIDS, o sindicato compartilha um episódio do Sindcast com o professor Wagner Romão e a ambientalista Angela Podolsky, que analisam políticas públicas relacionadas à proteção ambiental e ao planejamento urbano.
Durante o podcast, foram manifestadas fortes críticas ao PIDS, classificando o projeto como parte de um modelo ultrapassado de expansão urbana, que atende principalmente aos interesses do mercado imobiliário em detrimento das necessidades socioambientais de Campinas. Os participantes destacaram que, apesar da existência de áreas subutilizadas e planos ambientais claros no município, a Câmara aprovou uma proposta que sinaliza retrocesso, ao ignorar alternativas realmente sustentáveis e as diretrizes ambientais já definidas pela própria cidade.
Diante desse cenário, o sindicato segue acompanhando a implementação do PIDS e ressalta a importância de uma governança democrática, com a participação da população, universidades e movimentos ambientalistas. O objetivo é garantir que o desenvolvimento tecnológico ocorra de forma planejada, sustentável e inclusiva, equilibrando inovação, preservação ambiental e o bem-estar da comunidade e dos trabalhadores da região.
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