Após pressão dos trabalhadores, IPT suspende adesão ao PPE

17/12/2015

O IPT anunciou ontem, dia 16, a suspensão da adesão ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), do Governo Federal. A decisão ocorreu após uma reunião do entre o Conselho de Representantes dos Empregados (CRE) com o vice-governador do Estado, Márcio França e a direção da instituição.

Nas últimas semanas, a direção do Instituto surpreendeu os trabalhadores com a possibilidade de adesão ao programa, ou, demissão de 200 funcionários da empresa. Segundo cálculos do SINTPq, o impacto anual desses desligamentos para a folha de pagamento seria da ordem de R$ 30 milhões.

"O sindicato visitou todos os gabinetes da Alesp protocolando documento que pede o engajamento dos nossos deputados estaduais pela recomposição inflacionária dos repasses feitos pelo governo estadual ao IPT que, há 12 anos, estão congelados em R$ 42 milhões", explicou o presidente do SINTPq, Régis Norberto, em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira com os trabalhadores da empresa.

Para o SINTPq, aderir ao PPE não é, atualmente, uma possibilidade para o IPT, pois o programa do Governo Federal prevê requisitos financeiros distantes da realidade do Instituto. "O IPT está com os salários em dia e com os fornecedores pagos. Também não atuamos em um ramo da indústria, por isso dificilmente a adesão seria aceita agora pelo Ministério do Trabalho e Emprego", garante Norberto.

A Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos e Fundações Públicas de Pesquisa de SP apresentou a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Alesp medidas de suporte aos institutos de pesquisa, incluindo o IPT, na proposta orçamentária de 2016 (veja documento).

Apesar da suspensão representar uma importante conquista para os trabalhadores do IPT, o sindicato entende que a mobilização é fundamental para a manutenção dos empregos no próximo ano e discussão da missão do Instituto para a sociedade.