Avaliação de Desempenho do CPqD não é seguro nem sigiloso e, na maioria das vezes, os funcionários pagam pelas críticas apontadas

07/06/2013

tempos o SINTPq vem lutando para conter as demissões realizadas pelo CPqD por entender que elas não têm sido justas para os trabalhadores. Se houveram opções “erradas” sobre projetos e empreendimentos, estas decisões foram tomadas pela alta direção do CPqD, mas são os funcionários que pagam com seus empregos por elas.

Na hora de demitir, a empresa não tem critérios e, geralmente, puni o funcionário com base nos apontamentos do processo de avaliação, que deveria servir de aperfeiçoamento do profissional.

Nas avaliações feitas no CPqD, os “julgamentos” dos superiores (parte deles, felizmente) e dos  pares que deveriam ser anônimos, infelizmente não o são. Há denúncias de que as avaliações dos superiores ou dos pares são expostas de maneira antiprofissional, por vários gerentes. Estas reclamações quando direcionadas contra a empresa, a chefia ou seus “protegidos” são tratadas de forma "personalista", ao invés de serem usadas de maneira proativa para estimular a melhora do ambiente de trabalho, pelo contrário, pesam contra os funcionários avaliados num momento de promoção ou reforçam a justificativa na hora da demissão. Isso faz com que o trabalhador tenha medo da penalização durante o processo em questão.

O SINTPq repudia a forma como o método avaliativo está sendo utilizado porque ele não serve para indicar melhorias na empresa, no ambiente ou no processo de trabalho e, sim, punir o funcionário, já que os trabalhadores mal avaliados num processo com vícios ficam à mercê de serem demitidos não pelo desempenho ou competências apontadas, mas por questões subjetivas, pessoais e até antiéticas.

“Há uma “pseudo” democracia garantida no processo, já que as críticas não são vistas com bons olhos pela chefia rendendo punições, através da não promoção, e até demissões”, explica o diretor do SINTPq, Adelino Cabral. 

O SINTPq é a favor da avaliação de funcionários por métodos objetivos e desde que no processo os avaliados recebam um feedback justo de seu superior, pares e subordinados, fazendo também uma autoavaliação. Mas para que isso ocorra é preciso que a avaliação se atenha aos quesitos de competência e habilidade do funcionário e que o método seja conduzido de maneira sigilosa, proporcionando assim um retorno mais honesto e transparente.

O SINTPq defende que o CPqD revise sua metodologia adotada atualmente, implementando indicadores de avaliação do trabalho efetivamente realizado e das competências e habilidades dos funcionários e não apenas quesitos que avaliam o comportamento e o relacionamento dos funcionários. E que eles não sejam parâmetros para punir aqueles que têm com coragem para dar sua opinião sobre as pessoas e processos da empresa na certeza de estarem contribuindo para melhorá-la.