CPqD envia para fabricação primeiro protótipo de chip de 16 nm para comunicações ópticas do mundo

23/06/2015

O protótipo para teste (test chip) do primeiro processador de sinais digitais (DSP) do mundo com tecnologia de 16 nanômetros, para transmissão coerente, acaba de sair dos laboratórios do CPqD, em Campinas, para fabricação em Taiwan – na empresa TSMC. Desenvolvido com o apoio do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) do Ministério das Comunicações, o novo chip destina-se ao uso em equipamentos para sistemas de comunicação óptica – especificamente, em módulos transceptores ópticos com tecnologia de modulação coerente.

“Trata-se de um projeto inovador e de alta complexidade, que coloca o Brasil em posição relevante no cenário mundial da tecnologia microeletrônica”, afirma Juliano Rodrigues Fernandes de Oliveira, gerente de Tecnologias Ópticas do CPqD. “Para os fabricantes brasileiros de equipamentos ópticos, o domínio dessa tecnologia vai contribuir para a redução da dependência de componentes importados e, com isso, para a diminuição dos custos de seus produtos”, acrescenta.

O chip DSP de 16 nm (um nanômetro é igual a um milionésimo de milimetro) desenvolvido nos laboratórios do CPqD, em parceria com a empresa americana Clariphy Communications Inc., reúne milhões de transistores dentro de um dispositivo de silício com alguns milímetros quadrados de área. “É um projeto complexo, porque envolve um grande número de portas lógicas (gates) construídas com um transistor muito pequeno, com o propósito de transmitir taxas agregadas de até 400 Gigabits por segundo”, ressalta Oliveira.

O test chip do novo processador será produzido pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company – TSMC, uma das principais fabricantes independentes (foundry) de chips dedicados do mundo, e deverá estar disponível em dezembro deste ano para utilização em provas de conceito – que irão resultar na versão final do produto.

A TSMC também já fabricou outro protótipo de circuito integrado avançado desenvolvido no CPqD – com apoio do BNDES e parceria da Padtec -, que atualmente está em fase de teste de bancada. Neste caso, o objetivo é oferecer aos fabricantes de equipamentos um processador OTN (Optical Transport Network), para rede de transporte óptico com taxas agregadas de até 100 Gigabits por segundo, utilizando tecnologia de 40 nanômetros.

Fonte: CPqD