IPT: Proposta da empresa é aprovada

22/09/2016

A assembleia dos empregados do IPT aprovou na manhã desta quinta-feira, dia 22, a proposta da empresa de reajuste salarial de 4,99% a partir de junho de 2016, mais 4,99% em dezembro de 2016, tendo como base os salários de maio de 2016. A proposta impõe perdas salariais e, por isso, sua aceitação demorou, pois se buscava junto à empresa e ao Governo do Estado de São Paulo sua melhoria.

No entanto, com a indiferença do Governador Alckmin e, apesar da palavra empenhada do vice-governador, Marcio França, de dialogar internamente nos órgãos de controle do governo, a proposta inicial foi mantida. Nem mesmo o fato dos empregados do IPT terem aderido ao PPE para garantir seus empregos com a redução salarial de 10% foi reconhecido!

Enquanto isso, nesta mesma manhã, o presidente do IPT enviou e-mail a todos os empregados pedindo a aprovação da proposta e relatando que a situação econômica do Instituto continua grave e não indica superação das dificuldades, em um tom pessimista frente ao futuro.

Assim, nos resta avaliar a necessidade de discutir a continuidade do PPE, pois a manutenção deste quadro provavelmente levará o IPT a praticar demissões após o fim do período de estabilidade, a partir de março de 2017.

Dia 22/9 – SINTPq aplica pesquisa durante assembleia

Durante a assembleia, o Dia Mundial Sem Carro, celebrado hoje, foi lembrado e uma reflexão proposta aos trabalhadores sobre o debate em curso na campanha eleitoral para a Prefeitura de São Paulo: Vários candidatos têm se manifestado pela volta de limites de velocidade mais altos nas avenidas e marginais da cidade, em detrimento da campanha da ONU pela queda no número de mortes e vítimas graves no trânsito, através da redução dos limites de velocidade.

Também foi realizada a pesquisa #NenhumDireitoAMenos orientada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) sobre a perda de direitos trabalhistas e previdenciários que o governo golpista de Michel Temer tem imposto à sociedade, com a cumplicidade do Parlamento. Este por sua vez, submisso aos interesses da elite que, em parceria com a mídia, sustenta o discurso parcial, defendendo exclusivamente os interesses empresariais, como os da FIESP.

A pesquisa será tabulada e os resultados divulgados. Aguardem.