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SINTPq visita obras do Sirius: “Imaginem um prêmio Nobel saindo daqui"

“Imaginem um prêmio Nobel saindo daqui. Esse projeto representa um sonho”. Foi com esse vislumbre dos profissionais envolvidos no Sirius que o SINTPq foi recebido na maior obra da ciência brasileira. A visita ocorreu na manhã de quinta-feira, dia 31, e foi conduzida por representantes do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), instituição responsável pelo projeto.

Os diretores do SINTPq, José Paulo Porsani e Katiucia Zanela, conheceram todos os setores das obras e puderam ver de perto as estruturas daquele que promete ser o maior avanço científico da história do Brasil. O engenheiro elétrico e coordenador do grupo de infraestruturas especiais, Oscar Vigna, acompanhou a visita e passou detalhes técnicos da estrutura. Ao todo, são 68 mil m² de instalações, mais de 700 profissionais envolvidos e 520 metros de circunferência.

“O que estamos construindo aqui, só os suecos fizeram”, afirma Oscar Vigna em referência ao único acelerador do tipo síncrotron de quarta geração em operação hoje no mundo, o MAX IV, localizado em Lund, na Suécia.

“Seremos o primeiro país do hemisfério sul e o segundo do mundo a ter um síncrotron de quarta geração. Isso é um salto muito grande. Além disso, 85% de tudo que compõe o projeto, na construção civil e nos aceleradores e linhas de luz, é produto nacional”, comenta o engenheiro.

A diretora do SINTPq e trabalhadora da Facti (Fundação de Apoio à Capacitação em TI), Katiucia Zanela, destacou os avanços possíveis com o Sirius, mas também chamou a atenção para os recentes cortes na ciência nacional, que, segundo ela, colocam em risco todos os projetos nacionais de desenvolvimento.

“Fiquei impressionada com o tamanho e a estrutura do Sirius. Entretanto, se os cortes e contingenciamentos do Governo Federal no setor continuarem, nem mesmo um projeto tão grandioso como esse poderá salvar a ciência brasileira do atraso”, avalia a diretora.

Confira no vídeo cenas gravadas no interior das obras e entrevista com o engenheiro Oscar Vigna.

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