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Doria pressiona Alesp por PL 529, mas oposição segue na luta

É forte a pressão de Doria para votação do PL 529, que entre outras coisas extingue empresas, autarquias e fundações que oferecem serviços nas áreas de saúde, educação, transporte, habitação e meio ambiente. Além disso, privatiza parques, permite aumento de impostos, acaba com fundos especiais, como de hospitais e de universidades, entre outras maldades. O governo alega que o projeto se deve a proteger as finanças do estado dos efeitos da pandemia. A oposição rebate, afirma que a “boiada do Dória” embutida no PL 529 usa a pandemia como pretexto para promover um desmonte do estado.

A pressão foi intensificada no final de semana, quando o presidente da Assembleia Cauê Macris (PSDB) organizou a base de apoio e convocou sessão extraordinária para a noite de segunda. A estratégia era pegar desmobilizados os deputados contrários. A convocação nem chegou a ser publicada no Diário Oficial da Assembleia, conforme denunciou Gil Diniz (PSL), nem os líderes partidários foram avisados, como destacou Barba. Os opositores, porém, conseguiram obstruir a votação.

Tentando aprovar o projeto na terceira noite de sessões extraordinárias, o governo impôs mais pressão. Macris, que estava no plenário, designou o deputado Coronel Telhada (PP), terceiro vice-presidente da Casa, para presidir a sessão. Por presidir a sessão, Macris não pode votar. A estratégia era evitar o voto de Telhada, contrário ao PL 529. Cobrado pelos parlamentares para que deixasse a presidência da sessão, o deputado se negou até a apresentação de um vídeo comprovando que Cauê Macris estava no local e teria o dever de assumir o comando da mesa.

Regimento rasgado

Os deputados Paulo Fiorilo e Professora Bebel, do PT, e Erica Malunguinho, do Psol, entre outros, questionaram as irregularidades que marcaram o início da sessão, propondo reinício conforme o regimento. No entanto, Macris negou.

Douglas Garcia (PTB) reforçou a denúncia do “mensalão do Doria” e cobrou providências do presidente da Assembleia quanto ao vício do processo de votação. E pediu o arquivamento da proposta.

Ecoando a fala dos opositores ao PL, a deputada Leci Brandão (PCdoB), lamentou que o estado mais rico da federação seja governado por um homem insensível em um momento de pandemia, e que considera servidor como vagabundo ”. “O servidor é um trabalhador do povo. Não dá para entender o seu interesse em beneficiar os mais ricos, a elite”.

Enquanto os deputados discutiam a proposta no plenário, servidores de empresas em risco de extinção fizeram vigília do lado de fora da Assembleia.

Site Na Pressão

Desde que foi lançada, em 17 de setembro, a campanha contra o PL 529 pelo site “Na Pressão” tem registrado mudanças no posicionamento de deputados e deputadas estaduais. Por meio de mensagens via Whatsapp, e-mails e até mesmo em vídeo, os parlamentares estão respondendo os trabalhadores comprometendo-se a votarem contra o projeto de lei.

Apesar das mudanças, o número de parlamentares contrários a medida ainda não é o suficiente para barrar a proposta na Alesp, por isso é preciso intensificar a pressão nas redes sociais (Acesse o site aqui).

Com informações de Rede Brasil Atual

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