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Mudança dos tempos: o fim das lan houses

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Batizado como “Lei das Lan Houses”, o PLC 28/2011 é de autoria do deputado Vieira Reis (PMDB/RJ) e “declara tais estabelecimentos como de especial interesse social para universalização do acesso à rede mundial de computadores”. Ainda discutido ao longo de 2013, do ponto de vista de 2014 é um claro sinal de como as mudanças da sociedade civil são mais rápidas do que qualquer legislação.

Como evidência disso, há a notável informação de que foi fechada a última Lan House existente na comunidade de Heliópolis, o maior aglomerado humano de moradias populares da Grande São Paulo. Antiga favela reurbanizada, é verdadeiramente uma pequena cidade dentro de uma metrópole.

Algumas últimas Lan Houses em funcionamento, como a “MA Serviços” em Taboão da Serra, vem mudando seu perfil. Ao invés de vender acesso à web, passam a ser uma loja de internet e informática, oferecendo equipamentos, manutenção e aulas de inclusão digital.
Lan Houses x Smartphones

A velocidade do fim das Lan Houses acompanha a escalada de vendas de smartphones. Comparando com 2013, a alta de comercialização destes aparelhos nas lojas é de 179%. Já é possível ter boas opções a partir de R$ 300,00.

De todo volume de celulares vendidos no país diariamente,  os smartphones representam 79%.  Especialistas da empresa de pesquisas de mercado Nielsen, consideram ser possível este número chegar a 85% até o final deste ano.

A revolução em andamento, com a mudança de conexão da internet preferencialmente por bandas móveis em detrimento das bandas fixas, tem provocado súbitas transformações de forma geral na maneira das pessoas acessarem a web.

A navegação por celulares  trouxe  individualidade e livre acesso a internet para as pessoas. Ao invés de dividir espaço e de tempo contado como se fosse um taxímetro na Lan House, o consumidor por planos de R$ 30,00 a R$ 40,00 já pode ficar 24 horas online.

O impacto é tão grande e súbito, que mesmo grandes corporações como bancos, precisaram rapidamente lançar aplicativos para levar seu atendimento para a móbile comunicação.

Portanto a opção da população, e de forma inequívoca também nas camadas de renda C, D e E foi clara:  é mais interessante comprar seu smartphone, mesmo em parcelas com juros em redes de lojas como Pernambucanas, Magazine Luíza, Casa Bahia, Ponto Frio e outras, do que gastar dinheiro por pequenas faixas horárias em concorridas Lan Houses de tempos atrás.

Wi - Fi Público

Complementa este cenário as iniciativas do Governo Federal e diversas prefeituras de dotarem com infra- estrutura de acesso à internet diversos espaços públicos como parques, praças e centros comunitários de periferia.

Esta conexão pública e gratuita tem sido útil para muitos jovens de baixa renda como maneira de acessarem a web,  sem assumirem planos pós-pagos das operadoras de telefonia.

Permitem assim uma maneira autônoma de buscar notícias, ouvir música, ver vídeos e usar a internet para empreender e interagir.  Essa atitude de socializar e somar conhecimento com liberdade tem transformado as perspectivas de vida de muitos.

Essas mudanças de paradigma demonstram  o poder de mudanças provocado pelo manuseio próprio e pessoal da tecnologia, com o acréscimo de novas percepções, novas habilidades e expansão das formas de capacidade cognitiva.

As Lan Houses podem ter ficado para trás, tristes devem ter ficado seus empreendedores. Mas abriu-se um novo futuro onde sociedade e internet popularizada mostram-se cada vez mais íntimos.

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Produção científica no Brasil fica menos concentrada em São Paulo

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O percentual de pesquisas científicas publicadas pelas três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) em relação ao total dos estudos feitos no Brasil vem caindo, num movimento de desconcentração da produção acadêmica.

Mas enquanto o índice de qualidade da produção estagnou na média do país, ele cresceu nessas três universidades, que hoje enfrentam problemas financeiros.

Esse quadro é revelado por uma tabulação de dados da base Web of Science feita pela Fapesp (agência paulista de fomento à pesquisa) a pedido da Folha.

Pelo menos 40% de toda a produção científica anual brasileira de 1993 a 2009 correspondeu às estaduais paulistas. Essa participação diminuiu a partir de 2010, chegando a 37% em 2012 e 2013.

Essa queda se deve principalmente à criação de novas instituições de pesquisa no país. Desde o início do governo Lula, em 2003, foram inauguradas 18 das atuais 63 universidades federais, segundo Paulo Speller, secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação.

Na média de toda a produção científica do Brasil, o indicador de qualidade, cuja base é a média de citações por artigo de cada instituição, era de 0,55 em 1981. Desde 2003, ele tem oscilado em torno de 0,69. Na Unesp, Unicamp e USP, esse índice de qualidade manteve a tendência de alta, chegando respectivamente a 0,67, 0,80 e 0,84.

Mesmo assim, o desempenho é inferior ao dos países desenvolvidos, que têm números superiores a 1 para o chamado "impacto relativo à média mundial".

VALORIZAÇÃO

O desempenho em quantidade e qualidade da Unesp, Unicamp e USP se deve em grande parte à tradição de valorização da pesquisa e ao ambiente favorável à competitividade na produção científica, segundo o físico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.

As três paulistas têm pelo menos 95% de doutores. A lei estabelece que as universidades devem ter ao menos um terço de professores mestres ou doutores.

Brito Cruz afirma também que as três estaduais têm acesso aos fundos da Fapesp, com os quais passam a ter o dobro dos recursos que já recebem de apoio à pesquisa pelo governo federal.

Ele aponta ainda a diminuição da burocracia e a agilidade na alocação de recursos para a pesquisa graças ao modelo de gestão orçamentária e financeira estabelecido desde 1989, único no país baseado na autonomia universitária prevista pela Constituição.

PRESSÃO

De 2004 a 2013, o total de artigos científicos publicados no Brasil aumentou 137%. Esse crescimento foi maior que o de 98% observado na Unesp, Unicamp e USP no mesmo período.

Pesquisadores ouvidos pela Folha destacaram que, nesses dez anos, o governo federal, principalmente por meio da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), aumentou seu investimento em projetos de pesquisa, mas, diferentemente da Fapesp, não evoluiu nas exigências de qualidade.

"É uma pressão sem limites para publicar cada vez mais rápido em vasta quantidade", afirma o biólogo Marcelo Hermes-Lima, da UnB (Universidade de Brasília).

A Capes não atendeu aos questionamentos da reportagem, da mesma forma que o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Das estaduais paulistas, a Unesp foi a que mais cresceu em qualidade, apesar de ainda ter o menor índice das três. Seu impacto relativo à média mundial passou de 0,26 em 1981 para 0,67 em 2013.

A receita, segundo a pró-reitora de Pesquisa Maria José Giannini, foi o foco da instituição no "aumento e na qualificação dos programas de pós-graduação e formação de recursos humanos competitivos".

Fonte: Folha de S.Paulo

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CMCT&I realiza última reunião antes da I Semana Municipal de Ciência, Tecnologia, Inovação & Desenvolvimento

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O Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia & Inovação (CMCT&I), que faz parte da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE), reuniu-se nesta quinta, 9, para dar continuidade aos últimos detalhes da Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, que ocorrerá entre os dias 13 e 17 de outubro na Cidade.

O Coordenador do Desenvolvimento Econômico da SDTE Luiz Barbosa, presente na reunião, considera esse evento de "grande relevância tanto para o público especializado como para a popularização do conhecimento científico".

No encontro foi abordada a realização de uma minuta em nome do CMCT&I a ser enviada aos vereadores para sensibiliza-los na aprovação da Lei Municipal de Inovação e a criação do Fundo Municipal de Fomento à Ciência, Pesquisa e Inovação), que já passaram por diversas comissões da Câmara.

Outro ponto da pauta, foi a discussão de nomes para compor a Comissão de Avaliação de Propostas do Programa VAI TEC (Valorização de Iniciativas Tecnológicas).

A comissão de Avaliação será composta por 8 membros sendo 4 representantes de entidades do setor tecnológico. Os representantes do poder executivo deverão ser designados pelo Secretário Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo Artur Henrique e da sociedade civil pelo CMCT&I. Algumas entidades do âmbito estadual e federal foram citadas e deverão ser posteriormente consultadas.

Estiveram presentes na reunião: João Galvino, Carlos Lima e Claumir Bento da Secretaria Municipal da Educação; Wilson Bueno da SDTE; Dirce Balzan da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras; Percy Vieira da Associação de Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo; Luciane Ortega da Agência USP de Inovação; Diego Munõz da FAPESP; Ros Mari Zenha do IPT, Ana Maria Chudzinski, Linda Bernardes e Ana Olívia de Souza do Instituto Butantan; Simone Magalhães do Instituto Federal de São Paulo e Allen Habert do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo.

Foto: Itália Merenna
Por: Cristina Braga/ Prefeitura de São Paulo
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Mentoria reversa permite que jovem opine até na roupa do chefe

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Grandes empresas estão apostando em uma nova estratégia para estimular a troca de conhecimento entre gerações e atrair e reter talentos mais jovens: a mentoria reversa -profissionais menos experientes se tornam mentores de outros mais seniores.

"A prática começou a ser impulsionada em 1999 quando Jack Welch, então presidente da General Eletric, pediu que executivos de alto escalão da empresa procurassem mentores mais novos para ensiná-los a usar a internet", diz a coach Eva Hirsch.

A especialista afirma que o movimento no Brasil ainda é modesto, mas que há espaço para crescimento.

A empresa de comunicação Burson-Marsteller iniciou neste ano um programa de mentoria reversa: profissionais mais jovens, da área de comunicação digital, têm ajudado gerentes de outros setores.

"Com o crescimento da prática digital, houve a necessidade de consultar pessoas que tinham mais habilidade na área. E são os profissionais mais jovens, que já nasceram na era on-line", explica Patrícia Ávila, 49, vice-presidente de operações da empresa.

Amanda Allegrini, 22, é uma das mentoras reversas do programa. Ela afirma que se sente mais valorizada por isso. "Ver profissionais da liderança, que têm posições estratégicas na companhia, me pedindo opinião, me deixa mais motivada", diz.

Para Carlos Eduardo Pereira, sócio da consultoria de RH Top Quality, essa é uma das principais vantagens da prática. "De alguma forma, todo mundo é carente e busca protagonismo. Mais que dinheiro, as pessoas querem sentir que o que pensam e falam é levado em consideração."

A empresa de bens de consumo P&G também usou a mentoria reversa. Os funcionários da área de tecnologia se tornaram mentores dos gestores da organização para deixá-los mais eficientes com ferramentas digitais.

O venezuelano Simon Gamboa, 30, foi transferido para o Brasil à época e se tornou orientador da diretora de comunicação da empresa. A ideia era fazer encontros mensais para tirar dúvidas.

Ele afirma que o bom relacionamento entre mentor e mentorado é essencial para que o projeto dê certo. "É ótimo estar perto da liderança de um jeito diferente, em que seu gestor não te parece intocável. Mas é importante ter afinidade com a pessoa. Não basta só conhecer o tema."

Para Pereira, é importante que esse tipo de troca de conhecimento entre gerações esteja na cultura da empresa. "O ideal é que o programa seja bem explicado e que a companhia já tenha equipes mistas. Dessa forma, diminuem os riscos de antagonismo."

Esse antagonismo pode partir dos dois lados: os mais velhos podem não se sentir à vontade para pedir ajuda para os mais jovens, e os mais jovens podem se tornar arrogantes ao quebrar o paradigma da hierarquia.

"Pode ser algo complicado para os gestores. Eles estão acostumados a deterem o conhecimento e precisam ter humildade para assumir que não dominam algo e precisam de ajuda", explica Rodrigo Adissi, sócio da recrutadora MSA Recursos Humanos.

No caso dos mais jovens, Hirsch afirma que eles precisam ser preparados para saber lidar com a hierarquia. "Na maioria das vezes, a arrogância tem a ver com insegurança. A geração Y foi acostumada a falar de igual para igual com os pais. Temos que tomar cuidado com o que achamos que é arrogante."

Ela afirma que a prática é interessante para estimular a empatia entre os profissionais. "Quando há a troca de papeis, você aprende a se colocar no lugar do outro."

Mentoria externa

O Citibank, em parceria com o 99jobs, realizou um programa de mentoria reversa com os jovens que participaram do Summer Job da empresa: durante um mês, universitários passaram por diversas áreas do banco e, ao final, fizeram uma apresentação com ideias e sugestões sobre os produtos da empresa e a organização.

Para Eduardo Migliano, sócio fundador do 99jobs, o programa foi importante para que os profissionais mais experientes do banco tivessem contato com a geração mais nova, que está entrando no mercado de trabalho agora. "É interessante vê-los ouvirem de um estagiário que o modo como eles se vestem os distancia dos funcionários mais novos", explica.

Para André Salgado, 39, gestor da área de segurança de informação do banco, o resultado foi positivo. "Foi interessante ver as opiniões que a geração mais nova tem sobre um dos segmentos mais tradicionais do mercado."

Ele afirma que, por ter em sua equipe profissionais mais jovens e mais velhos, tenta estimular a troca de conhecimento. "Enquanto os mais experientes são mais analíticos, os mais jovens executam mais rápido", diz.

Miguel Longuini, 21, que participou do programa como universitário, afirma que a receptividade dos gestores animou os jovens. "Às vezes você tem profissionais muito experientes, mas que não estão adaptados aos movimentos que estão acontecendo. As coisas mudam rápido, nossa geração já nasceu sabendo disso."

Fonte: Folha de S.Paulo

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USP e CNPq promovem primeira Virada Científica de São Paulo

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Simulação de terremoto, visita ao interior de uma célula humana gigante, shows de física, química e de matemática, workshop de criação de jogos de tabuleiro, palestras, caminhada monitorada, futebol de robôs e observação noturna do céu. Essas são algumas das atividades que serão realizadas na primeira edição da Virada Científica, promovida pela USP em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). O evento terá 24 horas de duração, com início às 8 horas do dia 11 de outubro. A entrada é franca e não há restrição de idade e público.

Serão realizadas mais de 100 atividades, entre oficinas, experimentos, shows, jogos, palestras, sessões de cinema e de planetário – boa parte delas voltadas às crianças. A programação estará disponível a partir do dia 6 de outubro no site www.prceu.usp.br/viradacientifica. As atividades ocorrerão na Cidade Universitária, no Instituto Butantan, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na Faculdade de Medicina (Zona Oeste), na Casa de Dona Yayá (Centro) e no Parque CienTec (Zona Sul).

Sete museus da USP também estarão abertos ao público com entrada franca: Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, Museu de Arqueologia e Etnologia, Museu Republicano Convenção de Itu, Museu de Anatomia Veterinária, Museu Oceanográfico, museus do Instituto Butantan e Museu de Geociências.

Duas unidades da USP fora da capital também participarão da Virada Científica: a Escola de Engenharia de Lorena (EEL), no interior, e o Engenho dos Erasmos, no litoral.

“A Virada Científica será importante para estabelecer uma conexão mais estreita com a sociedade, já que nossa produção científica é feita para ela. Além disso, ajudará a construir ações educativas no campo da ciência com potencial para estimular vocações nessa área”, afirma Maria Arminda do Nascimento Arruda, pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP – órgão responsável pela coordenação geral do evento. A concepção e organização são dos professores Mikiya Muramatsu e Vera Bohomoletz Henriques, do Instituto de Física (IF) da USP.

A expectativa de público é de 10 mil participantes. Dentro da Cidade Universitária, haverá reforço no policiamento e serão disponibilizados ônibus para facilitar o deslocamento dos participantes. Parte dos restaurantes estará em funcionamento no dia do evento.

Mais informações:  email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Fonte: USP

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

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Cientistas criam cristal que permite respirar debaixo d'água sem ajuda de tanques

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Respirar debaixo d'água já foi o sonho de toda criança, mas a dura realidade mostra que, se você quer mergulhar por longos períodos, precisa aprender a utilizar tanques de oxigênio. Uma nova invenção de cientistas da Universidade do Sul da Dinamarca, entretanto, pode ajudar a todos ficarem mais próximos de heróis como o Aquaman.
Os pesquisadores desenvolveram um material cristalino que absorve e armazena oxigênio de qualquer ambiente que o envolve, o que significa que não mais precisaríamos de tanques de oxigênio para mergulhar. Usando cobalto, o material consegue tanto absorver quanto liberar oxigênio sem na necessidade de grandes e pesados aparelhos de armazenamento.

Apenas alguns grãos do material são o suficiente para absorção de todo o oxigênio necessário para a respiração. Uma colher seria o bastante para absorver o oxigênio de toda uma sala. A invenção, portanto, seria prática o suficiente para mergulhadores.

Um outro uso imaginado pelos cientistas é ajudar pacientes com problemas de pulmão, que precisam da ajuda de tanques de oxigênio."Quando a substância está saturada de oxigênio, ela se parece com um tanque comum de armazenamento", afirma Christine Mckenzie à Business Insider. "A diferença é que este material consegue armazenar três vezes mais oxigênio", explica.

Fonte: Estadão PME

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Inclusão Digital por Telecentros Públicos transforma a vida das pessoas

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Programas  públicos como o Telecentro.br e Telecentros Comunitários vem mudando a vida de muitas pessoas proporcionando inclusão digital gratuita.

Em diversos Estados, espaços públicos vêm sendo ocupados por monitores e computadores para aulas básicas de internet. As pessoas aprendem tudo que é funcional para usar a web com seus benefícios básicos.

Começa com o mais simples, como ligar e desligar um computador, manuseio de teclado, acesso à banda larga, o que é um email,  como abrir e ter um, o que é um link, como criar um perfil de rede social e assim por diante.

O acesso à web para os excluídos digitais

Segundo dados do  IBGE cruzados com o PNAD,  31,5% dos brasileiros não sabem usar a internet. Parte alega não ter interesse, parte alega ter desconhecimento, parte alegar saber pouco sobre o assunto.

Uma realidade é que apenas 1/3 dos lares brasileiros tem acesso a banda larga. Esse quadro retrata de fato a exclusão digital na realidade.

Uma quantidade expressiva desta parte da população é composta por famílias de baixa renda, ambiente rural e a chamada terceira idade.

Relativo ao segmento de baixa renda,  o determinante maior é a incapacidade  financeira de adquirir algum tipo de aparelho conectivo ou assumir conta fixa mensal para acesso.  Esse fenômeno agrava-se mais ainda com a redução do negócio de “lan house” no país, um modelo em extinção na maior parte do território brasileiro devido à inviabilidade econômica dada à popularização da internet via banda móvel.

As áreas rurais em regiões remotas sofrem pela ainda deficiente infraestrutura de sinal em locais com este perfil. Estão fora do radar de interesse das grandes operadoras de telefonia pelo baixo retorno e assim entregues à própria sorte. A única chance é internet via satélite, uma modalidade cara e precária.

Já a população da terceira idade teve dificuldade de acompanhar as mudanças e novidades tecnológicas. Mal estava se acostumando a manusear os controles remotos inteligentes das novas tvs e o controle de DVDS e agora tem que aprender a usar celular e internet. É um desafio difícil, pois foge do tangível para lidar com conceitos mais abstratos das funcionalidades. Lidar com ícones ao invés de botões muitas vezes é um empecilho.

O acesso à web dinamiza sociedade e economia

Através da web segmentos populacionais até então excluídos digitalmente conseguem socializar e empreender. Conseguem estabelecer uma qualidade até então inexistente de comunicação em velocidade instantânea.

Com este acesso micro negócios aceleram suas atividades, criando sites, recebendo pedidos, fazendo encomendas, divulgando suas atividades. Injetam, assim, uma  nova dinâmica comercial e de trocas na comunidade.A comunidade passa a depender menos de logísticas tradicionais e do boca a boca, ganha fenômeno de multiplicação.

Já a terceira idade tem sido um público surpreendente nas redes sociais. Na medida em que conseguem aprender princípios básicos de navegação, acolhem novas e antigas amizades e assim mantém a percepção de participação e inserção, trazendo melhorias psicológicas e de auto-estima.

Em idades mais avançadas, o uso das redes sociais tem conseguido gerar maior longevidade nos interesses das pessoas.  A curiosidade prossegue atiçada e viva.

Afora isso ocorre o fenômeno da democratização da informação. Com diversos portais de notícias gratuitos, as pessoas têm a chance de nas mais diversas regiões do país  coletarem informações em meios de comunicação nacionais e internacionais, aumentando o alcance daquilo que sabem e desejam saber.

Multiplicação da Inclusão Digital – Governo e ONGS

Muitos Telecentros de Inclusão Digital são montados por verbas públicas e operados por organizações sociais especializadas. A proposta é conseguir efetivar com menos amarras estes projetos.

Em Brasília, por exemplo, a ONG Programando o Futuro é uma das mais ativas no setor. Sua coordenadora, Silvana Lemos é responsável por diversas oficinas de alfabetização digital.

Segundo ela,  “a inclusão digital é o direito de todo cidadão brasileiro de fazer parte da sociedade da informação. Em muitas comunidades distantes de grandes centros, seja na periferia das cidades ou na área rural, a inclusão digital tem encurtado distâncias na utilização de serviços públicos, permitido o acesso à informação, e sido uma oportunidade para as pessoas se colocarem, se manifestarem, se comunicarem, e, o mais importante, possibilitado o compartilhamento de conhecimento e a construção em conjunto. O computador é apenas uma ferramenta. Saber manuseá-lo, assim como a utilização de softwares livres, abre um universo novo para acesso ao conhecimento. Precisamos ficar atentos, pois há uma nova forma de nos comunicarmos e os jovens têm se apropriado das tecnologias com muita facilidade. Noventa e seis por cento dos brasileiros têm pelo menos um aparelho celular e esta mobilidade precisa ser incorporada em todos os processos, principalmente na educação e ao alcance de todas faixas etárias e sociais”.

O estudo sintetizado pelo PNAD após a publicação do Mapa de Inclusão Difgital,  sugere também que o Poder Público crie mais espaços comunitários de inclusão digital, amplie a municipalização destes serviços e invista em banda larga de qualidade nestes recintos. A alfabetização digital ganha corpo hoje como no passado ganhou a Alfabetização na língua portuguesa que levou ao surgimento do conhecido Mobral.

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Sociedade civil cria cada vez mais formas de monitorar os atos de gestão pública pela web

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A Lei da Responsabilidade Fiscal colocou limites nos gastos públicos. E a  Lei de Acesso à Informação criou uma poderosa forma de acompanhamento das contas públicas por parte da imprensa e dos cidadãos, criando a chamada Transparência.

Juntas e combinadas, estão levando a um surpreendente empoderamento de qualquer indivíduo interessado em acompanhar a execução de atos e contas de qualquer área do setor público.

Recentemente a Justiça derrubou ação da USP que impedia a publicação dos nomes e salários de todo seu quadro docente. Essa decisão acabou dando fim à ausência de liberação de dados em um dos últimos redutos resistentes, as Universidades públicas.

Todos os dados estão na web ?

Ainda não. Dos mais de 5500 municípios brasileiros, pelo menos 25% não tem sites na internet por parte de suas Prefeituras e Câmaras Municipais. Assim estão descumprindo a legislação vigente de transparência.

Através de programas de suporte ao legislativo e ao executivo, diversos órgãos do Governo Federal estão disponíveis para dar assistência para viabilizar tecnologia para estas unidades da Federação. Entretanto, depende ou da boa vontade de seus gestores procurarem estas soluções, ou do aperto e pressão estabelecido pelos Tribunais de Contas e Ministérios Públicos.

A transparência na web passou a ser considerado um critério de qualidade de cidadania por parte do Poder Público. E os benefícios são tão grandes para a sociedade, que inclusive a Justiça Eleitoral via TSE e TREs , proibiu que órgãos e institutos públicos com mandatários na posição de candidatos eleitorais, mantivessem respectivos sites no ar. Ou seja, a prestação de serviços poderia virar propaganda.

O cerco aos atos públicos

As agendas dos principais Ministérios, Secretarias Estaduais, Presidentes de Estatais, Governadores e Prefeitos também está online. É a forma através da qual a imprensa interessada acompanha passo a passo do expediente dos agentes políticos.

De posse destas informações, conseguem ter ponto de partida para investigar temas e assuntos tratados, fazer entrevista entre as partes, especular os assuntos sociais e os assuntos realmente de fundo destas reuniões.

Hoje a imprensa descobrir um encontro fora da agenda online de um Presidente, Governador ou Prefeito, remete a um sinal de fumaça de desconfiança e pode significar uma busca mais apurada de detalhes pelo que eventualmente possa estar sendo escondido.

Há outro tipo de ato público também sendo rastreado. São as “pegadas digitais”.  Foi, por exemplo, criado no Twitter o perfil “Brasil WikiEdits”  (https://twitter.com/brwikiedits) , inspirado no perfil americano “Congress-edits” (https://twitter.com/congressedits).

A proposta é monitorar todas as alterações anônimas feitas na Wikipédia a partir de IPs destes órgãos públicos: do Senado Federal, Supremo Tribunal Federal (STF), Câmara dos Deputados, Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Procuradoria Geral da República (PGR), Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), Petrobras, Banco Central, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Assim é possível vistoriar pelo quê e porquê são feitas estas modificações.

Metas Educacionais

Neste mês de outubro foi lançado o “Observatório do PNE”. É uma iniciativa de diversas entidades: Capes, Cenpec, Itaú Social, Fundação Lemann, SBPC, Unesco e muitas outras organizações.

Unidas tem a preocupação de balizar a execução do Plano Nacional de Educação e colocar uma atenção especial em sua curva de desempenho mensal.

Se a Educação é realmente uma prioridade de todos, acompanhar cada detalhe do desempenho escolar região por região, município por município, possibilita um rico cruzamento de dados para uma avaliação mais rigorosa.

Debater os dados a cada ano é um prazo muito longo para a sociedade moderna e conectada. Portanto, este monitoramento online do PNE é um recurso para trazer de fato a Educação para o centro dos debates minuto a minuto.

A ferramenta do monitoramento online do Observatório pode ser seguida aqui: http://www.observatoriodopne.org.br/pne/linha-do-tempo . Qualquer um pode vistoriar se as metas estão sendo atingidas no local desejado.

“Franquia” Observatório Social

A demanda e a importância pelo controle público é grande e transversal a todas esferas, sejam elas municipais, estaduais ou federais. Para poder ter este acompanhamento é necessário estar suprido de ferramentas e softwares adequados.

Visando isso,  o portal “Observatório Social” acabou criando um modelo a ser replicado, uma espécie de franquia de monitoramento do setor público. Ele criou uma série de sistemas de rastreamento e cruzamento de dados que formam um verdadeiro “kit”, com expertise e aplicação nesta finalidade.

Já fazem alguns meses onde passou a conceder a ativistas de diversas regiões do país este “kit”, através do qual, as pessoas podem focar na gestão pública sediada em sua cidade.  Muitas vezes os interessados são advogados, dirigentes sindicais e lideranças comunitárias.

Bem ou mal, personificam um papel muitas vezes ausente no município pelo fato de a imprensa ser fraca fora das grandes cidades. Ou nem sempre existir uma imprensa independente, já que para se financiar precisa dos anúncios da Prefeitura.

Ainda é cedo e algumas destas experiências poderão prosperar de forma positiva e contribuidora ou não. Poderão inclusive serem usadas como forma de manipulação política ou eleitoral. Entretanto, sinalizam um movimento da sociedade em trabalhar por sua própria conta, retomando uma fiscalização do setor público de forma direta.

O agente desta transformação é o meio internet. A eficácia desta transformação é dada pela publicação obrigatória de dados públicos na web e pelo desenvolvimento de softwares capazes de “varrerem” todas estas informações com inteligência e de forma praticamente instantânea.

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SINTPq leva palestra sobre biocombustíveis para Semana Municipal de C&T

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Biocombustíveis: erro ou solução? Para responder a essa pergunta o SINTPq traz no dia 14 de outubro, às 15h, o renomado químico, pesquisador e professor titular aposentado da Unicamp, Ulf Schuchardt, para a terceira edição do Café SINTPq.

O evento acontece no auditório do CTBE, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e integra a programação da Semana Municipal e Nacional de Ciência e Tecnologia.

O Brasil é um dos principais produtores e consumidores de biocombustíveis, exportando tecnologia e matéria-prima. Neste ano, a Agência Internacional de Energia (IEA) projetou um incremento de 200% na produção dos biocombustíveis brasileiros, saindo de 1,3 milhão para 4,1 milhões de barris até 2035. A expectativa da Agência é de que o país responda ainda por 40% da exportação mundial.

A pesquisa de biocombustíveis ganhou força no país na década de 1970 com a criação do Programa Nacional do Álcool (PROÁLCOOL) após a primeira crise do petróleo. O programa introduziu o etanol de cana-de-açúcar na produção de combustíveis em larga escala no Brasil. Atualmente, os dois principais biocombustíveis líquidos utilizados no país são o etanol e o biodiesel.

De acordo com informações da Petrobras, pesquisas a partir do aproveitamento da celulose existente no bagaço da cana, etanol de segunda geração, podem ampliar a capacidade de produção da empresa em 40%, sem aumento na área plantada. A Petrobras Biocombustível tem atualmente capacidade de produção estimada em 1,5 bilhão de litros de etanol ao ano.

Além de alternativa ao consumo do petróleo, os biocombustíveis são ainda opções mais sustentáveis e de extrema importância para áreas econômicas, como o setor sucroalcooleiro. Em sua base de atuação, o SINTPq representa trabalhadores de empresas que desenvolvem pesquisa e tecnologia em biocombustíveis.

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SP: I Semana Municipal de Ciência,Tecnologia, Inovação & Desenvolvimento populariza conhecimento científico

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A Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE), por meio do Conselho Municipal de Ciência Tecnologia & Inovação- CMTC&I, do qual o SINTPq faz parte, realizará, entre os dias 13 e 17 de outubro, a I Semana Municipal de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento do Município de São Paulo. Fiesp, IPT e SEESP estão entre as entidades que subsidiam a organização do evento.

A Semana acontecerá em várias regiões da Capital, em espaços como o Centro Educacional Unificado (CEU) e Câmara Municipal, paralelamente à 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2014 (MCTI). O encontro tem por finalidade a popularização do conhecimento científico e tecnológico, o aprofundamento do diálogo entre a sociedade e a área de ciência e tecnologia.

Na reunião do GT- SMCT&I, realizada em 19/08/2014, foi discutida a implementação do evento 2014, proposta por um Grupo de Trabalho do qual fazem parte representantes do IPT, SinTPq, Instituto Butantan, Fapesp, Fiesp, SEESP, Instituto Federal e profissionais da SDTE vinculados ao Conselho.

Confira abaixo a programação da Semana | De 13 a 17 de outubro de 2014

PROGRAMAÇÃO | Bloco 1

13.10.2014 – Segunda-feira

Ato Solene de Abertura com Autoridades Públicas e Acadêmicas

    O papel da Ciência e da Tecnologia no Desenvolvimento Social e Econômico

Dr. Jorge Kalil – Professor Titular de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP e Diretor do Instituto Butantan.

Local: Salão Nobre da Câmara Municipal de SP/Viaduto Jacareí, 100 - 8º andar
Horário: das 14h00 às 17h00

Participação da Agência de Notícias “Imprensa Jovem” da Secretaria Municipal de Educação e do Coral da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Coordenador de mesa: Artur Henrique – Secretário Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo e Presidente do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia & Inovação
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14.10.2014 – Terça-feira

    A Ciência e Tecnologia e a participação popular na gestão de riscos, desastres e a construção de cidades mais seguras e resilientes

•    ‘Cidades Resilientes’ | Sidnei Furtado - Promotor para o Brasil do Programa de Cidades Resilientes da ONU

• ‘Gestão Participativa de Riscos’ | Milton Roberto Persoli – Coordenador Geral da Defesa Civil da Cidade de São Paulo.

• ‘Gestão de Riscos ou Gestão de Desastres?’ | Eduardo Soares de Macedo - Geólogo Pesquisador do Centro de Tecnologias Ambientais do IPT.

Local: Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo
Horário: das 14h00 às 17h00

Coordenador de mesa: não definido

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15.10.2014 – Quarta-feira

    Meninas Cientistas

• Denise Motta Dau - Secretária Municipal de Políticas para Mulheres

• Dra. Yara Marangoni - Docente do Instituto de Astronomia, Geofísica e Meteorologia da USP e Doutora em Geofísica pelo IAG/USP.

• Thatiane Lima - Aluna de Engenharia de Materiais da Escola Politécnica da USP/Poli, participante do Grupo de Estudo de Gênero e do Escritório Piloto.

• Bianca Vyunas e Maria Augusta Torres - Estudantes de Ciências Sociais, Pesquisadoras do CNPq e FAPESP e assistentes do Departamento de Sociologia da USP.

Local: Centro Cultural São Paulo | Sala Jardel Filho
Horário: das 14h00 às 17h00

Coordenadora de mesa: Ros Mari Zenha - Geógrafa e Pesquisadora do Centro de Tecnologia do Ambiente Construído - CETAC/IPT

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16.10.2014 – Quinta-feira

    A Inovação para os microempreendedores individuais, médias e pequenas empresas e empreendimentos de economia solidária

• ‘Solução de problemas tecnológicos e de gestão para micro, pequenas e médias empresas’ | Mari Tomita Katayama - Pesquisadora do Núcleo de Apoio Tecnológico às Micro, Pequenas e Médias Empresas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de SP - NTMPEs.

• ‘Ciência e Tecnologia e Inovação Social em Tecnologias Assistivas’ | Irma Passoni - Pedagoga, foi relatora da CPMI “Causas e Dimensões do atraso científico e tecnológico no Sistema de Ensino, Pesquisa e Extensão” e Presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação da Câmara dos Deputados.

• ‘Educação Empreendedora no Ensino Técnico e Tecnológico’ | Prof. Oswaldo Massambani – Diretor da Agência de Inovação INOVA Paula Souza

• ‘O papel da Universidade no apoio aos empreendedores: Painel de Inovação e a Contribuição da USP’ | Dra. Luciane Ortega – Vice Coordenadora da Agencia USP de Inovação e Doutora em Engenharia Mecânica.

• ‘Incubadora da Universidade Mackenzie’ | Augusto Aielo

Local: Auditório da Escola Americana | Universidade Presbiteriana Mackenzie
Horário: das 14h00 às 17h00

Coordenador de mesa: Prof. Maurício Benedetti – Professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie

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17.10.2014 – Sexta-feira

    Contribuições para um Sistema Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação

• Artur Henrique - Secretário Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) e Presidente do CMCT&I

• Simão Pedro - Secretário Municipal de Serviços

• César Callegari - Secretário Municipal de Educação

• Marcos Cruz - Secretário Municipal e Finanças e Desenvolvimento Econômico

• Representação da Câmara Municipal de São Paulo

Local: Sede da Prefeitura Municipal de SP/ Viaduto do Chá, 15 - 7º andar
Horário: das 14h00 às 17h00

Coordenador de mesa: Luiz Barbosa de Araújo – Coordenador de Desenvolvimento Econômico da SDTE

Serão conferidos certificados de participação*

Programação do Bloco 2

A partir de 27 de outubro: Semana Municipal de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento nos CEUs

O objetivo da programação do Bloco 2 da Semana Municipal de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento é aproximar os estudantes do Ensino Fundamental e Médio do conhecimento científico por meio das experiências dos Institutos de Pesquisas, Universidades e laboratórios de Inovação das empresas.

A partir do dia 27 de outubro, estão previstas palestras, demonstrações práticas e oficinas para alunos, professores, comunidades locais e o público em geral. As atividades serão realizadas de forma lúdica, promovendo a interação dos participantes com os profissionais, experiências e equipamentos trazidos pelas instituições.

O Bloco 2 acontecerá nas unidades dos CEUs logo após o término dos eventos da Semana. A programação estará disponível nos portais da Secretaria Municipal de Educação (SME) e da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE).

Fonte: Prefeitura de São Paulo

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ONU lança campanha contra homofobia no ambiente de trabalho

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A Organização das Nações Unidas (ONU) lança nesta terça-feira (30) uma campanha contra a homofobia nas empresas. A ONU quer promover um ambiente de trabalho mais respeitoso. O manual levou um ano e meio para ficar pronto e traz questões bem específicas, como qual a melhor forma do RH da empresa agir quando um funcionário que sempre foi homem se apresenta como mulher.

“Tem situações básicas. Você pode usar o nome social, você muda o crachá, pra que as pessoas comecem a respeitar chamar como o nome feminino. Uma empresa hoje tem que se atualizar. Ela precisa proporcionar uma diversidade na sua equipe de trabalho e mais do que isso, ela precisa proporcionar condições de liberdade e dignidade pra que as pessoas se desenvolvam e possa exercer um trabalho com cada vez mais qualidade”, explica a oficial de programação da ONU Thaís Dumet Faria.

 Igualdade de direitos no trabalho nem sempre é regra quando se trata de pessoas homossexuais. O manual traz as histórias de Alaor que agora é Alana, de Ronaldo que é gay, de Meire que é lésbica, e de Carlos que é heterossexual e tem AIDS. As quatro histórias são baseadas em casos reais. Elas representam o dia a dia de milhões de homens e mulheres que enfrentam preconceito no trabalho.

O conselheiro de saúde Vladimir Carlos Figliolo trabalhava como analista de atendimento em uma operadora de plano de saúde. A carreira ia bem até que ele decidiu apresentar o namorado para os colegas. “Houve gozações, chacotas, muito comentário, muitos burburinhos. Eu me senti muito constrangido porque eu percebi que eles não eram meus amigos porque não conseguiam lidar com a homossexualidade”, conta.

Vladimir tentou crescer na empresa. Participou de um processo seletivo, foi bem, mas não assumiu a vaga. A chefe dele justificou que ele não tinha um comportamento adequado. Dois meses depois ele foi demitido. Ele foi à Justiça, voltou ao trabalho, mas em uma função inferior.

“Eles colocaram uma proposta de ficar na empresa, mas não dentro. Pagassem meu salário vitalício, mas que não voltasse mais. Muito constrangido com essa situação, eu aceitei”, diz o conselheiro de saúde.

Fonte: Jornal Hoje

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Comunicação: sociedade cobra ampliação do acesso à internet

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O acesso à internet em alta velocidade deve ser considerado pelo Estado um serviço essencial, na avaliação de entidades da sociedade civil. A campanha “Banda larga é um direito seu” defende que o serviço  seja prestado em regime público e, portanto, com metas de universalização. Assim, todos poderiam ter acesso ao serviço básico, independentemente da condição econômica ou do local em que esteja.

De acordo a pesquisa TIC Domicílios 2013, enquanto 48% das residências urbanas têm acesso à internet, na zona rural, esse percentual fica em apenas 15%. A desigualdade é também regional. Percentualmente, 51% dos lares da Região Sul estão conectados, enquanto na Região Norte são apenas 26%. Os dados consideram 62,8 milhões de domicílios pesquisados, entre setembro de 2013 e fevereiro de 2014.

“Nós temos uma dívida com a área rural em relação ao acesso a serviços de telecomunicações. Embora tenha havido o leilão dos 450 mega-hertz (MHz), em 2012, [quando foram estabelecidas metas para atendimento individual da área rural], ele está longe de liquidar essa dívida. Inclusive, ele a reproduz, principalmente nas metas ligadas à banda larga”, afirma a advogada do Instituto de Defesa do Consumir (Idec) Veridiana Alimonti.

Ficou estabelecido que, até dezembro de 2015, as áreas localizadas em um raio de 30 quilômetros (km) dos limites da sede do município deverão ter conexão de 256 Kbps, com 250 megabytes (MB) de franquia de dados.

No documento da campanha, que propõe medidas para a universalização do acesso, a sociedade civil aponta que “garantir o direito ao acesso e uso da banda larga só será possível através de agressivas políticas públicas pró-ativas que tenham em seu cerne a oferta dessa infraestrutura em regime público”.

Além disso, enumera propostas para evitar que o mercado seja concentrado por grandes empresas. Isso porque, além de diminuir a oferta para os consumidores, que podem ter que depender de um mesmo grupo para acessar TV paga, telefonia e internet, “corre-se o risco de se aprofundar a concentração do setor, gerando sérias desvantagens a empresas menores focadas em apenas um ou dois serviços”.

Presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende afirma que a universalização exige políticas integradas, além de mudanças legais que teriam que passar pelo Congresso Nacional, o que dificultaria a implementação da proposta. Na avaliação dele, também poderia afastar investidores, já que seria necessário controlar as tarifas e impor outras metas.

O presidente da agência reguladora acredita que a ampliação do acesso se dará por meio do celular com tecnologia de terceira ou, em menor percentual enquanto a tecnologia não é massificada, de quarta geração. Rezende aponta a necessidade de políticas complementares, como incentivos para que as empresas levem banda larga para lugares sem grande demanda comercial, diminuição de impostos, investimento público e mapeamento das necessidades de cada região.

“Quem é que vai levar internet para a fronteira do Brasil com a Venezuela, para 30 ou 40 famílias? Esse é um desafio enorme do Brasil”, avalia, acrescentando que ações como a garantia de internet em escolas é o exemplo de uma política que objetiva garantir acesso tanto para a zona urbana quanto a rural.

Na visão do governo, a internet ganhou “um patamar de essencialidade”, admite o diretor de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra. Ele compreende que “uma cidade em que não existe uma capacidade muito grande de acesso à internet, implica dizer que aqueles cidadãos estão alijados do processo de desenvolvimento, do processo de oportunidades econômicas, de oportunidades de aprendizado, enfim, de uma série de acesso a serviços públicos e privados que hoje são prestados por meio da internet”.

Ele aponta o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), criado em 2010, como principal política para massificar a internet, no país, especialmente em áreas que sofriam com o déficit tecnológico.

De acordo com o Ministério das Comunicações, várias ações compõem o PNBL, entre elas, a desoneração de redes e terminais de acesso; a expansão da rede pública de fibra ótica, administrada pela Telebras, empresa que foi reativada no processo de implementação do PNBL e que tem sido responsável por ofertar internet em algumas cidades; a desoneração de equipamentos, como smartphones e tablets, e oferta de banda larga com internet de 1 Mbps ao valor de R$ 35 mensais, com impostos.

Perguntado sobre a existência de políticas para a universalização da banda larga, ele afirma que isso demandaria mais recursos e outras estratégias, mas defende que o PNBL e outras políticas, como a instituição de mecanismos para incentivar financeiramente a expansão da banda larga fixa, via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), caminham nesse sentido.

“Hoje, o Programa Nacional de Banda Larga, e desde que foi lançado, atacou um viés muito nítido, que é o viés da redução de preço. Quando a gente compara o preço da banda larga no Brasil de 2010, quando foi lançado o PNBL, até hoje, houve uma redução média de 50% do preço”, afirma Coimbra, que acrescenta que mais de 4,6 mil municípios já são atendidos pelo programa. A meta do governo é chegar a todos os municípios no próximo ano.

Garantia de direitos

As entidades consideram, no entanto, que tanto as metas estabelecidas no leilão dos 450 MHz quanto as oferecidas pelo PNBL não respondem às demandas atuais. Isso porque, na avaliação da sociedade civil, toda a população precisa ter acesso de qualidade à rede para que possa produzir, veicular, baixar informações em texto, áudio, vídeo etc.

“Nós precisamos ter uma infraestrutura compatível com as necessidades econômicas e culturais do país. Uma infraestrutura de conectividade das coisas, das cidades, das escolas, dos pontos de entretenimento”, afirma o integrante do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Sérgio Amadeu.

Para o próximo ano, a expectativa é que o Marco Civil da Internet seja regulamentado. Aprovado neste ano, a norma, que ficou conhecida como Constituição da Internet, “estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil e determina as diretrizes para atuação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios”.

Elogiada por estabelecer como fundamento para o uso da internet o respeito à liberdade de expressão, o direito de acesso e informação, e garantir a neutralidade de rede, que impede a diferenciação dos conteúdos que trafegam pela rede mundial de computadores, a norma ainda precisa ser detalhada para que as exceções à neutralidade sejam estabelecidas e para que sejam fixados métodos para a guarda e a disponibilização dos registros de acesso às aplicações na internet.

Para Sérgio Amadeu, ainda há dúvidas em relação à forma que a Justiça vai atuar e encarar o marco civil, se a favor do mercado ou da proteção do direito à privacidade, por exemplo. Para ele, “é preciso garantir que a comunicação seja pensada do ponto de vista da cidadania”.

Fonte: EBC
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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