Greve no IPT entra no terceiro dia

10/09/2015

A greve dos trabalhadores do IPT entrou nesta quinta-feira, dia 10, em seu terceiro dia. Mais de 200 funcionários participaram dos piquetes e assembleia nos portões do Instituto.

Na tarde de ontem, o departamento jurídico do SINTPq deu entrada no dissídio coletivo da campanha salarial 2015/2016. A expectativa do sindicato é de que a Justiça do Trabalho julgue o dissidídio nos próximos dias. Os empregados pedem no tribunal o reajuste dos salários pelo índice inflacionário (IPC-FIPE 7,61%), mais 5% de aumento real. Ou, no mínimo, o mesmo tratamento dado a outras empresas também dependentes do tesouro do Estado de São Paulo, como CETESB, METRO, CPTM e SABESP.

Hoje a direção do IPT informou em nota que continua dialogando com o Governo Estadual para liberação do reajuste da inflação nos salários. O presidente do SINTPq, Regis Norberto, destacou que o IPT teve 15 dias antes do início da greve para negociar a antecipação da inflação e que, ao longo dos últimos cinco anos, os balanços financeiros da empresa foram superavitários graças ao trabalho dos funcionários.

Em assembleia permanente, a continuidade da greve foi aprovada para essa sexta-feira.

Trabalhadores

O servidor Marcelo, em sua primeira greve na instituição, afirma que aderiu ao movimento não só pelo reajuste do salário, mas também em defesa do IPT.

Também para a funcionária do IPT, presidente do Conselho de Representante dos Empregados (CRE) e representante dos funcionários no Conselho Administrativo , Ros Mari Zenha, a mobilização dos trabalhadores perpassa os motivos salariais, representando demandas de manutenção do IPT como referência em ciência e tecnologia para São Paulo. "Nenhum Instituto de pesquisa no mundo nessa relação se sustenta", afirma a trabalhadora em referência ao orçamento do IPT, hoje com 40% de suplementação estadual e 60% fruto de vendas.

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