IPT: Conheça a evolução dos gastos com o plano de saúde

15/05/2017

Em 2017, completam-se nove anos que o modelo de plano de saúde foi trocado. A partir dos números fornecidos pelo IPT, adotamos o valor referência pago pelo Instituto no plano de Auto-Gestão (IPT-Saúde) em junho de 2008, último mês da nossa data base, e reajustamos pelos índices apresentados abaixo:

Valores arredondados para facilitar a leitura.

Constata-se que o IPT vem economizando muito dinheiro com o nosso benefício, contrariando o que foi prometido em 2008 pelo então Diretor Administrativo e Financeiro, Altamiro Francisco da Silva, quando o IPT impôs na negociação salarial o fim do plano de autogestão e a contratação de um plano de saúde de mercado. O objetivo da mudança, declarava o Diretor, não era economizar dinheiro com o benefício, mas “proteger o IPT das contas médicas altas dos eventos de alta complexidade”.

O gasto atual, equivalente a 33% do valor se todos os reajustes dos contratos fossem concedidos, é menor que todas as alternativas de atualização do valor gasto pelo IPT nos últimos meses do IPT-Saúde, quando nosso plano de autogestão foi extinto.

Isto confirma que os preços preliminares apresentados pela UNIMED Seguros (cerca de R$ 850,00 por vida no padrão enfermaria) para o edital do leilão de 17 de abril, que deu vazio, estariam próximos aos valores se tivessem sido atualizados. A gravidade desta dura realidade é que a parcela do funcionário (25%) equivaleria a cerca de R$ 210,00 por vida. É óbvio que muitos empregados não poderão arcar com este desconto, considerando-se o grupo familiar.

ALTERNATIVA 1 – CONTINUAR COM PLANO DE MERCADO

Para reverter esta situação, é necessário transformar nosso plano médico em compulsório e gratuito para todos os empregados. Hoje, ele é optativo – o profissional decide se quer aderir, pois paga parte do seu custo. Aplicando a compulsoriedade e incluindo todos os empregados pelo princípio da mutualidade, todos os funcionários participam. Isso torna o plano mais barato por vida e atraente para o mercado por ter um total de pessoas maior. No modelo optativo, aqueles que têm problemas de saúde pagam e estão protegidos. Os que não têm condições de pagar ou tem melhor condição de saúde não aderem ao plano e assim diminuem o número de vidas. Consequentemente, os custos da operadora são mantidos e a receita é menor.

ALTERNATIVA 2 – VOLTAR PARA A AUTOGESTÃO – IPT SAÚDE

A autogestão consiste no IPT ter seu próprio plano de Saúde, como era até 2008 e como ainda é praticado na CETESB. A principal vantagem deste sistema é que todo o dinheiro arrecado vai para pagar as contas médicas. Nosso plano de saúde contratado fica com 30% do dinheiro arrecadado para pagar suas despesas e seu lucro. A seguir, mais algumas comparações.

  • A atualização financeira do custo da autogestão praticada até 2008 (segundo os reajustes aplicados no plano de saúde contratado) comprova que o IPT hoje gastaria valores muito próximos aos que paga pelo plano contratado.
  • Considerando que na auto-gestão não existe sinistralidade, portanto todo dinheiro arrecadado vai para o pagamento das contas médicas e despesas, bastaria que a variação da arrecadação fosse 13% para que todas as contas fossem quitadas. Se houvesse sinistralidade, o percentual deveria ser de 38%!
  • Com valores globais muito semelhantes ao que deveria ser pago ao plano de saúde, na autogestão não ficamos à mercê da vontade do plano contratado que pode, por exemplo, substituir um hospital por outro na rede com qualidade e localização inferior. Também não seríamos submetidos a absurdos reajustes a cada aniversário do contrato e teríamos total domínio dos números financeiros praticados. Hoje, infelizmente, temos que acreditar em números apresentados pelas operadoras.