IPT suspende recesso de 2017 e revolta funcionários

19/12/2016

Em sua última reunião, a diretoria do IPT aprovou o calendário de compensações para o ano de 2017. Para surpresa geral, a empresa retirou o recesso entre o Natal e Ano Novo do cronograma, justificando que o Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, questionou essa compensação alegando que suas demais empresas não possuem esse mesmo dispositivo.

Desde 1991, o IPT adota a prática da compensação nesse período, justificada corretamente pela economia de recursos financeiros em um período de baixíssima demanda de trabalho, uma vez que “nossos clientes” paralisam suas atividades. Além disso, os gastos fixos nesse período, como restaurante, transporte, água, luz, telefone, entre outros, são superiores aos recursos gerados pelos serviços prestados.

Os trabalhadores do IPT há anos programam suas vidas familiares levando em consideração esse período de recesso, adequando suas férias às das escolas dos filhos e netos e marcando viagens para visitar e passar as festas de final de ano junto aos seus parentes que residem fora de São Paulo.

Mesmo a compensação não sendo um benefício direto, passou a fazer parte do cotidiano e do planejamento da vida de cada IPTeano e IPTeana. Perder de maneira unilateral esta prática de décadas certamente trará prejuízos a todos, sendo que, ao IPT, ressalta-se o prejuízo financeiro.

A diretoria do instituto, atendendo uma consideração do GESP, desconsidera e desrespeita todo o IPT. Aceitar o argumento que só nós temos “esse benefício” não condiz com a realidade dos benefícios que as outras empresas praticam. Mesmo assim, ainda querem nos tirar o pouco que temos.

É importante lembrar que uma diretoria passada cometeu o mesmo equívoco em não aprovar recesso de final de ano e voltou atrás meses depois. Não é necessário potencializar um clima de insatisfação que já domina a comunidade, maior patrimônio da Instituição, que sistematicamente tem dado suas contribuições para o bem do IPT.

Esperamos que a diretoria do IPT use o bom senso e reconsidere rapidamente esta infeliz decisão, interrompendo o quanto antes a insatisfação geral que toma conta do IPT na última semana do ano.

Sugerimos a todos que manifestem seu descontentamento com tal decisão mandando mensagens para o SINTPq (comunicacao@sintpq.org.br), CRE (cre@ipt.br) e Ouvidoria do IPT (ouvidoria@ipt.br).

Lançamos ainda uma pesquisa na qual todos podem manifestar sua opinião e, dessa forma, computaremos o grau de insatisfação com a desastrosa decisão da direção do IPT.