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Marcha da Classe Trabalhadora mobiliza sindicatos para ato em Brasília no dia 15 de abril

Ato no dia 15 reúne trabalhadores de todo o país e atualiza pauta com prioridades até 2030

13/04/2026

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Foto: Dino Santos

A Marcha da Classe Trabalhadora será realizada no próximo dia 15 de abril, em Brasília, com a participação de sindicatos e centrais sindicais de todo o país. A mobilização é convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e terá como eixo a apresentação da Pauta da Classe Trabalhadora 2026, documento que reúne as principais reivindicações do movimento sindical.

A convocação é do presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, que destacou a importância da unidade das categorias. “Com unidade do movimento sindical, vamos a Brasília no dia 15 de abril com as nossas pautas históricas e prioridades atuais para fazer uma grande marcha em defesa da classe trabalhadora, pressionar por mais direitos, empregos, saúde e educação. Todas as categorias estarão representadas”, afirmou.

Plenária da Conclat abre programação

A programação terá início às 8h, com a plenária da Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat), responsável por aprovar a atualização da pauta para o período de 2026 a 2030. A marcha em direção à Esplanada dos Ministérios está prevista para começar às 10h30.

Após a aprovação, o documento será entregue ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, além de ministros, à Câmara dos Deputados e ao Senado.

Pauta reúne 68 reivindicações prioritárias

Elaborada de forma unitária pelas centrais sindicais, a Pauta da Classe Trabalhadora é atualizada anualmente. Neste ano, o documento reúne 68 propostas consideradas prioritárias pelo movimento sindical.

Entre os principais pontos estão a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6x1, o fortalecimento da negociação coletiva, o direito de negociação para servidores públicos, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate à pejotização e o enfrentamento ao feminicídio.

O documento também orienta a atuação das entidades sindicais em mobilizações, negociações e ações institucionais nos níveis nacional, regional e setorial.

A atual pauta tem como base a versão aprovada na Conclat de 2022, que reuniu 63 diretrizes voltadas ao mundo do trabalho. Segundo avaliação das centrais sindicais, cerca de 70% dessas propostas foram implementadas ou estão em tramitação no Congresso Nacional.

Entre as medidas apontadas estão a política de valorização do salário mínimo, a igualdade salarial entre homens e mulheres, a retomada do Bolsa Família, a correção da tabela do Imposto de Renda e iniciativas de combate à fome e à pobreza.

Também são citadas ações voltadas ao desenvolvimento produtivo, ampliação do crédito, regulação do trabalho por aplicativos e políticas para redução do endividamento das famílias.

Mobilização nacional e caravanas

A mobilização para o ato em Brasília tem sido intensificada nas últimas semanas. Dirigentes sindicais de diferentes ramos e confederações divulgaram vídeos nas redes sociais convocando trabalhadores de todo o país para participar da marcha.

Sindicatos ligados à CUT organizam caravanas e ampliam o chamado às bases. A expectativa é reunir milhares de trabalhadores na capital federal.

Nos materiais de convocação, lideranças reforçam a importância da pressão popular sobre o Congresso Nacional. “Vamos ocupar Brasília para dar visibilidade à pauta da classe trabalhadora e pressionar pela aprovação de projetos prioritários”, afirmou Sérgio Nobre.

 

*Com informação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).