Menos horas, mais direitos: SINTPq esclarece o que muda com o fim da escala 6x1
Projetos em debate preveem jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial e sem aumento de carga de trabalho.

Foto: Roberto Parizotti (Sapão) - Arquivo
O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SINTPq) reforça seu apoio ao fim da escala 6x1 e esclarece dúvidas entre trabalhadores com base em informações sistematizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). As propostas em debate no Congresso Nacional preveem a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem qualquer redução salarial ou exigência de compensação de horas.
De acordo com os dados divulgados pela Central Única dos Trabalhadores, o empregador não poderá exigir compensações adicionais para conceder dois dias de folga semanais. O salário será mantido integralmente, garantindo que a redução da jornada não represente perdas econômicas para trabalhadores e trabalhadoras.
Para o SINTPq, a tentativa de associar a redução da jornada à obrigação de trabalhar mais para manter o salário representa uma distorção do debate público e atende a interesses que historicamente buscam frear avanços da classe trabalhadora. A redução da jornada é parte de um processo de conquista social e não pode ser convertida em mecanismo de intensificação do trabalho.
Outro ponto esclarecido pela central sindical diz respeito ao funcionamento do comércio. A redução da jornada não impede a abertura de estabelecimentos aos finais de semana, sendo possível organizar escalas por meio de negociação coletiva ou ampliar contratações, especialmente diante da perspectiva de aumento do consumo com mais tempo livre.
Custos e impacto econômico
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que a redução da jornada teria impacto semelhante ao de reajustes históricos do salário mínimo, com aumento de custo inferior a 1% em setores como indústria e comércio, além de não haver relação direta entre a medida e queda do PIB.
Geração de empregos e produtividade
Levantamento da economista Marilane Teixeira, da Unicamp, aponta que a redução da jornada pode gerar até 4,5 milhões de empregos e elevar a produtividade em cerca de 4%, em um país onde a população já está entre as que mais trabalham no mundo.
O que está em debate no Congresso
O Projeto de Lei nº 1838/2026 propõe a redução da jornada para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e proibição de redução salarial, o que, na prática, extingue a escala 6x1. A proposta mantém o limite de oito horas diárias e prevê definição de escalas por negociação coletiva.
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