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Negociação entre CPQD e Unimed define reajuste quase duas vezes acima do reajuste salarial em assistência médico-hospitalar

Mesmo com negociação resultar em um repasse menor do que o previsto por operadora de saúde, SINTPq defende a continuidade das negociações para que o trabalhador não arque com novos custos pelo direito

02/06/2026

cpqd

O CPQD concluiu as negociações para a renovação do contrato de assistência médico-hospitalar com a Unimed Campinas, que atende trabalhadores ativos, aposentados, dependentes e estagiários da instituição. O acordo definiu um reajuste de 8,75% nas mensalidades do plano de saúde a partir de 1º de maio de 2026, contra um reajuste salarial de 4,68% aplicado em 01/11/2025.

Para o presidente do SINTPq, José Paulo Porsani, o reajuste representa um impacto significativo para os empregados. “O reajuste é o dobro do valor da inflação que corrigiu o reajuste salarial dos trabalhadores. A discussão entre a Unimed e o CPQD deveria continuar, uma vez que os custos com assistência médica estão cada vez maiores em detrimento da qualidade do próprio atendimento”, afirmou.

Porsani também defende a ampliação da participação da empresa no custeio da coparticipação. “A coparticipação dos trabalhadores continua sendo subsidiada em 50% pelo CPQD, mas isso é insuficiente. Nossa luta continua pelo subsídio de 100%, uma vez que os reajustes do plano estão sempre acima dos reajustes salariais”, destacou.

Segundo informações divulgadas pelo CPQD, a proposta inicial apresentada pela operadora previa um aumento de 23,69%. Após as negociações, a empresa alega que conseguiu reduzir significativamente o índice, chegando ao percentual final de 8,75%.

Em seu comunicado, a empresa classificou a  sua participação na coparticipação como liberalidade, uma vez que a empresa arca com 50% destes custos. O posicionamento, entretanto, é contestado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia (SINTPq), que afirma que a manutenção do subsídio é resultado da mobilização e da luta dos trabalhadores ao longo dos anos e de que a empresa deveria arcar com 100% dos custos da coparticipação na assistência médica. 

Chama atenção os dados da sinistralidade geral registrada no período analisado de 89%, acima do limite técnico contratual de 75%. Entre os beneficiários inativos, o índice atingiu 138%, enquanto entre os trabalhadores da ativa ficou em 69%, abaixo do teto previsto em contrato.

Com o reajuste aprovado, as mensalidades passarão a ter os seguintes valores: R$ 450,03 por usuário na modalidade Básico (quarto coletivo), R$ 778,53 na modalidade Especial (quarto privativo) e R$ 1.368,00 na modalidade Master (quarto privativo). O modelo de custeio entre empresa e trabalhadores permanece inalterado.

Também foi mantida a coparticipação de 30% sobre consultas e exames. O teto mensal de coparticipação será reajustado para R$ 535,44 por beneficiário. Além disso, o CPQD informou que continuará assumindo 50% do valor da coparticipação dos empregados entre maio de 2026 e abril de 2027. No entanto, o SINTPq reforça que que a luta deve continuar, para que a empresa arque com 100% da coparticipação dos exames e consultas, desonerando completamente o trabalhador deste custo. 

Em 2025 a empresa implementou para gerentes e diretores, o Sulamérica como novo plano de saúde, infelizmente não temos informações sobre este plano.