SINTPq defende soberania de dados e fortalecimento das instituições públicas em debate do DIEESE
Evento reuniu centrais sindicais, especialistas e entidades em São Paulo para discutir a proteção dos dados oficiais e o papel estratégico da ciência nacional

Encontro debateu a importância da proteção dos dados nacionais. Foto: Priscila Leal
O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SINTPq) participou, nesta segunda-feira (6), do debate “Em Defesa dos Dados Oficiais e da Soberania Nacional”, realizado no auditório da Escola DIEESE, no centro de São Paulo. A atividade reuniu centrais sindicais, especialistas e representantes de instituições públicas para discutir a importância da proteção dos dados nacionais e seu papel estratégico na formulação de políticas públicas.
Promovido pelo DIEESE em conjunto com centrais como CUT, Força Sindical e UGT, o encontro integrou uma mobilização mais ampla em defesa das pesquisas científicas, das estatísticas oficiais e das instituições públicas responsáveis pela produção de conhecimento no país.
A participação do SINTPq contou com a presença da diretora Priscila Leal, trabalhadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, além de trabalhadores do IPT e da Fundação de Apoio ao IPT (FIPT). A presença da categoria reforça o papel do sindicato no debate sobre tecnologia, soberania digital e defesa do patrimônio científico nacional.
Durante o encontro, os representantes destacaram que a proteção das instituições públicas produtoras de dados é condição para preservar a autonomia tecnológica do país e garantir que informações estratégicas permaneçam sob controle nacional.

A diretora do SINTPq Priscila Leal e os trabalhadores do IPT e da FIPT. Reforçando o papel do sindicato no debate sobre tecnologia.
“O IPT, que hoje conta com um quarto do número de trabalhadores que já teve, assim como outros institutos públicos de pesquisa do estado de São Paulo, sofreu grandes perdas de financiamento. Esses institutos possuem dados que contam a história da indústria, da saúde e de diversos setores da ciência e tecnologia. Quando ficam subfinanciados e sucateados, abre-se caminho para que esse acúmulo de conhecimento seja apropriado por interesses externos”, afirmou Priscila Leal.
Entre os debatedores estiveram Márcio Pochmann, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o sociólogo Sergio Amadeu, além de Adriana Marcolino, do DIEESE. Também participaram representantes do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, do Instituto Ethos, da Fundação Perseu Abramo e do CESIT da Universidade Estadual de Campinas, entre outras entidades.
O manifesto apresentado durante o debate reafirma o papel central do IBGE como eixo estruturante do sistema nacional de produção de dados. O documento defende a autodeterminação dos povos, a não intervenção internacional, o multilateralismo e o controle nacional sobre recursos estratégicos, diante de pressões exercidas por governos estrangeiros e grandes empresas de tecnologia.
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