Campanha Salarial: SINTPq reivindica isonomia para o IPT

02/08/2013

INTPq reuniu-se nesta última segunda-feira, dia 29, com o Secretário Adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo. Participaram ainda da reunião a Chefe de Gabinete, Maria Cristina, o Sub-Secretário de Ciência e Tecnologia, Marcos Cintra e o Presidente do IPT, Fernando Landgraff e o Diretor Financeiro e Administrativo do IPT, Altamiro da Silva. A reunião foi solicitada pelo Sindicato e a pauta foi a negociação da Campanha Salarial 2013/2014 do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), sendo que, seus empregados esperam uma decisão do Governador para ver atendidas as suas reivindicações.

No encontro, o sindicato defendeu a igualdade de tratamento para as empresas dependentes do tesouro do Estado de São Paulo, com reajuste nos salários de 8% (incluindo recomposição inflacionária) e fim do escalonamento dos valores pagos pela cesta básica, que hoje variam entre R$ 80 e R$ 200, de acordo com os vencimentos do trabalhador.

Nas últimas duas campanhas salariais, os trabalhadores do IPT receberam reajustes iguais aos oferecidos a trabalhadores de empresas como Metro, Sabesp e Cetesb. Para esta campanha a expectativa é de que o Governo do Estado e o IPT não tragam um retrocesso no diálogo com os ipteanos e garantam a isonomia no reajuste dos salários das empresas dependentes do governo estadual.

Outro ponto importante e que endossa a necessidade da recomposição dos salários em no mínimo 8% é a iminência de uma nova licitação para o convênio médico dos trabalhadores, que com certeza trará reajustes nos valores atualmente debitados dos funcionários.

O IPT apresentou ao sindicato um cenário de perdas em seu caixa nos últimos 12 meses, situação que, segundo eles, pode dificultar as negociações. No entanto, o Secretário solicitou a direção do IPT que apresente dados específicos que justifiquem o atendimento das reivindicações e demandas dos ipteanos, para que assim, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado, Rodrigo Garcia, possa dialogar nas instâncias de Governo (Fazenda, Planejamento e Casa Civil) construindo uma decisão em que os problemas financeiros do Instituto não prejudiquem os trabalhadores.

Desde 2008 não há no IPT instauração de dissídio coletivo e o SINTPq espera que medidas judiciais não sejam necessárias para fazer valer o direito dos trabalhadores ipteanos e o reconhecimento pelos serviços prestados.

Os ipteanos aguardam um posicionamento rápido e positivo do Governador e do IPT, uma vez que a data-base do Instituto é 1º de junho e, apesar da garantia dos pagamentos retroativos, já se passaram dois meses, e a protelação desta decisão, que aflige diretamente as famílias dos 800 empregados, é uma forma de desvalorizar o IPT.