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SINTPq participa de lançamento de cartilha sobre maternagem e trabalho e reforça luta por direitos das mulheres trabalhadoras

Sindicato destaca importância da informação, da organização coletiva e de políticas públicas para enfrentar desigualdades, violências e sobrecarga no mundo do trabalho

20/03/2026

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Foto: Divulgação

O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SINTPq) participou do lançamento da cartilha “Maternagem e o Mundo do Trabalho: conheça seus direitos”, realizado nesta sexta-feira, 20, em Campinas, com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. A atividade reuniu representantes de universidades públicas, movimentos sociais, autoridades locais e organizações de mulheres, e marcou também o anúncio da assinatura de um protocolo de enfrentamento à violência política, prevista para o dia 25 de março.

Também estiveram presentes as vereadoras Paolla Miguel e Guida Calixto, ambas do PT, além da secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres de Campinas, Alessandra Herrmann.

Para o SINTPq, a iniciativa reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação sobre direitos e fortalecer políticas públicas que enfrentem a desigualdade estrutural vivida pelas mulheres trabalhadoras, especialmente aquelas submetidas à dupla e tripla jornada. O sindicato avalia que a produção e difusão de materiais como a cartilha são instrumentos fundamentais de formação política e proteção social.

Durante a agenda, a ministra Márcia Lopes destacou que a cartilha busca dialogar com a diversidade das mulheres brasileiras e enfrentar a invisibilização da maternidade no mundo do trabalho. Segundo ela, a publicação apresenta, de forma acessível, direitos relacionados à gestação, à licença-maternidade e às condições de trabalho, além de abordar a sobrecarga vivida pelas mulheres. A ministra também afirmou que ampliar o debate sobre maternagem pode contribuir para reduzir diferentes formas de violência, ao reconhecer o cuidado como parte central da organização social.

Ainda na entrevista, Márcia Lopes ressaltou a importância de medidas institucionais no enfrentamento à violência de gênero, como a obrigatoriedade do uso de tornozeleiras eletrônicas por agressores em casos de risco. Para o Ministério das Mulheres, esse tipo de política integra uma estratégia mais ampla de responsabilização e prevenção, articulada entre os poderes públicos.

A ministra também destacou o papel da Casa Laudelina de Campos Mello, em Campinas, como espaço de acolhimento, formação e organização das mulheres. Segundo ela, iniciativas que garantem função social a espaços públicos e ampliam a rede de proteção são essenciais para consolidar políticas de cuidado e enfrentamento às violências.

A coordenadora da Casa Laudelina, Cleusa Silva, ressaltou que o espaço é fruto de décadas de mobilização para preservar a memória de Laudelina de Campos Mello e fortalecer a autonomia das mulheres. Segundo ela, o centro atua como espaço de memória, formação e apoio, com foco em reparação histórica e melhoria das condições de vida das mulheres, especialmente as trabalhadoras.

Já a presidenta da ADunicamp (Associação de Docentes da Universidade Estadual de Campinas), professora Maria Silvia Gatti, destacou que a cartilha foi construída para alcançar diferentes territórios e garantir que mulheres tenham acesso à informação sobre seus direitos. Segundo ela, o material será distribuído também em comunidades periféricas, com o objetivo de fortalecer a proteção contra violências e ampliar a consciência sobre o direito ao cuidado.

O SINTPq avalia que a articulação entre universidades, movimentos sociais e poder público é um passo importante, mas reforça que a efetivação desses direitos depende da organização coletiva das trabalhadoras e da pressão social por políticas públicas permanentes. 

Acesse a cartilha completa pelo site: https://www.adunicamp.org.br/destaque/lancamento-leia-a-cartilha-e-compartilhe/